Scorpions começa a trabalhar em novo álbum
Por Thiago Coutinho
Fonte: Deutsche Welle
Postado em 20 de abril de 2009
O veterano SCORPIONS já deu início ao processo de composição do sucessor de "Humanity Hour I", lançado em maio de 2007. O periódico Deutsche Welle conversou com o vocalista Klause Meine sobre esse e diversos outros assuntos. Os principais excertos você confere logo a seguir:
Deutsche Welle — Por que vocês decidiram se estabelecer em Hanover? Muitas estrelas preferem se mudar para Nova Iorque ou Los Angeles, mas vocês preferiram permanecer em uma pequena cidade alemã.
Klaus Meine — O mais importante de tudo é você ter um lugar para voltar, onde suas raízes, família e amigos estão. São coisas que você não pode transplantar. Somos cosmopolitas, estivemos viajando ao redor do mundo por muitos anos. Onde quer que estejamos, a música nos ajuda a conectar ao lugar e nunca nos sentimos como estranhos, seja na Sibéria ou na Amazônia. Mas é muito importante poder voltar para o lugar onde suas raízes estão.
Deutsche Welle — Recentemente vocês foram agraciados com um prêmio Echo pelo conjunto de suas obras. Isso fez com que você se sentisse velho?
Meine — Não, não. Nós ficamos muito honrados. O prêmio Echo é muito importante, e foi uma honra para nós recebermos um. Não vemos isso como um capítulo final, mas sim como um incentivo, motivação para que continuemos tocando para nossos fãs nos anos vindouros, é isso que nos manteve ativos esses anos todos — ou seja, realizar um sonho tocando música.
Deutsche Welle — No momento, vocês estão trabalhando em quê?
Meine — Estamos em estúdio no momento preparando um novo projeto. Depois de um 2008 bem turbulento, com 60 shows em 22 países, estamos tomando um fôlego e recarregando as nossas baterias. Mas também em estado criativo. Estamos compondo novas músicas, que com sorte terminaremos até o fim do ano. E está sendo muito divertido, sobretudo após tantos concertos.
Deutsche Welle — A música "Wind of Change", uma de suas mais conhecidas, tornou-se uma espécie de hino político no leste europeu. Essa música foi concebida para ser uma espécie de ode à Perestroika [N. do T.: uma das políticas introduzidas na União Soviética por Mikhail Gorbatchev, em 1985, que tem como significado 'reestruturação econômica']?
Meine — Claro que não. Quando você compõe uma música, tem que ter um certo sentimento sobre ela, mas você nunca sabe como isso vai se desenvolver ou o que vai se tornar — se ele estará na lista das dez mais, ou se vai se tornar um hit internacional que acaba se tornando um hino bem no fim da Guerra Fria, para muitas pessoas de leste a oeste. Algo assim não pode ser imaginado ou planejado. A única coisa que fiz foi tentar expressar, na música, todas as emoções e todas aquelas experiências em 1988 e 1989. Tínhamos a sensação de que o mundo estava mudando diante de nossos olhos, e por fim em agosto de 1989, em Moscou. Tínhamos aquela sensação de que a Guerra Fria poderia acabar logo, mas é claro que ninguém imaginava que o Muro de Berlim cairia alguns meses mais tarde, e aquilo tudo em nosso país, a Alemanha, e logo em seguida no leste europeu. Então, essa música tem uma história em particular, que vai muito além do conceito de hit. É uma sensação ótima saber que aquela canção tocou tantas pessoas e, para muitos, ela sempre estará associada a esses eventos históricos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco em que Ritchie Blackmore encontrou o Rainbow que queria fazer
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
As 5 bandas que Slash detonou, incluindo duas onde ele mesmo tocou
O dia que James Hetfield quis saber mais sobre a guitarra do Nightwish
Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
5 riffs do metal nacional que valem mais que disco gringo inteiro dos anos 1980
A melhor cantora de metal de todos os tempos, segundo Emppu Vuorinen
A banda que foi um fiasco abrindo para o Van Halen, mas Eddie achava genial
Os 50 melhores riffs de metal e rock de todos os tempos, segundo a Guitar World
Ex-vocalista do Slipknot revela se considera "Mate. Feed. Kill. Repeat." um disco ou demo
Guitarrista do Accept diz que quem sai da banda "geralmente desaparece"
A música de Neil Young que George Harrison detonou: "Não sou fã, odeio sim, não suporto"
O baterista que Phil Collins considerava "tecnicamente muito superior a mim"
Brent Hinds odiava entrevistas, revistas e fumaça de cigarro
Bruce Dickinson alfineta Trump durante show do Iron Maiden no Canadá
Steve Vai: "Eu não posso tocar como Yngwie Malmsteen; ninguém pode tocar como ele"
Fotos de Infância: Robert Plant, do Led Zeppelin

12 bandas que já adiaram ou cancelaram shows por motivo de saúde em 2026
Os 10 melhores discos do metal alemão, de acordo com a Metal Hammer
O melhor disco do Scorpions, segundo o guitarrista Rudolf Schenker
13 bandas que sobreviveram por mais de 40 anos sem separar, segundo a Loudwire
5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



