Matérias Mais Lidas

imagemO dia que Ivete Sangalo arrasou cantando Slayer com João Gordo na TV aberta

imagemNoel Gallagher revela seu único arrependimento em sair do Oasis

imagemOs curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão

imagemA hilária crítica de Roberto Frejat contra fala cheia de "pretensão" do Bon Jovi

imagemSlash falhou em seguir o conselho de Keith Richards, que mesmo assim foi lá e o apoiou

imagemJohn Frusciante conta como "espíritos" auxiliam seu processo criativo

imagemAvião de Edu Falaschi enfrenta granizo e banda relata pânico: "Quase morremos"

imagemO dia que Digão assistiu ensaio da Legião Urbana sem saber que era a banda

imagemBlackie Lawless relembra encontro inusitado com Cliff Burton em backstage

imagemO impagável apelido que Andre Matos deu a Luis Mariutti por sua pontualidade

imagemCinco discos de heavy metal para ouvir sem pular nenhuma faixa

imagemGuitarrista Brian Ray conta como é ter Paul McCartney como patrão

imagemO motivo que fez com que cena do rock dos anos 1980 fosse inexpressiva em Belo Horizonte

imagemOs Raimundos traíram os Titãs? Sérgio Britto comenta e conta a versão dele

imagemUriah Heep: a audição de David Coverdale para substituir David Byron


Samael Hypocrisy
Stamp

Iron Maiden: Minha experiência com o álbum "Senjutsu" e o consumismo imediato

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Por Herick Sales
Postado em 09 de setembro de 2021

Pandemia: quase ninguém está bem nesse período, seja financeira ou psicologicamente. Resolvi então me dar um presente, acho que o primeiro em 2021: dia 3/09, comprei online o novo álbum do Iron Maiden, Senjutsu, e uma caixinha com 4 cervejas The Trooper. Dia 04 pela manhã, chegaram aqui em casa. Prometi que largaria trabalho, guitarra, pensamentos aleatórios e faria um momento de degustação, do álbum e da cerveja. Assim o fiz sábado à tarde, no quintal da minha casa, vendo algumas folhas de que se mexiam lentamente nos galhos das árvores, e o céu ainda azul que estava por de trás delas. Ouvi desde a abertura com a fantasmagórica faixa título, até o encerramento com a bela Hell on Earth, que terminou enquanto o céu começava a dar sinais de que ia escurecer. O álbum é denso, sombrio, e até um pouco difícil de ouvir sem se propor a estar conectado. E que experiência maravilhosa poder fazer isso, esquecendo todas as desgraças que estão acontecendo no mundo! Ouvi outras vezes com o passar dos dias, e cada vez mais o álbum foi crescendo e tomando forma. Já começo a lembrar de solos e melodias, sentindo-me cada vez mais familiarizado. Mas não foi algo forçado: apenas me permiti admirar a arte como ela deve ser: degustada aos poucos, sentindo cada sabor, para aí sim, avaliar se gostei genuinamente ou não. Durante a minha adolescência, passei horas e mais horas estudando guitarra e ouvindo álbuns clássicos, que foram adquiridos com muita dificuldade às vezes. Por isso, eram degustados como uma iguaria: Houses of the Holy, do Led Zeppelin, Selling England by the Pound, do Genesis, ou Master of Puppets, do Metallica. São álbuns que cada vez que ouço, mesmo depois de anos, algum elemento que passou desapercebido surge, ou nascem novas sensações e perspectivas, afinal, eu não sou o mesmo de 1 semana atrás, quem dirá de 5, 10, 15 anos atrás.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Dito isso, vem o ponto que quero abordar sobre Iron Maiden. Eles também não são mais os mesmos. E que bom. O Iron que surgiu cru em seu disco de estreia, não era o mesmo que lançou o melódico Powerslave, que não era mais o mesmo que lançou o progressivo Seventh Son of a Seventh Son. Aos poucos eles foram mudando, experimentando novos elementos, e tais mudanças ficaram mais explícitas a partir do álbum Brave New Word. Comecei a acompanhar os lançamentos da banda em tempo real a partir do álbum A Matter of Life and Death, onde a banda meteu o pé de vez no rock com tendências progressivas e músicas grandes. Mas nada surpreendente, visto que em toda a discografia da banda tem músicas que passam 8, 9, 10 minutos, e trechos mais "viajantes", como no meio da Rime Of The Ancient Mariner. Essa mesma tendência continuou nos álbuns The Final Frontier e The Book of Souls. Então eu pergunto: qual a surpresa com o álbum Senjutsu? Desde quando o Iron soltou o primeiro single, The Writing on the Wall, abriu-se a tampa de um bueiro, e o que saiu dali em forma de comentários nem sempre foi inteligente. Conforme vieram informações do álbum, capa, data, o segundo single, Stratego, e a duração das 3 últimas faixas do álbum, li comentários como "nem ouvi o álbum e já sei que é uma merda". Entenda bem, não é tirado o direito de ninguém de não se afeiçoar a uma obra, seja um livro, um filme, ou um álbum, mas para que isso seja feito é preciso ter contato com a mesma, e não de forma superficial! São músicas grandes e por vezes complexas sim, qual o problema? Quantas vezes você viu o mesmo filme mais de uma vez para poder entender uma história? Quantas vezes leu mais de uma vez um livro e notou diferentes elementos? Arte não é obrigatoriamente imediata. Pode até ser, mas isso não é regra. Li que teve gente editando o álbum, encurtando as músicas, em tão pouco de tempo de lançamento. Será que realmente a obra foi ouvida com a devida atenção, dando a mesma tempo de maturar nos ouvidos? Seria correto arrancar páginas de uma obra literária ou mudar as cores de um quadro de outrem? Chego a achar um desrespeito para com o artista e para com a sua obra. Outras pessoas reclamaram que não é um clássico. Como poderia ser um clássico em tão pouco tempo? E qual o propósito de tal comparação? Toda obra precisa nascer sendo revolucionária? Será que não é possível apenas aproveitar e curtir o que a mesma tem para oferecer? Seguindo esse raciocínio, se você faz uma viagem maravilhosa para o exterior, não pode curtir e estar feliz tomando um sorvete sentado num banco de uma praça bonita.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Por fim, li algumas resenhas estrangeiras, que diferentemente das daqui que reclamaram pifiamente da linha de guitarra, de uma nota no teclado, da capa que devia ter um cenário, chamavam a atenção para a beleza do álbum, para como é legal ver uma banda de 40 anos de carreira ainda querer ousar, e se necessário, e mostravam com bons argumentos o porquê que alguma faixa não agradou ou porquê achou o álbum fraco.

