Manilla Road: chega aos 40 anos atravessando um grande momento
Resenha - To Kill a King - Manilla Road
Por Carlos Garcia
Postado em 28 de junho de 2017
Nota: 9 ![]()
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Manilla Road: Os lorde do Epic Metal Completam 40 anos de estrada, e lançam seu 18º álbum, "To Kill a King", seguindo uma sequência incrível de novos trabalhos, relançamentos e shows por vários cantos do mundo (e ainda tem um documentário vindo aí). Mark "The Shark" Shelton me falou em uma entrevista um tempo atrás, quando lhe pedi para fazer uma comparação entre os anos 80 e a época atual da banda, que prefere a atual, pois a banda jamais recebeu tanta atenção quanto agora, e pela quantidade de material lançado e pela quantidade de shows, não há o que discordar!
Com data marcada de lançamento para 30 de junho, pelos selos Golden Core Records/Zyx Music, "Kill the King" traz 10 faixas do Epic Metal característico do Manilla Road, aquelas peças épocas, os riffs, solos e melodias de Mark, além dos vocais, que agora divide com Bryan Patrick, e possuem timbres bem parecidos. Mas além dos elementos tradicionais e Old-School, tem a assinatura atual da banda, destacando melhores produções e a bateria de Neudi Neuderth, com sua pegada Rock/Progressiva, e agora contando como parceiro o baixista Phil Ross (e já tocou em todas as músicas do novo álbum, menos em "In the Wake"), que substituiu Joshua Castillo, tendo a primeira mudança de formação desde 2011.
O álbum foi produzido e mixado por Mark em seu estúdio, e a masterização no Cornerstone Studio, de Steve Falke, que já trabalhou em álbuns recentes da banda, então temos a mesma pegada, com aquele som verdadeiro e orgânico, e com qualidade muito boa, que tivemos também em "Mysterium" e "The Blessed Curse". Time que está ganhando não se mexe!
As músicas? ah, Metal épico com a rifferama rasgando e o excelente trabalho de Neudi com suas viradas e breaks, acompanhado agora pela pegada e técnica de Phil Ross, que parece que deixou ainda mais encorpado o som da banda. As 10 faixas alternam a pegada mais Old-School e às vezes mais direta, com nuances mais trabalhadas e técnicas, e a sonoridade épica transita por caminhos ora mais progressivos e melodiosos, ora por mais pesados e diretos.
O disco abre com a faixa título, "To Kill a King", que com seus mais de 10 minutos, é uma daquelas que os fãs vão querer ouvir ao vivo, uma música que mostra o que é o Metal Épico que nasceu lá em Wichita. Em um andamento meio tempo, um riff épico e marcante já toma de assalto a música, que vai alternando trechos mais acústicos(um teclado discreto dá um ar neoclássico), transitando por passagens quase progressivas, destacando a quebradeira de Neudi no seu kit, e solos melodiosos de Mark.
"The Conquerer" é mais direta e mais rápida, e que punch! desnecessário citar que os riffs cortantes de Mak tomam conta do terreno; "Never Again" é uma daquelas baladas épicas, mais acústica e melodiosa, com mais uma bela performance de Neudi, um cara que merece ser mais reconhecido pela qualidade de seus trabalhos; "The Arena" é outra peça carregada de punch, mais veloz e com breaks bem inseridos, cozinha pesada, bem grave e agressiva, com os bumbos socando o peito do ouvinte. As linhas vocais também alternam entre o épico e agressivo.
Logo na sequência, seguindo essa alternância entre faixas épicas e mais "balada" com mais rápidas e agressivas, temos "In the Wake", que inicia mais lenta e melodiosa, inclusive temos alguns teclados ao fundo, para depois ir crescendo, ganhando peso e com mais uma das viagens guitarrísticas de Mark (gostei bastante dos timbres no solo), devidamente acompanhado por mais um excelente trabalho de Neudi, com pegada e técnica; "The Talisman" é outra com essa pegada mais crua e direta, e o baixo de Phil se destaca. O riff marcante e os vocais mais roucos são outra característica marcante dela, juntamente com a boa alternância entre tempos rápidos e mais lentos.
Em "The Other Side" o clima mais melodiosos e épico retorna, destacando as passagens acústicas e melodiosas, mas claro, há variações mais pesadas e velozes; "Castle of the Devil" se destaca pelo peso dos riffs em pal-mute, tem um andamento mais moderado, mas bastante pesado; "Ghost Warriors", está entre minhas preferidas do álbum, com riffs e linhas melódicas cativantes e "Blood Island" fecha o disco, e traz um andamento mais veloz, com muto punch e aqueles riffs épicos característicos, uma faixa bem na veia do Manilla dos anos 80, ainda mais que Mark faz todos os vocais nesta.
O Manilla Road de Mark Shelton chega aos 40 anos e atravessando um grande momento, com uma formação forte e entrosada, nos entregando um álbum que traz aqueles elementos tradicionais e Old-School, porém com uma sonoridade atual, trazendo variações mais trabalhadas e técnicas, com a adição produções melhores, mas sem jamais perder o punch. Up the Hammers!
Tracklist:
1. To Kill a King
2. Conqueror
3. Never Again
4. The Arena
5. In the Wake
6. The Talisman
7. The Other Side
8. Castle of the Devil
9. Ghost Warriors
10. Blood Island
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