Os poderosos chefões do rock e metal; Roberto Justus que se cuide
Por Mário Liz
Postado em 20 de junho de 2012
Os Poderosos Chefões atuam na cena musical e tocam com mãos de ferro as grandes bandas. Suas decisões, às vezes acertadas, outras vezes não, definem o estilo e o futuro de suas "entidades".
1 - AXL ROSE é um poderoso chefão insano. É de linhagem soberba e egocêntrica, algo entre NERO e GEORGE W. BUSH (muito impulso e pouca inteligência). Atua feito um ditador disfarçado, assim como uma "democracia chinesa". Ao longo da história, promoveu um verdadeiro entra-e-sai de integrantes no GUNS’N’ROSES, o que descaracterizou o som do conjunto. Esta falta de identidade faz com que a maioria dos fãs especulem dia a após dia por um REVIVAL da formação clássica, sobretudo pela ausência do competente SLASH. A verdade é que AXL atirou fogo em sua ROMA... e tentou criar outras capitais com prédios bacanas, mas sem poesia alguma. Não funcionou. Se o rumo seguir desta maneira, o GUNS será a eterna sombra do que foi um dia. Pobres dos fãs com uma mãe tão desnaturada.
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2 - STEVE HARRIS é um BUSINESS-BOSS. Suas decisões não tem paixão... e sim, tino empresarial. É o ROBERTO JUSTUS do HEAVY METAL. Demitiu vários integrantes acertadamente, e outros "pediram para sair". Após a banda estar consolidada, o primeiro a ganhar o "olho da rua" foi DENNIS STRATTON. Sábia decisão. DENNIS era fraco tecnicamente, e ADRIAN SMITH deu mais estilo e elegância ao MAIDEN, além de ser um grande compositor. O segundo a "rapar fora" foi PAUL DI’ANNO, um vocalista talentoso e de voz agressiva, porém, uma CHRISTIANE F. de alma PUNK. A demissão de DI’ANNO foi outra sábia decisão de STEVE. O substituto do PAUL, BRUCE DICKINSON, deu profissionalismo ao IRON MAIDEN. Era a gota que faltava para a banda tornar-se o fenômeno mundial que é. Todavia, HARRIS também errou. Primeiro, quando perdeu ADRIAN por problemas de relacionamento e divergências musicais, e segundo, quando BRUCE pediu as contas. No caso do Baixinho, sua saída era um mal necessário para o MAIDEN, principalmente porque suas apresentações não mantinham a consistência de antes, talvez reflexo de sua infelicidade na banda. O grande problema foi seu substituto, BLAZE BAYLEY (escolhido por HARRIS!), um cantor de HARD ROCK com voz grave, que apesar de ser um talentoso FRONTMAN, não se encaixou nas características da banda. Se no lugar de BRUCE, STEVE recrutasse o "vice-campeão" do concurso(?), DOGGIE WHITE, a história seria menos drástica. Ainda bem que para alegria dos fãs, BRUCE e ADRIAN retornaram ao posto.
3 - Outros líderes optam por um domínio conjunto, que quando é desfeito, gera um caos de grandes proporções. TONY IOMMI e OZZY OSBOURNE são a alma do BLACK SABBATH, o primeiro pelas criações e consagração do estilo, o segundo, pelo carisma. Ambos são geniais e geniosos. A dupla acertou a mão até 1978, mesmo com os injustiçados TECHNICAL ECSTASY (76) e NEVER SAY DIE (78). Com o fim da era "OZZY", TONY assumiu a liderança e o SABBATH manteve seu brilho (leia-se reconhecimento merecido) apenas nos dois primeiros álbuns com DIO. Apesar de excelente, o "período DIO" é muito mais NWOBHM do que "SABBATH propriamente dito". O estilo autêntico do SABBATH é mais arrastado e com pitadas de BLUES, e as letras genuinamente "sabbáticas" são muito mais voltadas ao ocultismo de GEEZER, que para o misticismo-fantástico de DIO. É o legítimo BLUES DAS TREVAS, algo que não se enquadra em canções como NEON KNIGHTS, WISHING WELL, DIE YOUNG, TURN UP THE NIGHT, LADY EVIL, MOB RULES e etc... com pegadas rápidas e tradicionais. É viável ressaltar que a QUALIDADE das musicas não está sendo discutida, pelo contrário, são músicas excepcionais, no entanto, o objeto de discussão aqui proposto é a perda de autenticidade do BLACK SABBATH em função de seus desvios de liderança. Mesmo assim, músicas como HEAVEN AND HELL, COUNTRY GIRL, OVER AND OVER, CHILDREN OF THE SEA e LONELY IS THE WORLD são boas representantes do legado estilístico do quarteto inglês. Atualmente, o retorno da dupla OZZY-IOMMI no comando não foi o bastante para resolver os problemas de decisões do passado, pois algumas continuam pendentes de sabedoria, principalmente a última delas, relacionada à escolha do baterista substituto de BILL WARD na Reunião. TOMMY CLUFETOS é um desconhecido na história da banda, e para o seu lugar, VINNY APPICE seria muito mais bem-vindo. O problema é que VINNY é um dos símbolos da era DIO, então, ser aceito por OZZY é utopia. Infelizmente, quando o tema é BLACK SABBATH, genialidade é algo inversamente proporcional à boa-liderança.
Por fim, entre erros e acertos, STEVE HARRIS poderia muito bem abrir um "intensivão" ou treinamento de liderança para esta turma. HARRIS sabe conduzir a empresa IRON MAIDEN de modo a ganhar dinheiro, e ao mesmo tempo, agradar os fãs (como o fez, ao repatriar BRUCE e ADRIAN). É a medida certa entre o amor por aquilo que faz e os frutos gerados por sua criação. Até o maior defeito do DONZELA, que é o repertório manjado, tem sua razão de ser. HARRIS o faz para agradar simultaneamente a 3 tipos de fãs: os mais novos, os das antigas e os que vão pela primeira vez a um show do MAIDEN.
ROBERTO JUSTUS que se cuide.
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