Resenha - Vulgar Display Of Power - Pantera
Por Iron Corpse
Postado em 09 de novembro de 2003
Clássico! É esta a palavra que resume todos os milhares de adjetivos que podem ser atribuídos a este álbum. Lançado em 1992, Vulgar Display Of Power é tido até hoje como a grande obra-prima do Pantera, e não é por menos, pois reunir em um mesmo álbum grandes clássicos como Mouth For War, A New Level, Rise, Live In A Hole, Regular People (Conceit), By Demons Be Driven e Hollow não é uma tarefa fácil, mas ainda assim, por uma questão que diz respeito a gosto pessoal, prefiro o álbum antecessor, Cowboys From Hell. Prosseguindo: 1992, foi a época áurea daquela merda do grunge, que liderava as paradas com bandas do tipo Nirvana (que eu odeio), fato que infelizmente ofuscou o brilho de bandas de Metal legítimo na época. Mas ainda assim o Pantera não desanimou, e fez um álbum 100% Metal, totalmente pesado e absolutamente brilhante. O estilo do álbum pode ser classificado como Thrash Metal contemporâneo. Vamos a um comentário faixa a faixa:
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Mouth For War: pesada, rápida e empolgante, mereceu até a gravação de um vídeo clip na época. Na minha opinião, é uma das melhores músicas na carreira do Pantera, um clássico inquestionável. Os vocais do Phil estão perfeitos, a guitarra de Dimebag soa como algo apocalíptico, sensacional, o baixo de Rex não deixa por menos e, a batera, talvez um pouco burocrática, mas bastante empolgante (acredito que se o Vinnie Paul tentasse fazer inúmeros malabarismos nesta música, não soaria tão legal assim). Riffs variados e perfeitos, solos fantásticos, clássico marcante. A nota pra esta música seria mais do que 10, mas como o máximo é 10, então fica por isso mesmo. NOTA 10!
A New Level: outro clássico marcante da banda. Os riffs executados pelo mestre Dimebag são totalmente matadores, o refrão é marcante, aquele riff baseado no pedal é bastante empolgante, o solo é legal, a bateria desta vez é mais variada, a linha de baixo do Rex é interessante e bastante presente, o vocal do Phil, genial! Nota 10!
Walk: esta música é meio que divisora de águas, muita gente gosta, outras nem tanto, outras odeiam. Eu particularmente gosto, mas não acho um clássico. Seu maior problema é o riff, que é maneiro, mas não varia, tornando-se enjoativo. Veja bem, não estou criticando a simplicidade do Riff, mesmo porque há vários Riffs simples (Symptom Of The Universe, do Sabbath, por exemplo), que são fantásticos, o que estou mencionando como fator negativo é a repetição, que acaba se tornando um fator enjoativo. Música razoável, nota 7,0.
Fucking Hostile: esta música é bastante empolgante, mas cai no mesmo erro da faixa anterior: a repetição. Possui um flerte com o Hardcore, a mais rápida do disco. Sua estrutura é basicamente o riff, refrão; riff, refrão; solo (aquele solo baseado no pedal é sensacional); depois volta o mesmo riff, refrão e acaba. Enfim, embora seja bastante empolgante, deixa a desejar no quesito variação, e poderia durar mais também. Nota 8,0.
This Love: embora estejamos tratando de uma balada, é bastante pesada e empolgante, especialmente no refrão e após cerca de 2 minutos e meio de andamento. Os riffs seguem velozes após este período, depois diminuem em velocidade, mas não em peso. Aí volta o trecho baladeiro, mas desta vez com solos, muito bons, aí segue o peso até o final na maioria de seu percurso. Balada pesada, variada e cheia de empolgação, nota 9,0.
Rise: clássico inesquecível! O riff central é totalmente empolgante, matador, daqueles que me fazem ter um torcicolo de tanto balançar o pescoço. O refrão é marcante. Esta música segue a mesma linha de peso e velocidade de Fucking Hostile, mas aqui em Rise nota-se um nível de variabilidade muito maior, há mais riffs e o tempo de duração é bem maior. O vocal do Phil, como de costume, está irretocável. NOTA 10!
No Good (Attack The Radical): se inicia com uma boa base da guitarra do Dime, segue-se depois uma linha de baixo e aí Dime entra de novo em ação executando riffs incríveis acompanhados espetacularmente bem pelo mestre Phil Anselmo, riffs que dão lugar a um refrão também empolgante. O solo é bom, mas nada de excepcional. Após o solo, entra em cena um riff diferente daqueles realizados anteriormente, que se estendem até o final da música. Nota 8,5.
Live In A Hole: uma das melhores do álbum, clássico ao meu ver, esta música varia bastante, possui riffs 100% empolgantes. Os riffs baseados no pedal são a marca registrada desta grande música. O solo é muito bom também, mas são os riffs do Dime que realmente fazem desta música um clássico. NOTA 10!
Regular People (Conceit): CLÁSSICO!!! Realmente esta é uma música sensacional, 100% clássica, irretocável! O Phil faz aqui uma das melhores performances de um vocalista na história do Metal, o cara está cantando muito. Sua voz varia bastante, ora mais cadenciada e limpa, ora rasgada, rápida e furiosa. Os riffs estão incríveis, o solo também merece crédito, o trabalho de baixo também é marcante, a bateria não deixa por menos, enfim, um conjunto que torna esta música como uma das melhores e mais empolgantes na história do Metal, na minha opinião. CLÁSSICO, NOTA 10!
By Demons Be Driven: talvez a mais agressiva e pesada do álbum, e digo mais, talvez a mais pesada em toda a brilhante carreira do Pantera. A bateria é uma máquina aqui, os riffs totalmente matadores e, embora não variem tanto, são geniais, o que garante esta música na galeria de clássicos da banda. Principalmente pelo quesito empolgação, nota 9,5.
Hollow: trata-se de uma 1/2 balada, explico: metade balada, metade Metal da melhor qualidade. Em seu período baladeiro, possui passagens cadenciadas e com melodias tocantes, mas o que torna esta música de fato um clássico é sua parte pesada, que se inicia após os 3 minutos de duração. Riffs de guitarra pesados, empolgantes e variados, um vocal cheio de técnica e energia do gênio Phil, uma bateria presente, baixo marcante, enfim, clássico da melhor qualidade, pra fechar o disco com chave de ouro. NOTA 10!
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