Iron Maiden: Um álbum para coroar a (nem tão nova) fase da banda
Resenha - Senjutsu - Iron Maiden
Por Rafael Prado
Postado em 12 de setembro de 2021
Sabemos que os fãs saudosos dos clássicos dos anos 80 irão torcer o nariz para qualquer coisa que não seja outro Powerslave. Mas é preciso analisar SENJUTSU dentro do atual contexto da banda. Músicos maduros e sexagenários que insistem em criar coisas diferentes a cada álbum (mas sempre mantendo o DNA da banda). Tendo dito isso, vamos as faixas do 17⁰ álbum de estúdio da Donzela:
SENJUTSU - É uma abertura ousada. Com uma levada tribal que prepara o caminho para a temática dos guerreiros samurais japoneses. Estamos no meio de uma batalha e a vida não está fácil. Nicko e Bruce se destacam. Mas as guitarras já deixam claro que não estão pra brincadeira. Bom início!
STRATEGO - Será que Harris acena pro chinês Sun Tzu e seu "A Arte da Guerra"? Pensava assim, mas o vídeo deixou claro que é uma referência ao jogo japonês. Musicalmente falando, me parece a segunda parte de uma abertura genial (que o show nos brinde com essa dobrada logo de cara). Com (talvez) um teclado sobrando, a cavalgada maideniana nos entrega uma excelente música, com um refrão que não sai da cabeça! A performance do Bruce é fantástica! Uma canção no estilo clássico da banda!
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
THE WRITING ON THE WALL - Não dá pra falar dessa música sem falar no clipe. Uma obra prima, na minha opinião. As referências do clipe são tantas que renderiam uma resenha completa. O som é um hardzão maidenizado calculado milimetricamente em todos os seus detalhes. O tema é o melhor do disco, na minha opinião. A utilização de uma história bíblica para trazer um alerta sobre o atual "estado da arte" da humanidade foi genial. Bruce é um liberal inglês, mas parece ter um pouco mais de senso crítico. Será que a humanidade perceberá os cavaleiros do apocalipse a tempo? Can you see them riding? Riding next to you!
LOST IN A LOST WORLD - A introdução parece outra banda, né? Não fosse pelo Bruce, poderia ser um Pink Floyd da vida. O encerramento me prendeu durante as primeiras audições. Uma letra linda e a execução brilhante de Bruce Dickinson ganharam minha atenção. A levada da música me lembrou o Brave New World. Um excelente refrão e ótimos solos! Achei uma música muito arrumada. Uma estrela pra dizer que está entre minhas prediletas.
THE DAYS OF FUTURE PAST - Que refrão! Quando escrevi pela primeira vez esse texto, não havia achado a referência da letra. Bruce já entregou que é o anti-herói Constantine. O som me lembrou a pegada do Dance of Death. Gostei bastante do resultado final da rapidinha do disco!
THE TIME MACHINE - O nosso viajante do tempo é inspirado no livro de H. G. Wells? É provável. Sei que a música me lembrou um pouco o Deep Purple mais recente. Mas sempre com o DNA do Maiden. Muito boa!
DARKEST HOUR - É linda. A referência é mais que óbvia, né? Para mim, entra no Hall de melhores baladas do Maiden. Adrian Smith está de parabéns!
DEATH OF THE CELTS - Sua óbvia melodia inicial que remete às músicas celtas é um baita acerto do patrão. Imersos na história do povo celta vamos até o final cantando a plenos pulmões. Quem não gosta das trilhas sonoras do Harris para filmes que ainda não foram filmados que fique reclamando. Eu adorei.
THE PARCHMENT - Sombria e densa em sua primeira parte, com uma letra fantástica. Até sua metade é uma música pesada e introspectiva. Obscura. Depois muda um pouco o ambiente, cresce e oferece o que pra mim é o melhor trabalho das cordas nesse álbum. Estou caçando a referência para a estória da canção. Será um livro que o patrão leu? Ainda não achei. Mas a letra foi uma das mais belas que já vi. Aliás, em todo álbum, esse quesito me parece andar bem. No final, a banda acelera o riff e dá uns 2 minutos adicionais para mais alguns solos de guitarra. Eu é que não vou reclamar. E você? É minha predileta até agora.
HELL ON EARTH - Uma canção contemplativa. Antes do Bruce começar a cantar, você já conhece quase toda estrutura da canção. Um clássico do Harris e mais uma reflexão sobre a relação do soldado com a experiência na guerra. Consegue ser empolgante até o final. A melodia agrada bastante! Vai funcionar bem ao vivo!
Enfim, o Iron Maiden dobrou a aposta na receita e entregou o que pra mim é o melhor álbum dessa (nem tão) nova fase da banda. Gostei da produção. A capa minimalista me agrada. Parem de enfiar cenários nela! Um clássico!
Vejo vocês no show! Up the irons!
Outras resenhas de Senjutsu - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista do Megadeth ouve Raimundos pela primeira vez e toca "Eu Quero Ver o Oco"
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
João Gordo anuncia rifa com disco do Iron Maiden autografado por Bruce Dickinson
Metallica reúne mais de 90 mil pessoas no primeiro show de 2026
Dave Mustaine revela suas inspirações: "As pessoas perdem a cabeça quando conto o que ouço"
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
Angra celebrará 30 anos de Holy Land com show em Porto Alegre em setembro
A banda que definiu os EUA nos anos 1960, segundo Robert Plant
O álbum do Metallica que "reação foi mais cruel do que o esperado", segundo Lars Ulrich
Dave Mustaine descarta ex-membros em turnê e cita "coisas horríveis" ditas por eles
O disco do Sepultura pelo qual Derrick Green gostaria de ser lembrado
Angra era hippie e Megadeth era focado em riffs, explica Kiko Loureiro
5 bandas de abertura que roubaram o show e deixaram artistas gigantes sem saber o que fazer
Glenn Hughes não pretende fazer novos álbuns no formato classic rock
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Como Bruce Springsteen mostrou-se um amigo de verdade para Jon Bon Jovi
A música que John Lennon disse que todos entenderam errado: "Nada a ver com socialismo"
Iron Maiden: Senjutsu, o melhor álbum da banda desde 2013
As 20 melhores músicas do Iron Maiden segundo o WatchMojo.com
Adrian Smith explica por que ainda gosta de tocar "Fear of the Dark" ao vivo
A música que engloba tudo o que o Iron Maiden representa, segundo Dave Murray
Nicko McBrain revela conselhos para seu substituto no Iron Maiden
A sincera reação de Bruce Dickinson quando Nicko McBrain disse que se sentiu traído por ele
Porque Steve Harris não foi à estreia do documentário sobre o Iron Maiden?
Nicko McBrain diz que se sentiu traído por Bruce Dickinson antes da volta ao Iron Maiden
Bruce Dickinson critica altos preços de ingressos: "Queremos fãs de verdade na primeira fila"
O hit do Angra inspirado em Iron Maiden e Deep Purple na fase Steve Morse
