Pantera: Apenas Demonstração Vulgar
Resenha - Vulgar Display of Power - Pantera
Por Vitor Sobreira
Postado em 30 de junho de 2017
A mudança de estilo, para a banda texana Pantera, foi essencial para que seu nome ficasse eternizado na música pesada mundial. Se o Glam/Metal dos primeiros trabalhos não surtiu muitos resultados, foi a partir do lançamento de ‘Cowboys From Hell’ (1990), que as coisas ficaram mais intensas, pesadas e agressivas, com a banda se preparando de fato, para a chegada dos anos 90.

Consolidando a nova fase, em 25 de fevereiro de 1992, o sexto disco do grupo, veio ao mundo, através da gravadora Atco Records (responsável também, por trabalhos de bandas como Manowar, Loudness e Dream Theater), trazendo em sua inovadora bagagem, o que se convencionaria a chamar de ‘Groove Metal’.
Com toda certeza, se Vinnie, Dimebag, Phil e Rex, soubessem que a "nova" fórmula faria sucesso, teriam apostado em algo do tipo anteriormente, mas, como tudo acontece no seu tempo, ‘Vulgar Display of Power’ foi sucesso imediato, e atingiu ótimas colocações nas paradas musicais dos Estados Unidos (#44) e Reino Unido (#64), logo em 1992; na Alemanha (#69) em 1993; Japão (#54) em 1997 e na Bélgica (#196), em 2012. Além de melhores posições nos ‘charts’ – em relação o anterior – recebendo ao longo dos anos, as certificações de Ouro, nos EUA, Canadá e Reino Unido, e Platina/Platina Dupla nos EUA e Austrália!

Se por um lado os timbres vocais de Phil, em determinados trechos soam cansativos e demasiadamente esforçados – com a junção de drives fortes + a dicção rápida, vinda do Hardcore – o instrumental selvagem não deixa espaço para o marasmo, amparado pela boa orquestração em estúdio a cargo do competente baterista Vinnie Paul e do produtor Terry Date (Overkill, Dark Angel, Chastain, etc), que por obrigação deixou os todos os instrumentos bem perceptíveis – principalmente o baixo estalado de Rex.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O disco em si, aposta na variedade, com faixas que mesclam momentos velozes a diversos outros com muito groove e peso, em uma audição razoavelmente extensa. Os 52 minutos são divididos equilibradamente entre 11 músicas, sendo que os destaques, vão de "Mouth for War", à cadenciada "Walk" e a curta e direta "Fucking Hostile", até a sombria e longa "This Love", a furiosa "Rise", passando pela quebrada "Living in a Hole" e culminando na introspectiva "Hollow", que é dividida estruturalmente em duas partes – do início ao meio é mais melodiosa, e desse ponto ao fim, se torna um pouco mais pesada, com um clima mais sério.
O Pantera, é daquele tipo de banda que se ama ou se odeia. No entanto, é sempre bom ouvir algum material e tirar suas próprias conclusões… E de fato, ‘Vulgar Display of Power’, está no mercado a 25 anos, e até hoje, dá o que falar!

Integrantes:
Philip Anselmo (vocal);
Dimebag Darrell (guitarra);
Rex Brown (baixo);
Vinnie Paul (bateria)
Faixas:
01. Mouth for War
02. A New Level
03. Walk
04. Fucking Hostile
05. This Love
06. Rise
07. No Good (Attack the Radical)
08. Live in a Hole
09. Regular People (Conceit)
10. By Demons Be Driven
11. Hollow.
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