Scorpions: banda começa a trabalhar em novo álbum

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Deutsche Welle
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O veterano SCORPIONS já deu início ao processo de composição do sucessor de “Humanity Hour I”, lançado em maio de 2007. O periódico Deutsche Welle conversou com o vocalista Klause Meine sobre esse e diversos outros assuntos. Os principais excertos você confere logo a seguir:

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Deutsche Welle — Por que vocês decidiram se estabelecer em Hanover? Muitas estrelas preferem se mudar para Nova Iorque ou Los Angeles, mas vocês preferiram permanecer em uma pequena cidade alemã.

Klaus Meine — O mais importante de tudo é você ter um lugar para voltar, onde suas raízes, família e amigos estão. São coisas que você não pode transplantar. Somos cosmopolitas, estivemos viajando ao redor do mundo por muitos anos. Onde quer que estejamos, a música nos ajuda a conectar ao lugar e nunca nos sentimos como estranhos, seja na Sibéria ou na Amazônia. Mas é muito importante poder voltar para o lugar onde suas raízes estão.

Deutsche Welle — Recentemente vocês foram agraciados com um prêmio Echo pelo conjunto de suas obras. Isso fez com que você se sentisse velho?

Meine — Não, não. Nós ficamos muito honrados. O prêmio Echo é muito importante, e foi uma honra para nós recebermos um. Não vemos isso como um capítulo final, mas sim como um incentivo, motivação para que continuemos tocando para nossos fãs nos anos vindouros, é isso que nos manteve ativos esses anos todos — ou seja, realizar um sonho tocando música.

Deutsche Welle — No momento, vocês estão trabalhando em quê?

Meine — Estamos em estúdio no momento preparando um novo projeto. Depois de um 2008 bem turbulento, com 60 shows em 22 países, estamos tomando um fôlego e recarregando as nossas baterias. Mas também em estado criativo. Estamos compondo novas músicas, que com sorte terminaremos até o fim do ano. E está sendo muito divertido, sobretudo após tantos concertos.

Deutsche Welle — A música “Wind of Change”, uma de suas mais conhecidas, tornou-se uma espécie de hino político no leste europeu. Essa música foi concebida para ser uma espécie de ode à Perestroika [N. do T.: uma das políticas introduzidas na União Soviética por Mikhail Gorbatchev, em 1985, que tem como significado 'reestruturação econômica']?

Meine — Claro que não. Quando você compõe uma música, tem que ter um certo sentimento sobre ela, mas você nunca sabe como isso vai se desenvolver ou o que vai se tornar — se ele estará na lista das dez mais, ou se vai se tornar um hit internacional que acaba se tornando um hino bem no fim da Guerra Fria, para muitas pessoas de leste a oeste. Algo assim não pode ser imaginado ou planejado. A única coisa que fiz foi tentar expressar, na música, todas as emoções e todas aquelas experiências em 1988 e 1989. Tínhamos a sensação de que o mundo estava mudando diante de nossos olhos, e por fim em agosto de 1989, em Moscou. Tínhamos aquela sensação de que a Guerra Fria poderia acabar logo, mas é claro que ninguém imaginava que o Muro de Berlim cairia alguns meses mais tarde, e aquilo tudo em nosso país, a Alemanha, e logo em seguida no leste europeu. Então, essa música tem uma história em particular, que vai muito além do conceito de hit. É uma sensação ótima saber que aquela canção tocou tantas pessoas e, para muitos, ela sempre estará associada a esses eventos históricos.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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