Anima Mundi: Obrigatório para amantes de sonoriddes sinfônicas

Resenha - Way - Anima Mundi

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Tiago Meneses
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

ANIMA MUNDI é uma banda com boa fama europeia que de certa forma já desperta a curiosidade unicamente por se tratar de um grupo cubano de rock progressivo. Mas muito mais do que simplesmente o fator geográfico, merece uma menção por aquilo que de fato mais importa, o seja, a música apresentada. The Way trata-se do seu terceiro álbum e sem sombra de dúvida sua obra mais ambiciosa musicalmente. São um total de 4 faixas distribuídos em quase 60 minutos de músicas executadas com maestria.

Black Sabbath: Tony Iommi explica como tocar "Paranoid"Iron Maiden: o passado vergonhoso registrado em fotos

A jornada de The Way se dá início através da faixa "Time to Understand". São cerca de quatorze minutos de uma verdadeira aula de musicalidades impregnadas de tendências sinfônicas. A banda mostra uma verdadeira gama de sons, misturando vários tipos de ritmos e humor em uma execução musical onde é mais do que evidente que estamos ouvindo músicos estudados, treinados e acima de tudo, talentosos. A tecladista VIRGINIA PERAZA faz um trabalho soberbo e em meio a toda essa variação que a música possui o ouvinte ainda é presenteado com um solo final do guitarrista ROBERTO DÍAZ de extrema beleza e feeling.

"Spring Knocks on the Door of Men" é um épico com cerca de vinte minutos, logo, é uma faixa que deve ser apreciada de forma atenta, pra que assim, o ouvinte possa captar melhor cada momento que é o dessa viagem sonora. Seu começo já mostra uma passagem instrumental suave e encantadora liderada primeiramente pelos teclados e depois por um ótimo trabalho de guitarra. Após a música ficar em um ar mais atmosférico o vocal aparece dando nova direção a faixa. É importante deixar claro e pra evitar ser injusto, que apesar de novamente os destaques estarem na maioria das vezes através das guitarras e teclados, bateria e baixo também executam suas funções com maestria e vale a pena abrir bem os ouvidos e valorizar cada um dos músicos envolvidos. Também possui uma passagem instrumental pouco antes da sua metade que faz com que o ouvinte caso esteja envolvido na seja transportado a outro mundo, um lugar onde reina a paz, o ar é puro e os campos verdes imperam. A explosão sonora causada pela orquestração criada pelo teclado constrói uma nova atmosfera e finalizam o momento mais belo de toda a canção. Não basta apenas criar uma música com quase meia hora, tem que saber fazer com que soe agradável e em nenhum momento seja vista como uma obra arrastada. "Spring Knocks on the Door of Men" é tudo isso e muito mais, desperta uma alquimia de sons, várias emoções, humor. Uma suíte do jeito que deve ser feita, obtendo assim bastante êxito no seu resultado final. Sensacional pra dizer o mínimo.

"Flying to the Sun" começa através de um mellotron que causa certo arrepio. A banda então entra na música de forma completa. Tem uma ótima linha de baixo e uma base sinfônica bastante criativa. Destaque também para as guitarras que sucedem uma linha coral dos teclados por volta do meio da canção. Ainda sobre os teclados ele é responsável por uma interrupção de humor na faixa e que a dá uma espécie de ar de filme de terror. O clima de tensão e nervosismo criado é quebrado para que a faixa termine com a levada que cominou a sua primeira metade.

O álbum finaliza através da faixa "Cosmic Man", música mais curta de todo do disco, ainda que tenha pouco mais de 8 minutos. Confesso que tem um começo que não me cativou tanto, não que isso me faça dizer que é ruim, mas soa muitas vezes repetitivo demais. Mas nas partes instrumentais da segunda metade da faixa as coisas novamente soam surpreendente como vinha acontecendo durante todo o álbum. Um trabalho sinfônico belíssimo, guitarra e uma cozinha consistente que permanecem assim até irem desaparecendo por completo fazendo "The Way" chegar ao fim.

The Way é um álbum que pode prendê-lo por um bom tempo e que venha a lhe arrancar sensações diferentes a cada audição. Obrigatório principalmente aos amantes de sonoridades sinfônicas.

Faixas:

1.Time To Understand - 13:59
2.Spring Knocks On The Door Of Men - 26:32
3.Flying To The Sun - 9:33
4.Cosmic Man - 8:18

Músicos:

Carlos Sosa - vocal
Roberto Díaz - guitarra acústica, guitarra elétrica e backing vocal
Virginia Peraza - teclado e backing vocal
Yaroski Corredera - baixo
José Manuel Govin - bateria




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Anima Mundi"


Black Sabbath: Tony Iommi explica como tocar ParanoidBlack Sabbath
Tony Iommi explica como tocar "Paranoid"

Iron Maiden: o passado vergonhoso registrado em fotosIron Maiden
O passado vergonhoso registrado em fotos

Gosto duvidoso: As piores capas da história do Rock e Heavy MetalGosto duvidoso
As piores capas da história do Rock e Heavy Metal

Guns N' Roses: a trágica história do baixista fundadorGuns N' Roses
A trágica história do baixista fundador

Hard Rock: as 25 melhores músicas acústicas do gêneroHard Rock
As 25 melhores músicas acústicas do gênero

Pantera: ouça canção inédita de Dimebag DarrellPantera
Ouça canção inédita de "Dimebag" Darrell

Nathan Nate Gale: O assassino de Dimebag DarrellNathan "Nate" Gale
O assassino de Dimebag Darrell


Sobre Tiago Meneses

Um amante do rock em todas as suas vertentes, mas que desde que conheceu o disco Selling England by the Pound do Genesis, teve no gênero progressivo uma paixão diferente.

Mais matérias de Tiago Meneses no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336