King Company: Uma belíssima estréia em One for the Road
Resenha - One for the Road - King Company
Por Vitor Sobreira
Postado em 10 de setembro de 2019
Existem diversos motivos que nos levam a conhecer uma banda, e com o King Company foi por causa da presença do vocalista Pasi Rantanen, da banda finlandesa Thunderstone e o então lançamento do single "Wheels of no Return". Apesar de ter saído lá em 2016, apenas recentemente é que fui conferir o debut ‘One For the Road’. E meus caríssimos, que arrependimento não ter feito isso antes!
Se você gosta de um Hard Rock mais encorpado e energético (não festeiro ou alegre) e um Metal mais forte e atual, então sinta-se bem vindo ao som que o King Company ofereceu em seu álbum de estréia. Composições honestas e repletas de feelin’, peso, excelente qualidade de gravação/produção e músicos de primeira… Tudo isso e um pouco mais você ouvirá aqui. Quer mais o quê?
São onze faixas regulares (mais uma bônus), de mais um lançamento certeiro da gravadora italiana Frontiers Music – que sempre teve, tem e terá coisas muito boas a nos oferecer. O vocalista Pasi não é o único relacionado ao já citado Thunderstone aqui (isso explica o motivo da sonoridade não estar tão distante assim, uma da outra), sendo acompanhado do baterista e fundador Mirka Rantanen. Além dos dois, também integraram este line up: Antti Wirman (guitarra), Time Schleifer (baixo) e Jari Pailamo (teclados).
Como é interessante notar, que quando ouvimos um álbum por acaso nos surpreendemos logo na primeira audição e isso realmente aconteceu com ‘One For the Road’. Também não é pra menos, tendo como abertura a acelerada faixa título, que logo de cara anima bastante, ainda que o melhor ainda esteja por vir.
Assumindo uma faceta cadenciada – condição rítmica que quase predomina no disco – "Shining" foi sabiamente incluída nessa posição, apostando em um refrão que você não conseguirá esquecer. Ponto positivo à característica interpretação do vocalista, que certamente ganhará a simpatia do ouvinte alheio ao seu trabalho. Tudo bem que ainda estamos no comecinho da brincadeira, mas é cativante como a naturalidade com que as músicas chegam uma atrás da outra, sendo que posso adiantar que não existem composições ruins aqui. "Wheels of no Return" já pode lembrar mais vagamente o som do Thunderstone, com aqueles climas quase que sombrios e expressivos. Junto com a anterior, essa também ganhou um vídeo clipe.
Os riffs assanhados de "Coming Back to Life" puxam uma levada consideravelmente mais rápida, trazendo a sempre bem vinda diversidade, além da eterna atenção com o refrão e de uma dobradinha de solo entre guitarra e teclado pra lá de empolgante. "No Man’s Land" pisa novamente no freio, mas buscando uma interpretação elegante e contando com o auxílio dos teclados para dar aquela força nas melodias. Apesar disso, vale salientar que o instrumento de teclas foi usado com bastante economia aqui, uma pena, pois mereceu mais destaque. "Farewell" se equilibra bem entre as características que mencionei lá em cima, do Hard e do Metal, porém tendendo um pouco mais ao primeiro, com direito até a um solo bem bacana. O mesmo pode ser sentido em "Wings of Love", ainda que o Metal também esteja pulsando em sua estrutura, além de outro inesquecível refrão!
Após a quase tranqüila "Cast Away", o bicho volta a pegar com tudo em "Desire" e "Holding On", que não apresentam nenhuma novidade, mas mantém intacta a qualidade do álbum. Como tudo o que é bom dura pouco, logo o encerramento nos pega da surpresa com a longa (7:10) e de ares épicos (proporcionados pelo teclado) "One Heart", exibindo com orgulho uma audição onde se aproveita 100% das músicas.
Dependendo da versão, você ainda poderá ouvir a faixa bônus "Can’t Let You Get Away". Em alguns casos, esse tipo de recurso serve apenas pra fazer um agrado a algum mercado específico (alguém disse Japão aí?) ou são meras sobras de estúdio. Aqui não, poderia estar facilmente na versão regular (ou mesmo em algum dos primeiros álbuns do Thunderstone), pois é igualmente sensacional!
Algum tempo após este lançamento, o vocalista acabou saindo e a banda lançou seu segundo álbum em 2018 com outro. Se é tão bom quanto este? Isso eu ainda irei descobrir, mas acho essa façanha meio complicada. Quer se surpreender com um trabalho digno e bem feito? Eis aqui a sua opção. Garanto que se divertirá um bocado!
Faixas:
01. One For The Road
02. Shining
03. In Wheels Of No Return
04. Coming Back To Life
05. No Man’s Land
06. Farewell
07. Wings Of Love
08. Cast Away
09. Desire
10. Holding On
11. One Heart
12. Can’t Let You Get Away (Bonus).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tony Iommi confirma que vai remixar um dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
Angra celebra 30 anos de "Holy Land" com primeira edição do álbum em vinil
Tobias Forge desabafa sobre pressão e não garante que o Ghost voltará
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A música "ótima" que é a pior faixa de "Nevermind", de acordo com a Louder
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
O motivo que impediu a reunião dos Beatles segundo Ringo Starr
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
5 músicas de metal em que o baixo é mais legal do que a guitarra
As três músicas que resumem as três diferentes fases do Pink Floyd
A música do Pink Floyd que David Gilmour mais gostava de tocar ao vivo
O hit do Nightwish com que Anette Olzon não concordava e virava as costas no palco
Oops!: 10 erros eternizados em gravações de clássicos
A música favorita de todos os tempos de Brian Johnson, vocalista do AC/DC
A ótima música do Ghost que fez a cabeça de Charlie Benante, baterista do Anthrax

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



