Stolen Byrds: banda continua a explorar seu universo em quarto álbum

Resenha - Wanderlust - Stolen Byrds

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Victor de Andrade Lopes
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 8

Wanderlust - do alemão "wandern" (fazer uma caminhada) e "Lust" (vontade, desejo). Um termo usado para designar um impulso ardente de viajar pelo mundo ou, num sentido mais amplo, empreender em uma jornada de autoconhecimento e descobertas diversas.

Punk Rock: seja feio, beba muito, e nunca penteie o cabeloEpica: foto original de Simone Simons nua em capa é revelada?

Um título bastante apropriado não apenas para este lançamento, mas para toda a discografia do quinteto paranaense Stolen Byrds, que nunca se contentou com qualquer tipo de zona de conforto. Na linha de seu antecessor 2019, a banda explora múltiplas possibilidades, desta vez sem sair muito do nebuloso universo do rock alternativo.

Podemos conferir tal fato na dupla de abertura "Soul Much Higher" e "Masterplan", esta última enfeitada com o charme de uma percussão brucespringsteenística.

"É Tão Bom" incorpora elementos psicodélicos em um som que poderia ter saído da excelente estreia do Joana Marte, De Outro Lugar. O mesmo vale, em menor grau, para a excelente "Unbearable Truth", com um dos pontos altos do disco em termos instrumentais.

A sereníssima "Under the Water" engolfa o ouvinte no sentimento de estar, com efeito, submerso, e em muito destoa de sua sucessora "New Born Child", que resgata o stoner que sempre marcou, em menor ou maior grau, o som dos paranaenses.

"Tapete Preto", um interlúdio sereno que é pano de fundo de um monólogo sobre a vida na estrada do ponto de vista de um caminhoneiro e "Tell Me", com singulares camadas de metais ao fundo, são charmes à parte.

"Sang D'CöCö", com aquela percussão africanizada de "Masterplan", é uma introdução para a última música "Green Dress", uma peça que começa serena (não tanto quanto "Under the Water"), revisita o clima progressivo de "É Tão Bom" e constrói um encerramento mais denso, fechando a obra com chave de ouro.

Em termos de qualidade musical, Wanderlust está em pé de igualdade com a discografia pregressa do Stolen Byrds e é naturalmente superior a 2019 que, com não muito mais do que 20 minutos distribuídos em seis faixas, não passava de um EP disfarçado.

Abaixo, o álbum completo no canal oficial da banda:

Track-list:
1. "Soul Much Higher"
2. "Masterplan"
3. "É Tão Bom"
4. "Unbearable Truth"
5. "Under the Water"
6. "New Born Child"
7. "Tapete Preto"
8. "Tell Me"
9. "Sang D'CöCö"
10. "Green Dress"

Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/stolenbyrdsw




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Stolen Byrds"


Punk Rock: seja feio, beba muito, e nunca penteie o cabeloPunk Rock
Seja feio, beba muito, e nunca penteie o cabelo

Epica: foto original de Simone Simons nua em capa é revelada?Epica
Foto original de Simone Simons nua em capa é revelada?

Iron Maiden: as 20 melhores músicas da Era de OuroIron Maiden
As 20 melhores músicas da "Era de Ouro"

Raul Seixas: Perguntas e respostas e curiosidades diversasRaul Seixas
Perguntas e respostas e curiosidades diversas

Guitarra: o riff mais popular de todos os temposGuitarra
O riff mais popular de todos os tempos

Scott Weiland: Dave Mustaine deu conselhos para o falecido cantorScott Weiland
Dave Mustaine deu conselhos para o falecido cantor

Ozzy Osbourne: Born Again é o melhor disco do Sabbath após a formação originalOzzy Osbourne
"Born Again é o melhor disco do Sabbath após a formação original"


Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

Mais matérias de Victor de Andrade Lopes no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336