Obs: li por volta de 5 ou 6 resenhas sendo bem favoráveis e 1 dizendo que o álbum não agradou muito.

Um álbum musical, seja lá de qual estilo, não pode ser música de fundo para momentos de outras atividades, caso você queira realmente viver a experiência e absorver a obra. Lógico, é direito seu botar um som para fazer outras coisas, mas são formas diferentes de usar e absorver arte. Assim, chego a conclusão que o headbanger brasileiro, o fã de uma banda, é uma espécie de hétero top que fala de mulher com estria: ele gosta mesmo é de reclamar, seja lá do que. Que possamos ter opiniões diversas, mas que elas sejam discutidas com educação, bons argumentos e que possamos reaprender a apreciar a arte com o respeito e a atenção que ela merece.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Fonte:
https://hericksales.wordpress.com/2021/09/07/minha-experiencia-com-o-album-senjutsu-e-o-consumismo-imediato/


Outras resenhas de Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Resenha - Senjutsu - Iron Maiden

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Siga Whiplash.Net: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Receba as novidades do Whiplash.Net por WhatsApp


Summer Breeze


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Judas Priest: quando a banda chegou ao topo com o álbum "Screaming for Vengeance"

A grande diferença entre shows do Iron Maiden e Smith/Kotzen, segundo Julia Lage

Cinco músicos que nunca voltarão para as bandas que os consagraram

O motivo pelo qual Steve Harris escolheu Within Temptation para abrir shows do Iron Maiden

Bandas de heavy metal que lançaram discos em cinco décadas diferentes

Por que Steve Harris e Bruce Dickinson se dão bem, segundo tour manager

O rockstar dos anos 1970 que Bruce Dickinson convidou para show do Iron Maiden e tietou

Heavy Metal: um guia para começar a ouvir o estilo

Nickelbeck: Chad Kroeger diz que maconha na platéia melhora os shows da banda

Iron Maiden com descontos de 25%, 41% e até 72% na Semana Black Friday Amazon

Axl Rose achava os caras do Iron Maiden legais, mas não queria ser como eles

A surpreendente parte mais difícil de montar do palco do Iron Maiden

Tour manager desmente Regis Tadeu e diz que Dave Murray não quer sair

Shout At The Beast: Motley Crue usa imagem similar a do Iron Maiden em camiseta

Judas Priest: "Sad Wings of Destiny" definiu as principais características do heavy metal

Iron Maiden: Os mesmos três acordes em quarenta músicas

Brasil: Bandas que gravaram discos ao vivo em nosso país

Cabelos: Blaze Bayley aprova técnica de implante capilar

Punk Rock: os 25 melhores discos segundo o site IGN

Black Metal: cinco bandas do lado depressivo do satanismo


Sobre Herick Sales

Herick Sales, professor de guitarra e violão há 12 anos, amante de blues e rock em geral.

Mais matérias de Herick Sales.