Manilla Road: chega aos 40 anos atravessando um grande momento

Resenha - To Kill a King - Manilla Road

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Carlos Garcia
Enviar Correções  

9

Manilla Road: Os lorde do Epic Metal Completam 40 anos de estrada, e lançam seu 18º álbum, "To Kill a King", seguindo uma sequência incrível de novos trabalhos, relançamentos e shows por vários cantos do mundo (e ainda tem um documentário vindo aí). Mark "The Shark" Shelton me falou em uma entrevista um tempo atrás, quando lhe pedi para fazer uma comparação entre os anos 80 e a época atual da banda, que prefere a atual, pois a banda jamais recebeu tanta atenção quanto agora, e pela quantidade de material lançado e pela quantidade de shows, não há o que discordar!

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Com data marcada de lançamento para 30 de junho, pelos selos Golden Core Records/Zyx Music, "Kill the King" traz 10 faixas do Epic Metal característico do Manilla Road, aquelas peças épocas, os riffs, solos e melodias de Mark, além dos vocais, que agora divide com Bryan Patrick, e possuem timbres bem parecidos. Mas além dos elementos tradicionais e Old-School, tem a assinatura atual da banda, destacando melhores produções e a bateria de Neudi Neuderth, com sua pegada Rock/Progressiva, e agora contando como parceiro o baixista Phil Ross (e já tocou em todas as músicas do novo álbum, menos em "In the Wake"), que substituiu Joshua Castillo, tendo a primeira mudança de formação desde 2011.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O álbum foi produzido e mixado por Mark em seu estúdio, e a masterização no Cornerstone Studio, de Steve Falke, que já trabalhou em álbuns recentes da banda, então temos a mesma pegada, com aquele som verdadeiro e orgânico, e com qualidade muito boa, que tivemos também em "Mysterium" e "The Blessed Curse". Time que está ganhando não se mexe!

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

As músicas? ah, Metal épico com a rifferama rasgando e o excelente trabalho de Neudi com suas viradas e breaks, acompanhado agora pela pegada e técnica de Phil Ross, que parece que deixou ainda mais encorpado o som da banda. As 10 faixas alternam a pegada mais Old-School e às vezes mais direta, com nuances mais trabalhadas e técnicas, e a sonoridade épica transita por caminhos ora mais progressivos e melodiosos, ora por mais pesados e diretos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O disco abre com a faixa título, "To Kill a King", que com seus mais de 10 minutos, é uma daquelas que os fãs vão querer ouvir ao vivo, uma música que mostra o que é o Metal Épico que nasceu lá em Wichita. Em um andamento meio tempo, um riff épico e marcante já toma de assalto a música, que vai alternando trechos mais acústicos(um teclado discreto dá um ar neoclássico), transitando por passagens quase progressivas, destacando a quebradeira de Neudi no seu kit, e solos melodiosos de Mark.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"The Conquerer" é mais direta e mais rápida, e que punch! desnecessário citar que os riffs cortantes de Mak tomam conta do terreno; "Never Again" é uma daquelas baladas épicas, mais acústica e melodiosa, com mais uma bela performance de Neudi, um cara que merece ser mais reconhecido pela qualidade de seus trabalhos; "The Arena" é outra peça carregada de punch, mais veloz e com breaks bem inseridos, cozinha pesada, bem grave e agressiva, com os bumbos socando o peito do ouvinte. As linhas vocais também alternam entre o épico e agressivo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Logo na sequência, seguindo essa alternância entre faixas épicas e mais "balada" com mais rápidas e agressivas, temos "In the Wake", que inicia mais lenta e melodiosa, inclusive temos alguns teclados ao fundo, para depois ir crescendo, ganhando peso e com mais uma das viagens guitarrísticas de Mark (gostei bastante dos timbres no solo), devidamente acompanhado por mais um excelente trabalho de Neudi, com pegada e técnica; "The Talisman" é outra com essa pegada mais crua e direta, e o baixo de Phil se destaca. O riff marcante e os vocais mais roucos são outra característica marcante dela, juntamente com a boa alternância entre tempos rápidos e mais lentos.

Em "The Other Side" o clima mais melodiosos e épico retorna, destacando as passagens acústicas e melodiosas, mas claro, há variações mais pesadas e velozes; "Castle of the Devil" se destaca pelo peso dos riffs em pal-mute, tem um andamento mais moderado, mas bastante pesado; "Ghost Warriors", está entre minhas preferidas do álbum, com riffs e linhas melódicas cativantes e "Blood Island" fecha o disco, e traz um andamento mais veloz, com muto punch e aqueles riffs épicos característicos, uma faixa bem na veia do Manilla dos anos 80, ainda mais que Mark faz todos os vocais nesta.

O Manilla Road de Mark Shelton chega aos 40 anos e atravessando um grande momento, com uma formação forte e entrosada, nos entregando um álbum que traz aqueles elementos tradicionais e Old-School, porém com uma sonoridade atual, trazendo variações mais trabalhadas e técnicas, com a adição produções melhores, mas sem jamais perder o punch. Up the Hammers!

Tracklist:
1. To Kill a King
2. Conqueror
3. Never Again
4. The Arena
5. In the Wake
6. The Talisman
7. The Other Side
8. Castle of the Devil
9. Ghost Warriors
10. Blood Island

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Resenha - Court of Chaos - Manilla Road

Resenha - Out of the Abyss - Manilla Road

Resenha - Mystification - Manilla Road

Resenha - Deluge - Manilla Road

Resenha - Open the Gates - Manilla Road

Resenha - Crystal Logic - Manilla Road

Resenha - Metal - Manilla Road

Resenha - Invasion - Manilla Road


Heavy Metal: Alguns discos que são obras-primas pouco lembradas - Parte 3Heavy Metal
Alguns discos que são obras-primas pouco lembradas - Parte 3


Em vídeo: Seguidores do Demônio, as 10 bandas mais perigosas segundo pastor americanoEm vídeo
Seguidores do Demônio, as 10 bandas mais perigosas segundo pastor americano

AC/DC: Perguntas e respostas e curiosidades diversasAC/DC
Perguntas e respostas e curiosidades diversas


Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

Mais matérias de Carlos Garcia no Whiplash.Net.

Goo336 Cli336 Goo336 Goo336 Cli336 Goo336 Goo728 Cli336