Heavenless: Técnica, variações e muito peso em sua estreia
Resenha - Whocantbenamed - Heavenless
Por Bruno Rocha
Postado em 14 de março de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A banda mossoroense HEAVENLESS estreou em janeiro do corrente ano já com um full-length, batizado de 'Whocantbenamed', fazendo um amálgama entre Death e Thrash com modernidade, jogando uma pitada de Deathcore, pitada esta bem dosada, que não salga o grande trabalho destes potiguares.
O powertrio composto por Kalyl Lamarck (vocais, baixo), Vinícius Martins (guitarra) e Vicente 'Mad Butcher' Andrade (bateria) registrou nove petardos dignos de muita consideração. Neste play, cada música não fica somente em um estágio e nem possui estruturas simples. A banda trabalhou muito bem em todos os arranjos e nas variações de andamentos, onipresentes em todas as faixas. Tão esmerado foi esse cuidado que cada música em momento algum parece ser uma mistura mal-asseada ou um rejunte de arremendos. Ponto para o HEAVENLESS, pois compor desta forma é realmente um grande desafio.
Como citado, há sim influências do Deathcore nas músicas, principalmente nos ritmos grooveados e no timbre saturado da guitarra. Na faixa de abertura, 'Enter Hades', após uma curta introdução, o peso e a cadência da banda entra derrubando tudo, com detalhes que nos remetem aos melhores momentos de MACHINE HEAD. Os vocais guturais de Kalyl Lamarck são simplesmente aterradores, e mereciam um pouco mais de volume na mixagem final. Mad Butcher chama a atenção não só pela forma como conduz as mudanças de andamento, mas também pelo próprio timbre dos tons de sua bateria, um agudo que só acrescenta peso a sonoridade do HEAVENLESS.
'Hopeless' põe o Thrash em evidência. 'The Reclaim' é mais cadênciada e possui algumas passagens mais limpas. Mad Butcher conduz magistralmente a faixa 'Hatred', enquanto 'Soothsayer' entrega a influência de SEPULTURA da banda. As últimas quatro faixas mostram muita energia; parece até que a banda guardou o mais destruidor de seu arsenal para o fim. 'Odium' é um Thrash destruidor, 'Uncorrupted' apresenta uma cadência poderosa. 'Deceiver' e 'Point-blank' são dois arrastões velozes que dão o último e fatal golpe.
Na parte gráfica, contemplamos um primor de arte simples e assustadora, obra de Hugo Silva, que transparece o que há de mais maldoso na música e nas letras do HEAVENLESS.
Produzido, mixado e masterizado por Cassio Zamboto, o álbum mostra um baixo bem ativo fazendo com louvor seu papel. A performance de Mad Butcher não é menos que primorosa em toda a audição de 'Whocantbenamed', com conduções inteligentes e técnicas, saindo do lugar comum do Thrash/Death. Vinicius Martins foca sua performance nos riffs e bases, pouco fazendo solos. Nos poucos que existem em 'Whocantbenamed', ele mostra muita perícia. Não faz mal nenhum ele mostrar seu lado solista em próximas composições. No geral, temos aqui um grande lançamento já no começo de 2017, com muito peso, arranjos bem elaborados e com identidade, que promete levar o HEAVENLESS a patamares mais altos.
'Whocantbenamed' foi lançado via Rising Records e também está disponível no perfil oficial do HEAVENLESS no Bandcamp.
Whocantbenamed - Heavenless (Rising Records, 2017)
Tracklist
01. Enter Hades
02. Hopeless
03. The Reclaim
04. Hatred
05. Soothsayer
06. Odium
07. Uncorrupted
08. Deceiver
09. Point-blank
Line-up
Kalyl Lamarck - baixo, vocais
Vicente 'Mad Butcher' Andrade - bateria
Vinicius Martins - guitarras
Outras resenhas de Whocantbenamed - Heavenless
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
O vocalista que tatuou a banda no braço e foi demitido em seguida
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Para Geezer Butler, capa de disco do Black Sabbath é "a pior de todos os tempos"
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
Para Matt Sorum, Velvet Revolver poderia ter sido tão grande quanto o Guns N' Roses
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em "The Last Note", do Megadeth
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine aponta o que poderia resolver sua relação com o Metallica
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


