Sodom: Longe de ser uma unanimidade para os fãs do grupo

Resenha - Masquerade In Blood - Sodom

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Por Gleison Junior
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Em 1995 o músico e líder da banda Sodom, Tom Algelripper, se via novamente com uma formação nova em seu line-up, além de ser o fundador do grupo, o músico, era o principal letrista e criador das harmonias da banda, ainda no mesmo ano, o gênero conhecido como Thrash Metal, vivia uma fase de enfraquecimento, vide a banda Metallica que apresentava Load, os conterrâneos do Sodom, Destruction estava hibernado e sem nenhuma motivação para um novo lançamento, Mile Petrozza e seu Kreator lançavam o fraquíssimo “Cause for Conflict” que pela primeira vez apresentava elementos modernos em sua sonoridade, mas enfim aqui falamos de Sodom, a banda pode ser considerada uma das poucas que alteraram sua estrutura musical, mas mudanças foram feitas em “Masquerade In Blood” e isso vamos discutir nessa resenha.

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Um dos principais aspectos que é perceptível logo de início é sua inclinação ainda maior ao Crossover, punk e hardcore, o disco “Masquerade In Blood” tem sua estrutura quase que completa criada sobre as bases desses estilos mencionados, músicas rápidas, secas e diretas, sçao grande maioria do álbum, salvando alguns raros momentos de Thrash Metal tradicional.

Dito isto, O Sodom, foi provavelmente o menos motivado a produzir álbuns medíocres, considerando o que a banda pretendia fazer e as tendências que as bandas à sua época estavam seguindo, foi comprovados que eles ainda soavam pesados e extremos, tanto que podemos confirmar que eles não se transformaram em uma banda de “Nu Metal” como fizeram os músicos do Anthrax, na verdade de todas as bandas ativas na década de 90, eu provavelmente diria que o Sodom decidiu se tornar o “Motorhead” do estilo, mantendo seu estilo principal, com uma ou outra variação.

Infelizmente para todas as intenções certas de se tornar um Motorhead alemão com um entrega de vocais ainda mais sujos e nojentos, não deu muito certa, pois o álbum não possui nenhum riff de valor após as primeiras faixas do disco, apesar da presença marcante e pesada do baixo, como de costume na sonoridade da banda.

O álbum pode ser divido em três partes, sendo a primeira obscura e cadenciada com pesos e melodias voltados ao Thrash Metal, lembrando que essa primeira parte é a menor de toda a segunda parte fica por conta das faixas mais motorhedianas de todo o álbum e a terceira e mais significante no álbum, as músicas com total influência de Punk, Hardcore e Crossover.

Comprovando o ultimo parágrafo dessa resenha, as músicas de abertura “Masquerade In Blood” vem com sua sujeira e sensação de aço batendo em aço, um dos melhores momentos do álbum, logo em sua abertura, seguida de “Gathering of Minds” com seus gritos desesperados, deixam o ouvinte atordoado e com a sensação de que esse álbum será brutal do início ao fim.

Porém na terceira faixa “Fields of Honour”, a banda já se apresenta como a versão alemã de Motorhead, tamanha a influência despejada na música, assim como “Peacemaker´s Law” e “Unwanted Youth”, que poderiam facilmente ser confundidas com covers do Motorhead.

Em contra partida o lado fraco do álbum, deixando claro que essa é a opinião exclusiva desse redator, que não é fã de Punk, o álbum se perde em mesclar músicas mais rápidas, fazendo com que o Sodom soe como uma banda de Punk mais pesada, outro ponto negativo é a mescla de vocais alternados, hora músicas com voz rasgada, outrora voz gutural e sem sentido na harmonia da música, vida as faixas “Verrecke!!” e “Peacemaker”, saberá o que quero dizer, mas o ponto mais fraco de todo o álbum é com certeza a música “Matelmann”, que parece ser de outro grupo, devido sua produção e andamento cansativo e chato.

Para sua época o disco é bom, mas para a discografia do Sodom, ele esta longe de ser uma unanimidade para os fãs do grupo.

Track List:
01 – Masquerade In Blood
02 – Gathering of Minds
03 – Fields Of Honour
04 – Braindead
05 – Verreck!!
06 – Shadows of Damnation
07 – Peacemaker´s Law
08 – Murder In My Eyes
09 – Unwanted Youth
10 – Mantelmann
11 – Scum
12 – Hydrophobia
13 – Let´s Break The Law

Formação:
Tom Angelripper (Vocal/Baixo)
Strahli – (Guitarra)
Atomic Steif (Bateria)

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Sobre Gleison Junior

Casado, Pai do Gustavo e do Bernardo - Amante do bom e velho Rock and Roll - Apresentador do programa Roadie metal, A Voz do Rock e idealizador das coletâneas Roadie Metal, além de criar e administrar o site Roadie Metal!

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