Death Angel: entrevista com o guitarrista Rob Cavestany

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Por Aloysio França, Fonte: MEGALOMANIA, Tradução
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Muito em breve será lançado o novo álbum de estúdio - The Dream Calls for Blood - dos veteranos do Thrash Metal americano, o DEATH ANGEL.

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A JacksonGuitars.com conduziu uma entrevista com o guitarrista e fundador da banda, Rob Cavestany, que declarou que o álbum será tão pesado quanto seu debut, The Ultra-Violence de 1987. Confiram a conversa!

JacksonGuitars.com: Como foi o processo de gravação do novo álbum?

Cavestany: Eu escrevi a maioria das músicas na estrada, durante a turnê do nosso último álbum (Relentless Retribution - 2010), e isto é algo que nós normalmente não fazemos. A turnê durou três anos e isso foi insano. Normalmente eu não componho na estrada, mas dessa vez foi necessário porque a turnê foi muito longa. O plano original era fazer um álbum duplo, frente e verso, mas nós não sabíamos que a turnê demoraria três anos. Nós fomos escrevendo e por causa disso, esse álbum ganhou um toque de 'ao vivo'. É um dos mais pesados que nós já fizemos, pelo menos pra mim, assim como "The Ultra-Violence". Está realmente agressivo.

JacksonGuitars.com: Teve alguma música nova que você conseguiu completar e executar ao vivo durante a turnê?

Cavestany: Nós não testamos nenhuma música, propositalmente, por conta da tecnologia moderna. Se tivéssemos tocado alguma música ao vivo, ela estaria na Internet na mesma noite. E de fato, nós fazemos muita coisa espontânea enquanto estamos compondo, re-organizamos tudo durante o processo. Portanto, não são produtos finalizados. Nós não queremos uma versão falsa das nossas músicas vazando, de maneira que elas não devem ser ouvidas em primeira instância. Mas tocamos o instrumental de várias delas quando estávamos passando o som, portanto as pessoas devem ter ouvido sem saber disso. Outra coisa interessante que pode ter afetado o álbum pela forma como o escrevemos, é que muita coisa veio de lugares realmente escuros, e isso é bom para o Metal.

JacksonGuitars.com: Como você compõe, considerando que tem outro guitarrista na banda?

Cavestany: Nesta banda, o caminho natural, que tem funcionado conosco, é apenas compor. Ted deixa fluir, graças a Deus. Ele trabalha em equipe e toca como um matador! É o meu braço direito. Quando se trata de criar ele apenas diz "vamos nessa". As vezes as linhas de guitarra já estão todas lá, e as vezes ele ouve o que estou fazendo para então apresentar algumas idéias.

JacksonGuitars.com: Que equipamento você usou no álbum?

Cavestany: Estou orgulhoso em dizer que usei minhas Jacksons para todas as partes de guitarra elétrica do álbum. Ainda que eu pudesse ter usado outras guitarras em algumas partes para dar alguma textura ao álbum, preferi usar minhas Jacksons custom em todas as músicas. Como eu as chamo, a Blue Dragon ou a Red Dragon. E quase me esqueço de mencionar a Dominion assinada por Mark Morton (Lamb of God). Ela possui um timbre cortante, o qual me acostumei. Não acredito que quase me esqueci dela! Ela foi enviada pra mim durante a turnê para que eu a testasse nos bastidores, e acabou ficando um tempo comigo. Ela não se adéqua ao som ao vivo, mas é uma guitarra matadora.

JacksonGuitars.com: O DEATH ANGEL tem planos para outra turnê de três anos?

Cavestany: É melhor não (risos). Eu não sei quantas vezes você consegue fazer turnês de três anos sem parar para descansar. Se eu fizer isso, posso não ter mais um lar para voltar. Então, não. Mas pretendemos fazer tantos shows quanto for possível. Parece uma situação meio contraditória, porque se a turnê oferece continuidade, nós não somos o tipo de banda que se recusa tocar em shows matadores. Nunca se sabe, então veremos o quanto ela pode se estender. Mas eu sei como isso é desgastante para a vida, além do mais, quero começar a trabalhar no próximo álbum antes disso. Talvez nós possamos fazer todos os shows em um ano e meio.




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Sobre Aloysio França

Nascido em 1980, ex-guitarrista e vocalista de Thrash Metal, atual artista gráfico e podcaster no site Megalomania-Metal. É também um leitor orgulhoso de Tolkien e Cornwell. Não discrimina gêneros, mas sim música boa de música ruim.

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