Tuatha de Danann: a mesma banda de antes porém bem mais madura
Por Mauricio Cardoso
Fonte: Rock Masters
Postado em 04 de julho de 2015
Após longos 11 anos, a banda mineira Tuatha de Danann enfim lança um novo álbum, "The Dawn Of New Sun". O site ROCK MASTERS teve a honra de entrevistar BRUNO MAIA (Vocal, Guitarra, Flautas, Tin e Low Whistles, Banjo, Bandolim e Bouzouki), que falou sobre a produção do novo álbum, do retorno da banda, do passado e futuro dos "duendes mineiros". Confira:
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ROCK MASTERS- Após 11 anos de espera, vocês lançam Dawn Of New Sun, que mostra uma banda mais madura, com músicas mais trabalhadas, mas com a mesma essência que a tornou conhecida. Como rolou o processo de composição e direcionamento que o álbum viria a tomar?
BRUNO MAIA: Então, nestes anos todos muitas coisas aconteceram conosco.Primeiro, um enrosco com o lançamento do Trova di Danú que ocorreu quando nossa antiga gravadora fechou as portas em 2004 e nós realmente lançamos o disco em 2005. Daí vieram as turnês: a internacional e depois uma longa tour nacional, varias propostas de selos gringos foram feitas e nós encaramos alguns projetos que não viram a luz do dia ( projetos que por mais que não concretizados, demandaram tempo, esforço e energia). Muita coisa se embolou nesse tempo e talvez por conta dessas traves eu senti a necessidade de lançar outras coisas, lançar mão de outros projetos e fiz o Braia.O disco foi muito legal, lançamos no Brasil e na Europa e acho que essa soma de fatores contribuíram pra bolha explodir em 2010 quando demos uma parada. Em 2013 anunciamos oficialmente a volta (oficialmente, porque nesse tempo ainda tocávamos no Festival Roça´n´Roll) e fomos gravar o single.... Quanto ao direcionamento, não planejamos nada. Mas talvez por já termos lavado a alma com nossos projetos fora da banda, como o Braia, Kernunna e Tray of Gift, esse disco veio mais direto, mais contido que os outros.Todos elementos estão lá, conseguimos soar mais pesados e mais celta nesse disco. O processo de composição foi o de sempre.
ROCK MASTERS- Quando anunciaram o retorno, vocês lançaram um single com duas músicas, "We’re Back" (nós estamos de volta) e "Dawn of New Sun" (Aurora do novo sol). O Single é um recado para os fãs ou teria um significado a mais?
BRUNO MAIA: O título do single, que também é o título do álbum (Dawn of a New Sun) é um slogan pra esse retorno da banda, a Aurora de um novo Sol. É a mesma banda de antes porém bem mais madura, mais pronta e sabendo o que queremos. Já We´re Back é uma forma romantizada de materializar esse sentimento de ainda podermos contar com a vontade e as musas de outrora, toda a magia que sempre cantávamos.
ROCK MASTERS- 11 anos após o lançamento do álbum Trova de Danú (2004), o que você acredita que mais mudou na banda?
BRUNO MAIA: Acho que crescemos muito como pessoas e como músicos. Como pessoas podemos entender mais os limites de uma relação, de estar numa banda, de aceitar mais o que é do outro e de nos juntarmos pra enfrentar os obstáculos de se fazer arte. Como músicos, neste tempo todo estivemos envolvidos em outros projetos e bandas, tocamos com músicos diferentes, em cenários diferentes e isso tudo contribuiu pro tal do amadurecimento e acho que essa experiência adquirida ajudou-nos a equalizar essa coisa toda: do bando de moleques e da banda mais consciente.
ROCK MASTERS- "Trova de Danú" pode ser considerado um ponto alto na carreira da banda, foi talvez o álbum que catapultou a banda para um público ainda maior. Quando resolveram gravar "Dawn Of New Sun", sentiram uma certa pressão em fazer algo melhor?
BRUNO MAIA: Com certeza sim, era o monstro que tínhamos de superar. Falávamos internamente que não lançaríamos um disco só pra constar, pra dizer que a banda ta viva e arrumar umas gigs extras. Tinha de ser uma obra superior ao nosso ultimo disco, algo que nos desse orgulho e que pudéssemos estampar no peito como se fosse a banda, e acho que conseguimos isso: se alguém pedir pra eu apresentar o Tuatha, seja pra quem for eu vou mostrar é esse disco novo, pois ele é o melhor.
ROCK MASTERS- Durante a pausa da banda, os músicos se envolveram (ou puseram em prática) outros projetos, com sonoridade semelhante, mas com elementos diferentes do Tuatha. Você acredita que isso teve influência nas novas composições? Digo isso pois o single tem uma sonoridade mais progressiva do que o início da banda.
BRUNO MAIA: Olha, eu acho que graças aos deuses, nossa música veio mudando com o tempo e, acredito que, quando se diz que uma banda evoluiu, quer-se dizer que esta abrandou, ficou mais pop ou na melhor das hipóteses, mais progressiva. Porém, falando por mim, por ter feito o Braia e o Kernunna, eu pude extrapolar todas as minhas influências progressivas. Coisa que talvez se fossem gravadas pelo Tuatha, ainda que estivessem no mesmo campo "semântico", levariam a banda pra um lado mais técnico, mais progressivo e de alguma forma maculariam nosso legado. E surpreendentemente, sem planejar nem nada, esse disco veio menos progressivo e viagem do que era pra se esperar... .porém nota-se uma clara evolução de todos na banda como instrumentistas e compositores.
Leia a entrevista completa no link a seguir:
http://rockmasters.com.br/2015/07/entrevista-bruno-maia-tuatha-de-danann/
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