Pantera: Vulgar Display Of Power é definitivo, bruto e inigualável
Resenha - Vulgar Display Of Power - Pantera
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de agosto de 2019
Nota: 10 ![]()
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Lançado em 1992 "Vulgar Display Of Power", sexto disco de estúdio do Pantera, tinha uma difícil missão: superar o impacto de "Cowboys From Hell", ou no mínimo, causar um furor parecido. O play não só atingiu a expectativa como se tornou um dos discos mais emblemáticos dos anos 1990.
Após anos tentando encontrar sua sonoridade, os quatro músicos encontraram no peso e no ódio a melhor maneira de encaixar suas ideias insanas. O disco é uma verdadeira parede de som, construída com guitarras cortantes, bateria e baixo sólidos e um vocalista com o coração repleto de sentimentos nobres, como vingança e desejo por violência gratuita. Se nos anos 80 a banda flertava com o glam, nos anos 1990 se tornou uma das principais expoentes do groove metal. E os fãs agradeceram por isso.
Existe um ditado que diz que não se pode julgar uma obra pela capa, mas no caso de "Vulgar...", dá pra se julgar sim, uma vez que o som está descrito na capa: um verdadeiro murro na cara. Na cara de qualquer modismo ou qualquer outra coisa que não fosse metal.
Não tem conversa, é pedrada desde o primeiro até o último instante, com raros momentos de descanso. Clássicos absolutos como 'Mouth For War", "A New Level", "Walk", "This Love", "Rise", a furiosa "Fucking Hostile", "Be demons By Driven" e "No Good (Attack the Radical)" colocaram não só o Pantera, mas a música pesada em evidência. Há espaço até mesmo para uma balada pesada, a tocante e forte "Hollow".
O álbum foi uma febre e mexeu com a cabeça de milhões de pessoas no mundo tudo. A música, as atitudes por vezes inconsequentes da banda e a irreverência dos membros tornaram o Pantera uma das mais famosas e queridas bandas daquela época.
Poucos discos lançados no metal conseguiram atingir tal patamar de sucesso entre público e crítica, o que merece elogios, até mesmo pelo fato da banda nunca ter feito nada pensando em atingir o mainstream. Mas atingiu, e colocou o metal no olho do furacão mais uma vez.
Ano de lançamento: 1992
Faixas:
"Mouth for War"
"A New Level"
"Walk"
"Fucking Hostile"
"This Love"
"Rise"
"No Good (Attack the Radical)"
"Live in a Hole"
"Regular People (Conceit)"
"By Demons Be Driven"
"Hollow"
Formação:
Phil Anselmo: vocal
Dimebag Darrell: guitarra
Vinnie Paul: bateria
Rex Brown: baixo
Curiosidade: o título do álbum é tirado de uma frase do filme "O Exorcista", quando o Padre Karras sugere que Regan se desamarre através de sua força, ao passo que a garota possuída responde: "That's much too vulgar a display of power" ("isso seria uma demonstração de poder muito vulgar."
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