The Cold Light Industry: "Draconian Times" se choca com "Oxigene"
Resenha - Orbiting Earth - Cold Light Industry
Por João Renato Fontes
Postado em 25 de setembro de 2016
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Talvez você seja jovem demais pra se lembrar do impacto que "Oxigene" de Jean Michel Jarre causou no mundo da música na segunda metade da década de 70. Algo semelhante conseguiu o Paradise Lost com o seu clássico "Draconian Times" quase vinte anos depois. Talvez você nunca tenha parado para escutar esses álbuns. Porém, ambos são discos indispensáveis e dígnos da audição dos amantes da boa música.
Agora, por quê começar essa resenha citando essas duas pérolas? Simples! O The Cold Light Industry é um projeto de um homem só que consegue reunir com primazia as caracteristicas Sci-Fi do Space/Ambient com o peso e o feeling do Gothic Metal. A prova está aqui, nesse segundo álbum chamado "Orbiting Earth".
Antes de tudo, tive que fazer uma rápida pesquisa no Google para descobrir que esse é um disco conceitual, tratando dos movimentos, fenômenos e acontecimentos lunares.
O álbum abre de forma Wagneriana com "EarthRise". Poderia ser apenas uma introdução lenta, sombria e desnecessária , no entanto é uma faixa completa que resume as melodias presentes em todo o trabalho. É importante ressaltar que, como um bom disco progressivo, existe um tema (ou dois, ou três) que se repete, permeia e se altera a cada canção, fazendo com que o material funcione de maneira contínua.
A bolacha começa ganhar forma em "Synchronous Rotation" mas só explode definitivamente na pesada "Gradient", com suas variações de tempo e um excelente trabalho de timbres.
Falando de timbres, a escolha dos mesmos foi muito acertada e transparece um bom gosto sublime. Isso pode ser notado na Power-Balad "Transiente Phenomena" com seus quase 8 minutos e na sombria "Motion - Sidereal" que vem em seguida e abre para a Mid-Tempo "T.O.S.: The Eclipsed Earth". Aqui é fácil perceber a intenção Wagneriana da obra pois, "T.O.S." invoca de maneira direta melodias que foram apresentadas nas faixas anteriores como "Synchronous Rotation", por exemplo.
E então o álbum volta a explodir com a violenta, porém curta, "Motion - Synodic", apresentando quebras de tempo e um andamento aceleradíssimo. Uma momento de tirar o fôlego, inteligentemente seguido da calma "Oceanus Procellarum" que começa a anunciar o fim.
A duas últimas são a apoteótica "Apollo (From 8 to 17)" carregada de climas tensos e um ótimo solo de teclado, e a tranquila "EarthDown" que realmente faz o disco acabar como se estivéssemos vendo a Terra se por no horizonte lunar. Enfim, uma excelente experiência!
Esse disco, por mim, só não leva um 10 por não ter sido lançado de forma física, sendo encontrado somente na página oficial do grupo: tcli.bandcamp.com
Escute-o com atenção e em alto e bom som!!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A música do Metallica que Kirk Hammett quer deixar como lembrança de sua obra como guitarrista
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
Morre Bob "Bobby" Weir, cofundador do Grateful Dead, aos 78 anos
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
Morre Terry Sullivan, baterista da formação clássica do Renaissance
O maior álbum ao vivo de todos os tempos para Slash, e que agora nunca mais teremos
Paul Stanley relembra o dia em que ele chegou mais perto de socar um membro do Kiss no palco
Led Zeppelin e a fala que Robert Plant tem vergonha mas não tem como apagar da história

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



