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Megadeth: Em 1990, um dos maiores discos de Thrash da história

Resenha - Rust In Peace - Megadeth

Por
Postado em 19 de abril de 2019

Nota: 10 starstarstarstarstarstarstarstarstarstar

Assim que foi expulso do Metallica, Dave Mustaine queria se vingar da banda. E esse sentimento de vingança, alimentado por muito ódio, desprezo e outros sentimentos nobres que preenchem o coração do ser humano fez com que Dave criasse o Megadeth.

Sua nova (e eterna) banda ficou notabilizada por composições pesadas, rápidas e técnicas, com temáticas líricas que variavam entre a política e a magia negra.

Depois de algumas mudanças de formação e ótimos álbuns lançados, o Megadeth se estabilizou com a sua formação clássica (e que também durou mais tempo): Dave Mustaine, Marty Friedman, David Ellefson e Nick Menza. Esse verdadeiro "dream team" foi o responsável por um dos maiores discos de thrash metal da história, lançado em setembro de 1990: "Rust In Peace".E é sobre essa maravilha que falarei um pouco.

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Desde os primeiros segundos da clássica "Holy Wars... The Punishment Due" (uma música que já nasceu gigante, aparentemente), é nítida a evolução musical da banda. A canção fala sobre um tema nada novo,e que parece longe do fim: conflitos religiosos. A letra ácida é o tempero ideal para um instrumental rápido e complexo, com destaque para a intervenção ousada e inteligente de Marty Friedman, que abre caminho para a segunda parte da música, "...The Punishmet Due".

Na sequência, "Hangar 18", que mantém o ritmo alucinante com seus onze (!!!) solos de guitarra, mudanças de tempo e outra letra polêmica, que fala sobre ufologia (tema que Nick Menza era fã).

A terceira música, "Take No Prisoners", é uma aula de como se fazer Thrash Metal técnico. É uma das músicas mais rápidas da carreira da banda, e precede um dos maiores momentos do disco: a magnífica "Five Magics", que é, de longe, a composição mais complexa já escrita pela banda. Infelizmente, é um tanto quanto subestimada, e foi executada poucas vezes ao vivo.

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"Poison Was The Cure" começa com uma introdução no baixo que dá a impressão que a música é arrastada, mas após a entrada da bateria, um ritmo desenfreado toma conta da música, que em seus quase três minutos, parece uma composição do primeiro álbum, porém, MUITO mais lapidada.

Uma risada macabra abre os portões para "Lucretia", uma das músicas mais criativas do álbum, com solos extremamente inspirados. Falando em solos inspirados, a sétima faixa do disco merece um parágrafo especial.Quem conhece o álbum e a ordem das músicas sabe do que estou falando, mas se por uma infelicidade do destino você não conhece o disco, estou falando de "Tornado Of Souls".

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Com todos os méritos possíveis, "Tornado Of Souls" se tornou um dos maiores clássicos do Megadeth, além de uma das músicas mais queridas pelos fãs. Tudo, absolutamente tudo nesta música é absolutamente perfeito, desde o riff inicial até os solos, que demonstram um senso de melodia jamais visto antes (nem depois) em nenhum outro momento da carreira da banda. Não é nenhum exagero, aliás, afirmar que Marty Friedman criou um dos maiores solos da história do heavy metal. Resumindo, "Tornado Of Souls", tal qual "Holy Wars...", "Hangar 18", vale o disco, e é daquelas músicas que você mostra quanto tenta convencer alguém que a vale a pena conhecer a banda.

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A penúltima faixa do disco é praticamente uma vinheta, algo como um tempo para que o ouvinte possa respirar. "Dawn Patrol" chega a ser quase música de hipnose, e contrasta com a rapidez e dinamismo da última música, "Rust In Peace...Polaris", que fecha o álbum, e da mesma maneira que a primeira faixa, é dividida em duas partes que se completam.

Quase três décadas após seu lançamento, "Rust In Peace" continua sendo reconhecido como o melhor trabalho do Megadeth, e com toda a razão. Todas as faixas do disco apresentam algo de especial, e obviamente, o talento dos então estreantes Marty Friedman e Nick Menza ajudou (e muito) "Rust In Peace" a ser do tamanho que é até hoje.

A melhor fase do Megadeth começou com "Rust In Peace", um álbum obrigatório, que merece todos os elogios e críticas positivas que recebeu até hoje, e que continuará recebendo por anos!

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Sobre Mateus Ribeiro

Fã de Ramones, In Flames e Soilwork. Ouve (quase) tudo, desde rock clássico até black metal.
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