Soul Inside: Mesclando tradicional com o moderno do Metal Extremo

Resenha - No More Silence - Soul Inside

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Bruno Rocha
Enviar correções  |  Ver Acessos

O que será que tem na água de Minas Gerais para brotar tanta banda boa de Metal Extremo? Referência mundial no quesito, o estado de Aleijadinho continua revelando ótimas bandas para fomentar a cena extrema brasileira. Oriunda da cidade de Lavras, o grupo SOUL INSIDE executa uma mescla de Death/Thrash com algo do Groove típico dos anos 90.

Top 500: as melhores de todos os tempos segundo a Rolling StoneMotley Crue: Atriz pornô comenta sua relação com Tommy Lee

Esta banda foi fundada em 2012, tendo no ano seguinte lançado sua primeira demo, "Perpetual". Das três músicas da demo, duas foram reaproveitadas no debut, o ótimo "No More Silence", lançado em 2015 de forma independente. Reunindo influências que vão do Death Metal nórdico de AT THE GATES até seus conterrâneos do SEPULTURA, ligadas ao talento nato dos músicos, temos como resultado uma verdadeira coleção de riffs e de levadas rápidas recheadas com muito groove.

Logo no começo dos trabalhos temos um agradável contraste de pegadas; a faixa de abertura, "Child Of War", é agressiva com seu ritmo em mid-tempo e estrofes rápidas, enquanto a seguinte, "Fight The Despair", carrega fortemente a influência do groove dos anos 90. Pois bem: esta é a tônica durante toda a execução de "No More Silence". Variações de ritmos, sem deixar a peteca cair, mantendo a agressividade e a técnica em alta em favor do bom Death/Thrash.

Em "Again The Nightmare", uma das músicas reaproveitadas da primeira demo, temos os primeiros enfoques em solos, cortesia de Eduardo Petrini, cujo estilo remete a Moysés Kolesne (KRISIUN). Também já se ratifica a versatilidade dos vocais de Bruno de Carvalho, indo de guturais graves à agudos cavernosos. "Life Of Lies" mostra uma bela harmonia de guitarras servindo de base para os vocais, assim como o destaque que o baixo gordo de Bruno de Carvalho ganhou na mixagem. Falando em baixo, é ele quem dá o cartão de visitas da faixa 5, a faixa-título, uma peça variada que mostra toda a ousadia da banda, com ênfase na performance do baterista Renan Seabra e no trabalho de guitarras.

"The Killer Inside" é o mais puro Thrash Metal tupiniquim com a identidade dos mineiros de Lavras. "Unholy Temple" carrega muito daquele clima de maldade do Death Metal tradicional. Pare encerrar com gol de placa, em "Sands Of Truth" os músicos entregam toda a sua técnica em favor de um Death Metal imponente.

O trabalho por trás dos botões só fez enriquecer o talento impresso nas composições de "No More Silence". Cada instrumento está bem nítido, o baixo está em evidência e o trabalho de base do guitarrista Beto Siqueira é pesadíssimo, deixando Eduardo Petrini a vontade para despejar solos técnicos, mas dentro do limite do sensato. A cozinha marca de forma precisa e com flexibilidade o ritmo das músicas. Algumas dissonâncias feitas no baixo surpreendem o ouvinte, detalhe que só emoldura os arranjos técnicos.

Metal Extremo de Minas Gerais já traz consigo automaticamente atestado de qualidade, e com o SOUL INSIDE não foi diferente. Não é nada revolucionário, mas quem se importa? Quer Death/Thrash puro, com aquelas doses de groove que só os brasileiros sabem temperar? O SOUL INSIDE está aí para dar o melhor. Vai agradar gregos e troianos; a banda foi craque em mesclar o tradicional com algo mais moderno. O título do álbum é bem sugestivo para começar a ouvi-lo: No More Silence.


Outras resenhas de No More Silence - Soul Inside

Soul Inside: Death Metal mineiro e com personalidadeSoul Inside: No liame entre o death e o thrash metalSoul Inside: Estreia com sonoridade maduraSoul Inside: Não criaram a roda, mas terão muitas rodas nos shows




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Soul Inside"


Top 500: as melhores de todos os tempos segundo a Rolling StoneTop 500
As melhores de todos os tempos segundo a Rolling Stone

Motley Crue: Atriz pornô comenta sua relação com Tommy LeeMotley Crue
Atriz pornô comenta sua relação com Tommy Lee

Rob Halford: 11 coisas que você não sabia sobre eleRob Halford
11 coisas que você não sabia sobre ele

G.G. Allin: o extremo dos extremosG.G. Allin
O extremo dos extremos

Slayer: Gary Holt é realmente um cara mal-agradecidoSlayer
Gary Holt é realmente um cara mal-agradecido

Queen e Ramones: a história por trás dos logos das duas bandasQueen e Ramones
A história por trás dos logos das duas bandas

Ozzy Osbourne: bom ouvido pra melodia mas não sabe tocar nadaOzzy Osbourne
Bom ouvido pra melodia mas não sabe tocar nada


Sobre Bruno Rocha

Cearense de Caucaia, professor e estudante de Matemática, torcedor do Ferroviário e cafélotra. Entrou pelas veredas do Heavy Metal na adolescência e hoje é um aficionado e pesquisador de todos os gêneros mais tradicionais desta arte e de suas épocas. Tem como forte o Doom Metal, não obstante o sol de sua terra-natal.

Mais matérias de Bruno Rocha no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336