Heavenless: Brutalidade em mais alto nível
Resenha - Whocantbenamed - Heavenless
Por Renan Soares
Postado em 23 de maio de 2018
Nota: 10 ![]()
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Não há nada que me deixe mais satisfeito do que quando uma banda nova consegue me surpreender com o seu som, coisa que aconteceu quando ouvi o som da banda potiguar Heavenless pela primeira vez.
Os conheci após presenciar uma apresentação do trio de Mossoró formado por Kalyl Lamarck (baixo e vocal), Vicente "Mad Butcher" Andrade (bateria) e Vinícius Martins (guitarra), no Abril Pro Rock de 2018. E gostei bastante do que vi.
Com isso, decidi me aprofundar mais no death metal do grupo e fui ouvir o seu único disco lançado até o momento, intitulado de "Whocantbenamed".
A mesma brutalidade que vi da banda ao vivo, também encontrei em seu trabalho de estúdio, até mesmo em músicas com o ritmo mais lento (mais ainda pesado) como "The Reclaim" e "Soothsayer".
Achei interessante como o trabalho começa na faixa "Enter Hades", com o que me parece ser uma mensagem lida de trás para frente, já colocando logo de cara uma atmosfera sombria que se segue ao longo de todo o álbum, tendo depois se iniciado a canção com um riff pesado e rápido.
O diferencial deles é justamente a atmosfera sombria em suas músicas, o que é ótimo, principalmente se tratando de um estilo como o death metal onde a bandas tendem a fazer o "mais do mesmo" com um som linear que se assemelha ao de muitas outras, além do gutural do próprio Kalyl ser mais diferenciado e forte do que muitos.
No mais, o Heavenless apresenta um death metal pesado, sombrio, cheio de energia, e que por isso, faz quem ouve ter vontade de "moshar" e "banguear" sozinho ao som de suas músicas.
TRACKLIST:
1- Enter Hade
2- Hopeless
3- The Reclaim
4- Hatred
5- Soothsayer
6- Odium
7- Uncorrupted
8- Deceiver
9- Point-Blank
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