Matérias Mais Lidas

Iron Maiden: debilitado, Paul Di'Anno depende de vaquinha virtual para fazer cirurgiaIron Maiden
Debilitado, Paul Di'Anno depende de vaquinha virtual para fazer cirurgia

Nirvana: Kurt Cobain era meio pau no c*, diz produtorNirvana
"Kurt Cobain era meio pau no c*", diz produtor

Paul Stanley: não consegue cantar Kiss e se arrisca no R&B? Saiba a resposta delePaul Stanley
Não consegue cantar Kiss e se arrisca no R&B? Saiba a resposta dele

Metallica: Uma versão de Battery que todo headbanger sempre quis ouvirMetallica
Uma versão de "Battery" que todo headbanger sempre quis ouvir

Mötley Crüe: Vince Neil e namorada são criticados por foto caçando animaisMötley Crüe
Vince Neil e namorada são criticados por foto caçando animais

Guns N' Roses: guitarrista ex-Black Crowes recusou entrar para a banda por duas vezesGuns N' Roses
Guitarrista ex-Black Crowes recusou entrar para a banda por duas vezes

Bruce Dickinson: O Iron Maiden é melhor que o MetallicaBruce Dickinson
"O Iron Maiden é melhor que o Metallica"

Hard Rock e Heavy Metal: Os 10 videos mais toscos sem quererHard Rock e Heavy Metal
Os 10 videos mais toscos "sem querer"

Snowy Shaw: ex-King Diamond se oferece para substituir Marko Hietala no NightwishSnowy Shaw
Ex-King Diamond se oferece para substituir Marko Hietala no Nightwish

Metallica: TikToker que calou haters na guitarra agora tem patrocínio da Sully GuitarsMetallica
TikToker que calou haters na guitarra agora tem patrocínio da Sully Guitars

Carlinhos Brown: ele diz que provocou garrafadas no Rock in Rio 2001 e explica razãoCarlinhos Brown
Ele diz que provocou garrafadas no Rock in Rio 2001 e explica razão

Nirvana: Kurt Cobain cuspiu no piano de Elton John pensando ser de Axl Rose.Nirvana
Kurt Cobain cuspiu no piano de Elton John pensando ser de Axl Rose.

Rodolfo Abrantes: O sonho da minha mãe era eu voltar aos RaimundosRodolfo Abrantes
"O sonho da minha mãe era eu voltar aos Raimundos"

Di'Anno: Harris é como Hitler e o Maiden é entediante!Di'Anno
"Harris é como Hitler e o Maiden é entediante!"

Classic Rock: As 100 maiores músicas do século... até agora!Classic Rock
As 100 maiores músicas do século... até agora!


Matérias Recomendadas

Fotos de Infância: Skid RowFotos de Infância
Skid Row

Guitar World: os 100 piores solos de guitarra da históriaGuitar World
Os 100 piores solos de guitarra da história

Sexo e Rock and Roll: músicas com conotação sexualSexo e Rock and Roll
Músicas com conotação sexual

Runaways: Jackie Fox conta como foi estuprada por Kim FowleyRunaways
Jackie Fox conta como foi estuprada por Kim Fowley

Gilby Clarke: Axl me disse aproveite seu último showGilby Clarke
Axl me disse "aproveite seu último show"

Tunecore
Baladas de Sangue

Bal-Sagoth: No exato limite entre black e power metal

Resenha - Starfire - Bal-Sagoth

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Matheus Bernardes Ferreira
Enviar Correções  

