Stolen Byrds: banda continua a explorar seu universo em quarto álbum
Resenha - Wanderlust - Stolen Byrds
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 15 de maio de 2019
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Wanderlust - do alemão "wandern" (fazer uma caminhada) e "Lust" (vontade, desejo). Um termo usado para designar um impulso ardente de viajar pelo mundo ou, num sentido mais amplo, empreender em uma jornada de autoconhecimento e descobertas diversas.

Um título bastante apropriado não apenas para este lançamento, mas para toda a discografia do quinteto paranaense Stolen Byrds, que nunca se contentou com qualquer tipo de zona de conforto. Na linha de seu antecessor 2019, a banda explora múltiplas possibilidades, desta vez sem sair muito do nebuloso universo do rock alternativo.
Podemos conferir tal fato na dupla de abertura "Soul Much Higher" e "Masterplan", esta última enfeitada com o charme de uma percussão brucespringsteenística.
"É Tão Bom" incorpora elementos psicodélicos em um som que poderia ter saído da excelente estreia do Joana Marte, De Outro Lugar. O mesmo vale, em menor grau, para a excelente "Unbearable Truth", com um dos pontos altos do disco em termos instrumentais.
A sereníssima "Under the Water" engolfa o ouvinte no sentimento de estar, com efeito, submerso, e em muito destoa de sua sucessora "New Born Child", que resgata o stoner que sempre marcou, em menor ou maior grau, o som dos paranaenses.
"Tapete Preto", um interlúdio sereno que é pano de fundo de um monólogo sobre a vida na estrada do ponto de vista de um caminhoneiro e "Tell Me", com singulares camadas de metais ao fundo, são charmes à parte.
"Sang D'CöCö", com aquela percussão africanizada de "Masterplan", é uma introdução para a última música "Green Dress", uma peça que começa serena (não tanto quanto "Under the Water"), revisita o clima progressivo de "É Tão Bom" e constrói um encerramento mais denso, fechando a obra com chave de ouro.
Em termos de qualidade musical, Wanderlust está em pé de igualdade com a discografia pregressa do Stolen Byrds e é naturalmente superior a 2019 que, com não muito mais do que 20 minutos distribuídos em seis faixas, não passava de um EP disfarçado.
Abaixo, o álbum completo no canal oficial da banda:
Track-list:
1. "Soul Much Higher"
2. "Masterplan"
3. "É Tão Bom"
4. "Unbearable Truth"
5. "Under the Water"
6. "New Born Child"
7. "Tapete Preto"
8. "Tell Me"
9. "Sang D'CöCö"
10. "Green Dress"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/stolenbyrdsw
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
Slipknot lança "Arsenal", música que marca a estreia do baterista brasileiro Eloy Casagrande
Se o Shaman voltar, a vaga mais difícil de preencher não é a do microfone
Revista Veja Rio diz que bandas de rock não conseguem lotar o Rock in Rio: "Flopou"
A canção onde os Beatles "inventaram" Jimi Hendrix, de acordo com George Harrison
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
Último show do Sepultura sofre mudança de local
O clássico do thrash metal que deve ser ouvido do início ao fim, segundo Scott Ian
A canção do AC/DC que Angus Young mostraria para quem não conhece a banda
Bangers Open Air anuncia primeiras atrações nacionais para a edição 2027
A banda de abertura que engoliu o Kiss e fez Regis Tadeu se apaixonar na hora
A banda de metal que Slash colocou acima das demais e chamou de "obrigatória"
O clássico dos Rolling Stones que Keith Richards ouviu e mandou apagar
Os 2 membros do Metallica que planejaram outra banda no auge do "Black Album"
Os três guitarristas que Eddie Van Halen acusou de serem imitadores dele
Alcione: "Peguei Axl Rose logo pela cintura, ele me abraçou, me chamou de 'amazing'"
O hit de Raul que quase fez Ira! encerrar atividades: "Um dos piores momentos da carreira"

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



