The Obsessed: Magnífico retorno de um dos gigantes do Doom Metal
Resenha - Sacred - Obsessed
Por Bruno Rocha
Postado em 04 de abril de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dentre as pioneiras do Doom Metal oitentista, a banda The Obsessed é a menos lembrada por aqui. Em meio aos atos Doom soturnos de Pentagram, Saint Vitus e Trouble, o The Obsessed foi quem sempre teve um flerte forte com o Hard Rock. Transitando facilmente entre músicas mais lentas e Hard's mais animados, a banda lançou três álbuns de estúdio entre 1990 e 1994, e desde então não lançara mais nada inédito, até agora, com o lançamento de Sacred, via Relapse Records.
A banda fundada em 1976 e liderada pela lenda do Doom Metal Scott 'Wino' Weinrich (vocais, guitarra, Saint Vitus, etc.) ficou um bom tempo de molho desde 1995, sendo retomada em definitivo no ano de 2016. Muito em parte pelo envolvimento de Wino em vários outros projetos como o próprio Saint Vitus onde é vocalista, a banda de Storner/Doom Spirit Caravan e o Place Of Skulls, banda do guitarrista Victor Griffin (Pentagram), dentre várias outras incursões. Com o anúncio do retorno do The Obsessed e da quebra do jejum de 23 anos sem lançamentos inéditos, Wino criou uma grande expectativa entre os fãs do gênero maldito em sua forma mais tradicional. E tais expectativas foram até mesmo superadas com Sacred.
Pesado, sujo e ao mesmo tempo melódico e cheio de arranjos mais elaborados, Sacred soma muitos pontos a curta e conceituada discografia do The Obsessed. A formação composta pelo guerreiro Wino, por Dave Sherman (baixo) e Brian Constantino (bateria), seus companheiros de Spirit Caravan, registrou catorze faixas, incluindo aí duas faixas-bônus, tais que, unidas, formam um disco consistente, sem nenhuma falha de evolução ou buracos, prezando sempre pela fidelidade ao Doom oitentista com dosagens generosas do Hard/Heavy setentista e momentos 'motörheadianos'. Tudo aqui é guiado por riffs, como todo bom Heavy Metal deve ser. A faixa Sodden Jackal, reaproveitada de um single de 1983, reaparece na discografia da banda de Wino mais forte e robusta, transparecendo toda a morbidez do Doom. Punk Crusher é Motörhead puro, com os pedais duplos de Brian destruindo tudo em volta no refrão, contrastando com a faixa-título que vem logo a seguir, que é uma bela e letárgica psicodelia.
Outros destaques ficam com a setentista It's Only Money, com o instrumental repleto de groove de Cold Blood, a melancólica Stranger Things e o Hard Rock de Razor Wire (o refrão vai grudar no seu cérebro!). Wino continua se mostrando um grande compositor com arranjos bem pensados e com mão-direita bastante precisa na guitarra. Suas passagens por mil bandas diferentes dentro do cenário Stoner/Doom só fez agregar novas ideias e engenhosidade a sua cabeça pensante. Sua voz rouca continua sendo a coroa da sonoridade da banda da cidade de Maryland, EUA. A cozinha faz um trabalho fenomenal em se tratando de levadas bem tramadas e criativas, mas sem ir além do básico quando só o simples se faz necessário e suficiente. Se você ainda não conhece o The Obsessed, pode ir fundo em Sacred; agradará tanto a fãs de Doom como também a quem é chegado num Hard mais pulsante.
Os fãs do gênero lento do Heavy Metal tem muito que comemorar com a volta triunfal da lenda The Obsessed. 23 anos de espera foram ricamente recompensados através da banda de Wino, e Sacred já é sim um grande destaque do ano corrente. Após uma rápida tentativa do grupo de ser um quarteto com a entrada da bela guitarrista Sara Seraphim, 2017 começou com o The Obsessed voltando a tradicional formação em power-trio com Wino, Brian e o novo e velho conhecido baixista Reid Raley. Vida longa ao The Obsessed. E que não demorem mais 23 anos para lançar um novo full-length; porque, depois de Sacred, o fã só vai desejar se inebriar mais e mais desta obsessão.
Sacred – The Obsessed (Relapse Records, 2017)
Tracklist:
01. Sodden Jackal
02. Punk Crusher
03. Sacred
04. Haywire
05. Perseverance Of Futility
06. It's Only Money
07. Cold Blood
08. Stranger Things
09. Razor Wire
10. My Daughter My Son
11. Be The Night
12. Interlude
13. On So Long (bônus ed. ltda.)
14. Crossroader Blues (bônus ed. ltda.)
Line-up:
Scott 'Wino' Weinrich – vocais, guitarras
Dave Sherman – baixo
Brian Constantino – bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
O que aconteceu no túmulo de Ozzy Osbourne que levou Kelly a uma prática milenar
O limite que João Gordo estabeleceu para se aposentar do Ratos de Porão: "Prefiro parar"
"Não dá para fazer uma lista de músicas do Judas Priest sem incluir 'Painkiller'", diz Ian Hill
A noite em que Noel Gallagher ouviu "a melhor música de sua vida"
A música do Dream Theater que "nasceu" depois que Mike Portnoy assistiu show do Pantera
O rockstar que se gaba de ter Donald Trump e Elon Musk na agenda do telefone
A música do Venom inspirada em um dos grandes clássicos do Kiss
Tony Iommi admite estar pensando cada vez mais na própria morte
Duff McKagan reflete sobre o dramático fim do Velvet Revolver
As duas bandas históricas que quase ficaram com João Gordo antes do Ratos de Porão
Yngwie Malmsteen explica "não" a David Lee Roth e por que não trabalharia com Dio
Por que o Rush passou a ensaiar os próprios erros antes de voltar aos palcos
A música do Uriah Heep que David Byron recusou cantar e se tornou um clássico
Angra realizará primeiro show da carreira na Finlândia
Cinco músicas que são covers, mas você acha que são as versões originais - Parte 2
O hit do AC/DC que Angus Young precisa se aquecer uma hora antes para tocar ao vivo
Enterro de Raul Seixas fez "Salvador Dalí parecer desenho de Walt Disney", diz Marcelo Nova



Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang



