Os compositores que Bob Dylan sempre louvou ao longo de sua carreira
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de dezembro de 2025
Mesmo sendo tratado como um dos maiores compositores da história da música popular, Bob Dylan nunca se mostrou particularmente confortável com a ideia de competir em termos técnicos ou formais com outros autores. Em declarações resgatadas pelo jornalista Tim Coffman, da Far Out, Dylan foi surpreendentemente honesto ao apontar colegas que, em sua visão, operavam em um território criativo diferente do seu.
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Dylan sempre deixou claro que seu foco nunca esteve na virtuosidade instrumental. Quando o rock passou a valorizar técnica, solos extensos e exibições de habilidade, ele não se viu tentado a seguir esse caminho. "Não era como se eu quisesse ser o próximo Eric Clapton ou Jimi Hendrix", sugere Coffman ao contextualizar a postura do compositor. A força de Dylan sempre esteve nas palavras, na construção de narrativas longas, cheias de imagens e ambiguidades, mais próximas da improvisação do jazz do que da estrutura tradicional do pop.
Ainda assim, havia autores cuja sofisticação musical impressionava Dylan a ponto de fazê-lo se colocar um degrau abaixo. Um deles era James Taylor, cuja escrita combinava melodias elaboradas e padrões harmônicos que iam além dos acordes simples. Para Dylan, canções como "Fire and Rain" revelavam um nível de refinamento que ele próprio não buscava alcançar.
Outro nome citado foi Randy Newman. Mesmo sem uma voz considerada "bonita" nos moldes tradicionais, Newman dominava harmonia, ironia e construção musical de forma quase acadêmica. Suas canções podiam ser sarcásticas ou cruéis, mas, como observa Coffman, "ninguém poderia negar o nível de artesanato musical envolvido".
O próprio Dylan resumiu essa sensação de distância criativa de forma direta: "Eu ainda não me considero no mesmo reino de alguém como James Taylor ou Randy Newman, alguém que, no meu livro, é um 'compositor do seu tempo'. O meu trabalho é muito mais duro, mais áspero, e não é a xícara de chá de todo mundo."
Isso não significa insegurança artística. Pelo contrário: Dylan sempre pareceu consciente de suas limitações formais e confortável com elas. Enquanto Taylor e Newman buscavam beleza melódica e equilíbrio estrutural, Dylan apostava na urgência, no impacto lírico e na verdade emocional. Como destaca Coffman, suas músicas talvez não exijam grande destreza técnica para serem tocadas, mas pedem atenção, escuta e interpretação.
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