Anima Mundi: Obrigatório para amantes de sonoriddes sinfônicas
Resenha - Way - Anima Mundi
Por Tiago Meneses
Postado em 04 de fevereiro de 2017
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
ANIMA MUNDI é uma banda com boa fama europeia que de certa forma já desperta a curiosidade unicamente por se tratar de um grupo cubano de rock progressivo. Mas muito mais do que simplesmente o fator geográfico, merece uma menção por aquilo que de fato mais importa, o seja, a música apresentada. The Way trata-se do seu terceiro álbum e sem sombra de dúvida sua obra mais ambiciosa musicalmente. São um total de 4 faixas distribuídos em quase 60 minutos de músicas executadas com maestria.
A jornada de The Way se dá início através da faixa "Time to Understand". São cerca de quatorze minutos de uma verdadeira aula de musicalidades impregnadas de tendências sinfônicas. A banda mostra uma verdadeira gama de sons, misturando vários tipos de ritmos e humor em uma execução musical onde é mais do que evidente que estamos ouvindo músicos estudados, treinados e acima de tudo, talentosos. A tecladista VIRGINIA PERAZA faz um trabalho soberbo e em meio a toda essa variação que a música possui o ouvinte ainda é presenteado com um solo final do guitarrista ROBERTO DÍAZ de extrema beleza e feeling.
"Spring Knocks on the Door of Men" é um épico com cerca de vinte minutos, logo, é uma faixa que deve ser apreciada de forma atenta, pra que assim, o ouvinte possa captar melhor cada momento que é o dessa viagem sonora. Seu começo já mostra uma passagem instrumental suave e encantadora liderada primeiramente pelos teclados e depois por um ótimo trabalho de guitarra. Após a música ficar em um ar mais atmosférico o vocal aparece dando nova direção a faixa. É importante deixar claro e pra evitar ser injusto, que apesar de novamente os destaques estarem na maioria das vezes através das guitarras e teclados, bateria e baixo também executam suas funções com maestria e vale a pena abrir bem os ouvidos e valorizar cada um dos músicos envolvidos. Também possui uma passagem instrumental pouco antes da sua metade que faz com que o ouvinte caso esteja envolvido na seja transportado a outro mundo, um lugar onde reina a paz, o ar é puro e os campos verdes imperam. A explosão sonora causada pela orquestração criada pelo teclado constrói uma nova atmosfera e finalizam o momento mais belo de toda a canção. Não basta apenas criar uma música com quase meia hora, tem que saber fazer com que soe agradável e em nenhum momento seja vista como uma obra arrastada. "Spring Knocks on the Door of Men" é tudo isso e muito mais, desperta uma alquimia de sons, várias emoções, humor. Uma suíte do jeito que deve ser feita, obtendo assim bastante êxito no seu resultado final. Sensacional pra dizer o mínimo.
"Flying to the Sun" começa através de um mellotron que causa certo arrepio. A banda então entra na música de forma completa. Tem uma ótima linha de baixo e uma base sinfônica bastante criativa. Destaque também para as guitarras que sucedem uma linha coral dos teclados por volta do meio da canção. Ainda sobre os teclados ele é responsável por uma interrupção de humor na faixa e que a dá uma espécie de ar de filme de terror. O clima de tensão e nervosismo criado é quebrado para que a faixa termine com a levada que cominou a sua primeira metade.
O álbum finaliza através da faixa "Cosmic Man", música mais curta de todo do disco, ainda que tenha pouco mais de 8 minutos. Confesso que tem um começo que não me cativou tanto, não que isso me faça dizer que é ruim, mas soa muitas vezes repetitivo demais. Mas nas partes instrumentais da segunda metade da faixa as coisas novamente soam surpreendente como vinha acontecendo durante todo o álbum. Um trabalho sinfônico belíssimo, guitarra e uma cozinha consistente que permanecem assim até irem desaparecendo por completo fazendo "The Way" chegar ao fim.
The Way é um álbum que pode prendê-lo por um bom tempo e que venha a lhe arrancar sensações diferentes a cada audição. Obrigatório principalmente aos amantes de sonoridades sinfônicas.
Faixas:
1.Time To Understand - 13:59
2.Spring Knocks On The Door Of Men - 26:32
3.Flying To The Sun - 9:33
4.Cosmic Man - 8:18
Músicos:
Carlos Sosa - vocal
Roberto Díaz - guitarra acústica, guitarra elétrica e backing vocal
Virginia Peraza - teclado e backing vocal
Yaroski Corredera - baixo
José Manuel Govin - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
A obra-prima do Pink Floyd que, para Roger Waters, quase foi arruinada por David Gilmour
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual
O músico que intimidou Jimmy Page; "Não conhecia ninguém que tocasse daquele jeito"
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
A canção do Iron Maiden que arrepia Bruce Dickinson; "genial"
A canção dos anos sessenta que Robert Plant sabia que jamais conseguiria superar
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
As 10 melhores bandas de heavy metal do País de Gales, segundo a Metal Hammer
O guitarrista que Keith Richards não queria que entrasse nos Stones, apesar de tocar muito
A música sobre bissexualidade que Nando Reis não canta por causar desconforto
Presença de Palco: dicas para iniciantes
James Hetfield decepcionaria fãs com sua lista de músicas preferidas do Metallica


Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Metallica: um DVD com título mais do que adequado



