Sisters of Suffocation: Uma grande demonstração de força feminina
Resenha - Humans Are Broken - Sisters of Suffocation
Por Ricardo Cunha
Postado em 01 de agosto de 2019
Nota: 8 ![]()
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Sisters of Suffocation é uma banda Death Metal 80% feminina. Original de Eindhoven (Holanda), o grupo é formado por Els Prins (vocal), Simone van Straten (guitarra principal), Emmelie Herwegh (guitarra base), Puck Wildschut (baixo) e Kevin van den Heiligenberg (bateria). Fundado em 2014, dois anos depois lançou Brutal Queen (EP, 2016) e o Anthology of Curiosities - A Tribute to Bidi (2017).
Nota do redator: o death metal é considerado por muitos como "esporro sonoro" puro e simples. Todavia, assim como em todo estilo musical, é preciso conhecer teoria musical para fazê-lo bem feito.
Humans Are Broken é o segundo álbum desta jovem banda holandesa e, certamente, o mais forte forte. Fazendo um som absolutamente esmagador, as meninas conseguem preencher os espaços mais propensos à brutalidade com boa técnica musical e, claro, boa produção.
Nesse sentido, a banda tem um estilo próprio e consegue fazer uma música estranha, maligna e inovadora. A faixa-título, Humans Are Broken abre o disco da melhor maneira possível. Batidas velozes, riffs que mesclam hardcore com thrash metal e efeitos propositais mostram que a banda se leva a sério. A guitarrista Simone demonstra um talento nato para criar riffs doentís e, juntamente, com Els Prins, dona de habilidade impar para evocar vocais guturais e rasgados, são responsáveis por boa parte trabalho sujo na banda. Em The Machine, a música de trabalho, a banda trilha um caminho insólito quanto ao que conhecemos por death metal tradicional: uma desgraceira que mistura influências que variam entre Cadaveria, Napalm Death e Coroner. What We Create é uma composição na qual se pode encontrar brutalidade, força e melodia em doses muito bem calibradas no melhor estilo Carcass, e figura como uma boa demonstração de força das mulheres no ramo da música agressiva. Numa outra linha, enquanto a bateria de Kevin faz uso intensivo dos cimbais e as bases de Emmelie dão sentido aos solos de Simone, o baixo de Puck é o instrumento que menos se ouve. Apesar disso ser um fato corriqueiro na música extrema, em Little Shits é possível notar como linhas de baixo acrescentam profundidade e força a uma música já bastante encorpada.
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A banda se define como a reincarnação feminina de Bolt Thrower e Legion Of The Damned e isto faz muito sentido, pois é possível identificar marcas indeléveis destas na música das S.O.S. [...] O disco foi produzido pelo argentino Martin Furia, que já trabalhou com nomes como Nervosa, Evil Invaders, Bliksem, entre outros. Um grande passo para a banda, mas um pequeno passo na caminhada rumo ao topo. Sucesso para as garotas!

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