Soul Inside: Mesclando tradicional com o moderno do Metal Extremo
Resenha - No More Silence - Soul Inside
Por Bruno Rocha
Postado em 18 de março de 2017
O que será que tem na água de Minas Gerais para brotar tanta banda boa de Metal Extremo? Referência mundial no quesito, o estado de Aleijadinho continua revelando ótimas bandas para fomentar a cena extrema brasileira. Oriunda da cidade de Lavras, o grupo SOUL INSIDE executa uma mescla de Death/Thrash com algo do Groove típico dos anos 90.

Esta banda foi fundada em 2012, tendo no ano seguinte lançado sua primeira demo, "Perpetual". Das três músicas da demo, duas foram reaproveitadas no debut, o ótimo "No More Silence", lançado em 2015 de forma independente. Reunindo influências que vão do Death Metal nórdico de AT THE GATES até seus conterrâneos do SEPULTURA, ligadas ao talento nato dos músicos, temos como resultado uma verdadeira coleção de riffs e de levadas rápidas recheadas com muito groove.
Logo no começo dos trabalhos temos um agradável contraste de pegadas; a faixa de abertura, "Child Of War", é agressiva com seu ritmo em mid-tempo e estrofes rápidas, enquanto a seguinte, "Fight The Despair", carrega fortemente a influência do groove dos anos 90. Pois bem: esta é a tônica durante toda a execução de "No More Silence". Variações de ritmos, sem deixar a peteca cair, mantendo a agressividade e a técnica em alta em favor do bom Death/Thrash.

Em "Again The Nightmare", uma das músicas reaproveitadas da primeira demo, temos os primeiros enfoques em solos, cortesia de Eduardo Petrini, cujo estilo remete a Moysés Kolesne (KRISIUN). Também já se ratifica a versatilidade dos vocais de Bruno de Carvalho, indo de guturais graves à agudos cavernosos. "Life Of Lies" mostra uma bela harmonia de guitarras servindo de base para os vocais, assim como o destaque que o baixo gordo de Bruno de Carvalho ganhou na mixagem. Falando em baixo, é ele quem dá o cartão de visitas da faixa 5, a faixa-título, uma peça variada que mostra toda a ousadia da banda, com ênfase na performance do baterista Renan Seabra e no trabalho de guitarras.
"The Killer Inside" é o mais puro Thrash Metal tupiniquim com a identidade dos mineiros de Lavras. "Unholy Temple" carrega muito daquele clima de maldade do Death Metal tradicional. Pare encerrar com gol de placa, em "Sands Of Truth" os músicos entregam toda a sua técnica em favor de um Death Metal imponente.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O trabalho por trás dos botões só fez enriquecer o talento impresso nas composições de "No More Silence". Cada instrumento está bem nítido, o baixo está em evidência e o trabalho de base do guitarrista Beto Siqueira é pesadíssimo, deixando Eduardo Petrini a vontade para despejar solos técnicos, mas dentro do limite do sensato. A cozinha marca de forma precisa e com flexibilidade o ritmo das músicas. Algumas dissonâncias feitas no baixo surpreendem o ouvinte, detalhe que só emoldura os arranjos técnicos.

Metal Extremo de Minas Gerais já traz consigo automaticamente atestado de qualidade, e com o SOUL INSIDE não foi diferente. Não é nada revolucionário, mas quem se importa? Quer Death/Thrash puro, com aquelas doses de groove que só os brasileiros sabem temperar? O SOUL INSIDE está aí para dar o melhor. Vai agradar gregos e troianos; a banda foi craque em mesclar o tradicional com algo mais moderno. O título do álbum é bem sugestivo para começar a ouvi-lo: No More Silence.

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