Sodom: Longe de ser uma unanimidade para os fãs do grupo
Resenha - Masquerade In Blood - Sodom
Por Gleison Junior
Postado em 06 de março de 2017
Em 1995 o músico e líder da banda Sodom, Tom Algelripper, se via novamente com uma formação nova em seu line-up, além de ser o fundador do grupo, o músico, era o principal letrista e criador das harmonias da banda, ainda no mesmo ano, o gênero conhecido como Thrash Metal, vivia uma fase de enfraquecimento, vide a banda Metallica que apresentava Load, os conterrâneos do Sodom, Destruction estava hibernado e sem nenhuma motivação para um novo lançamento, Mile Petrozza e seu Kreator lançavam o fraquíssimo "Cause for Conflict" que pela primeira vez apresentava elementos modernos em sua sonoridade, mas enfim aqui falamos de Sodom, a banda pode ser considerada uma das poucas que alteraram sua estrutura musical, mas mudanças foram feitas em "Masquerade In Blood" e isso vamos discutir nessa resenha.
Um dos principais aspectos que é perceptível logo de início é sua inclinação ainda maior ao Crossover, punk e hardcore, o disco "Masquerade In Blood" tem sua estrutura quase que completa criada sobre as bases desses estilos mencionados, músicas rápidas, secas e diretas, sçao grande maioria do álbum, salvando alguns raros momentos de Thrash Metal tradicional.
Dito isto, O Sodom, foi provavelmente o menos motivado a produzir álbuns medíocres, considerando o que a banda pretendia fazer e as tendências que as bandas à sua época estavam seguindo, foi comprovados que eles ainda soavam pesados e extremos, tanto que podemos confirmar que eles não se transformaram em uma banda de "Nu Metal" como fizeram os músicos do Anthrax, na verdade de todas as bandas ativas na década de 90, eu provavelmente diria que o Sodom decidiu se tornar o "Motorhead" do estilo, mantendo seu estilo principal, com uma ou outra variação.
Infelizmente para todas as intenções certas de se tornar um Motorhead alemão com um entrega de vocais ainda mais sujos e nojentos, não deu muito certa, pois o álbum não possui nenhum riff de valor após as primeiras faixas do disco, apesar da presença marcante e pesada do baixo, como de costume na sonoridade da banda.
O álbum pode ser divido em três partes, sendo a primeira obscura e cadenciada com pesos e melodias voltados ao Thrash Metal, lembrando que essa primeira parte é a menor de toda a segunda parte fica por conta das faixas mais motorhedianas de todo o álbum e a terceira e mais significante no álbum, as músicas com total influência de Punk, Hardcore e Crossover.
Comprovando o ultimo parágrafo dessa resenha, as músicas de abertura "Masquerade In Blood" vem com sua sujeira e sensação de aço batendo em aço, um dos melhores momentos do álbum, logo em sua abertura, seguida de "Gathering of Minds" com seus gritos desesperados, deixam o ouvinte atordoado e com a sensação de que esse álbum será brutal do início ao fim.
Porém na terceira faixa "Fields of Honour", a banda já se apresenta como a versão alemã de Motorhead, tamanha a influência despejada na música, assim como "Peacemaker´s Law" e "Unwanted Youth", que poderiam facilmente ser confundidas com covers do Motorhead.
Em contra partida o lado fraco do álbum, deixando claro que essa é a opinião exclusiva desse redator, que não é fã de Punk, o álbum se perde em mesclar músicas mais rápidas, fazendo com que o Sodom soe como uma banda de Punk mais pesada, outro ponto negativo é a mescla de vocais alternados, hora músicas com voz rasgada, outrora voz gutural e sem sentido na harmonia da música, vida as faixas "Verrecke!!" e "Peacemaker", saberá o que quero dizer, mas o ponto mais fraco de todo o álbum é com certeza a música "Matelmann", que parece ser de outro grupo, devido sua produção e andamento cansativo e chato.
Para sua época o disco é bom, mas para a discografia do Sodom, ele esta longe de ser uma unanimidade para os fãs do grupo.
Track List:
01 – Masquerade In Blood
02 – Gathering of Minds
03 – Fields Of Honour
04 – Braindead
05 – Verreck!!
06 – Shadows of Damnation
07 – Peacemaker´s Law
08 – Murder In My Eyes
09 – Unwanted Youth
10 – Mantelmann
11 – Scum
12 – Hydrophobia
13 – Let´s Break The Law
Formação:
Tom Angelripper (Vocal/Baixo)
Strahli – (Guitarra)
Atomic Steif (Bateria)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Sepultura anuncia título do último EP da carreira
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Luis Mariutti anuncia seu próprio podcast e Rafael Bittencourt é o primeiro convidado
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A canção lançada três vezes nos anos oitenta, e que emplacou nas paradas em todas elas
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
Dave Mustaine afirma que Marty Friedman é incrivelmente talentoso, mas muito misterioso
Por que "Mob Rules" é melhor do que "Heaven and Hell", segundo Jessica Falchi
A banda de metal que revelou que está quebrada mesmo após tocar dois meses em arenas


Loudwire elege os 11 melhores álbuns de thrash metal de 2025
Guitarrista questiona hiato do Sodom; "Acho que isso é um desperdício"
Ex-roadie do Sepultura relembra retaliação ao Sodom e "greve de banho"
Decibel Magazine publica sua lista dos melhores álbuns de 2025
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