Bal-Sagoth é uma banda inglesa de York fundada no começo da década de 90 e Starfire Burning Upon the Ice-Veiled Throne of Ultima Thule é o seu segundo álbum, o primeiro a misturar black metal e power metal sinfônico em tentativa de compor a música mais épica jamais feita.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Os irmãos Chris e Jonny Maudling tocam todos os instrumentos do álbum e assinam juntos a composição de todas as músicas. Já o auto-proclamado "Lord" Byron Roberts é o responsável pelo vocal e pelas peculiares histórias que o álbum conta. Byron utiliza o Bal-Sagoth tanto para interpretar suas estórias quanto para promovê-las, já que ele é escritor e possui livros publicados cujas estórias convergem com as contadas nas letras das músicas. O talento de Byron como letrista é indiscutível. Suas estórias são ambientadas em fictícias civilizações que teriam existido na pangéia terrestre há milhares de anos atrás e possuíam artes e poderes superiores tidos hoje como impossíveis ou sobrenaturais, que teriam provocado seu total aniquilamento. Suas principais influências literárias são Robert E. Roward, Ashton Clark Smith e H. P. Lovrecraft e, para quem não os conhecem, espere encontrar bastante sangue, morte, horror, poder, glória e êxtase, perpetradas com auxilio das melodias mais épicas possíveis. É uma proposta ousada, que beira o ridículo. A banda assumiu a máxima que diz que se for para fazer algo ridículo, que a faça bem feito. E eles já começaram pelos hilários nomes das músicas e aos alienígenas termos que eles referem, tais como Kor-Avul-Thaa, Gul-Kothoth e Mytos K'unn.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Musicalmente, a banda situa-se no exato limite entre black e power metal. A intensidade da pegada é assustadora. Chris Maudling irrompeu em uma cartase explosiva de riffs técnicos e melódicos que se alternam indiscriminadamente a cada verso e que não mínguam por nada. Seu irmão Jonny, inconformado, engolfou a sonoridade das guitarras com o que conseguiu extrair de mais apoteótico de seus sintetizadores, oras com temas ultra-melódicos, oras com pesadas camada de fundo. Não satisfeito, ele sentou na banqueta e desceu o braço nos caixotes e na prataria, demonstrando eficiência nos rudimentos e virtuosismo nos infernais blast-beats, além de abusar impiedosamente do pedal duplo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O vocal de Byron confere ao álbum o seu mais distinto artifício: a alternância entre o vocal gutural agudo e a voz narrativa grave. A narrativa não foi utilizada apenas para incrementar uma ou outra passagem, mas se estabelece como elemento primário da composição. A narração chaga a ser mais utilizada do que o gutural, o vocal propriamente dito, evitando assim que o ouvinte se sobrecarregue com gritaria excessiva que, somada ao extremismo instrumental, poderia fazer da música uma experiência dolorosa. Por outro lado, as narrações, quando ouvidas fora do contexto, atribuem às musicas um constrangedor ar de tosquice, pois Byron não se limita apenas a contar as estórias, ele quer revivê-las magistralmente. Temos vozes sussurradas, gritos de guerra, insultos rancorosos, tudo dotado de uma frieza mecânica deliberada e em eficiente contraste com os bestiais guturais. Eis a essência do Bal-Sagoth.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O dinamismo entre bateria, guitarra e teclado impressiona, seja pela pluralidade de inúmeras mudanças rítmicas ao longo das músicas, seja pela a coesão. A estrutura das músicas é extremamente complexa. Por terem narrativas lineares quase não há repetição de versos, não há refrãos, não há solos convencionais, só a incessante moagem infernal. De modo geral, a composição soa exagerada por causa dos excessivamente fantásticos temas de teclado, mas, antes de notarmos o quão patético um tema possa parecer, logo ele é soterrado por outra avalanche rítmica mais formidável ainda. Paralelo a isso, as robustas narrações em contraponto às entusiasmadas gritarias adicionam o elemento de excentricidade que faltava para a música caracterizar-se genuinamente como a mais audaciosa e inovadora tentativa de metal épico já realizada.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Excetuando os instrumentais prólogo, interlúdio (faixa 6) e o epílogo, todas as faixas seguem a mesma pegada, sem grandes destaques individuais. De modo geral, a banda deixa o melhor para o final de cada música, com as passagens mais épicas e melhores melodias localizadas no ultimo terço da faixa. A maior deficiência do álbum está em sua mixagem abafada e imperfeita que permitiu que a altura do som do vocal variasse de música para música, entre outros desarranjos comprometedores. Certamente um som mais limpo e cristalino favoreceria a sonoridade do álbum, que possui uma evidente proposta técnica e de primazia da qualidade sonora, por mais que a banda possua óbvias raízes no black metal. O que de forma alguma tira o brilho deste excelente álbum.

Starfire... é a redefinição da música épica. Se o power metal melódico não está mais suprindo sua carência de energia musical, então tente este álbum. Recomendado para todos os fãs de música melódica extrema.

Bal-sagoth
Starfire Burning Upon the Ice-Veiled Throne of Ultima Thule, 1996
Black / Power Metal (Inglaterra)

Lista de músicas:

Black Dragons Soar above the Mountain of Shadows (Prologue) (3:05)
To Dethrone the Witch-Queen of Mytos K'unn (The Legend of the Battle of Blackhelm Vale) (6:45)
As the Vortex Illumines the Crystalline Walls of Kor-Avul-Thaa (6:35)
Starfire Burning Upon the Ice-Veiled Throne of Ultima Thule (7:23)
Journey to the Isle of Mists (Over the Moonless Depths of Night-Dark Seas) (1:11)
The Splendour of a Thousand Swords Gleaming Beneath the Blazon of the Hyperborean Empire (6:03)
And Lo, When the Imperium Marches Against Gul-Kothoth, Then Dark Sorceries Shall Enshroud the Citadel of the Obsidian Crown (6:28)
Summoning the Guardians of the Astral Gate (6:09)
In the Raven-Haunted Forests of Darkenhold, Where Shadows Reign and the Hues of Sunlight Never Dance (6:29)
At the Altar of the Dreaming Gods (Epilogue) (2:29)

Músicos:

Byron Roberts / Vocals
Jonny Maudling / Bateria, Teclado
Chris Maudling / Guitarra, Contrabaixo


Stamp
Receba novidades de Rock e Heavy Metal por Whats App


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Led Zeppelin: Stairway To Heaven vale mais de US$500 milhões?Led Zeppelin
"Stairway To Heaven" vale mais de US$500 milhões?

Engenheiros do Hawaii: análise da música Somos quem podemos serEngenheiros do Hawaii
Análise da música "Somos quem podemos ser"


Sobre Matheus Bernardes Ferreira

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, enviando sua descrição e link de uma foto.