Tedeschi Trucks Band: Mostrando que são grandes
Resenha - Let Me Get By - Tedeschi Trucks Band
Por Victor Freire
Fonte: Rock n Prosa
Postado em 13 de maio de 2016
Nota: 10 ![]()
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Apontada por muitos produtores como a próxima grande banda, o Tedeschi Trucks Band lançou no início do ano mais um álbum. O Let Me Get By (2016), sucessor do excelente Made Up Mind (2013), veio firmar ainda mais o som da banda. Diversidade musical e mistura de estilos – variando entre funk, jazz e blues – são elementos fortes do álbum. Isso ficou bem evidente em Anyhow, primeira faixa do álbum e single. Todos os 12 músicos da banda marcam presença nas músicas adicionando melodias diversas nos vocais, nos metais e piano, mas claro que os destaques maiores ficam para os vocais sempre marcantes (e poderosos) de Susan Tedeschi e os arranjos puro feeling de – um dos melhores guitarristas da atualidade – Derek Trucks.
A guitarra de Derek canta junto com Susan em todas as músicas, isso é fato nas músicas do Tedeschi Trucks Band (TTB), para quem já acompanhava a banda nos trabalhos anteriores. A impressão que tive escutando o álbum foi que eles expandiram a linha que vinha sendo trabalhada no Made Up Mind (2013). O Revelator (2011), primeiro álbum deles, é um pouco "cru", por assim dizer. Isto é, ele não explora 100% a capacidade da banda, fica mais restrito a guitarra e vocal. Antes que me critiquem, não estou dizendo aqui que o álbum é ruim, pelo contrário. No Made Up Mind (2013) eles começaram a incluir mais backin’ vocals e até usaram os "backin’ vocals" como vocalistas principais em algumas partes. No Let Me Get By (2016) isso foi ainda mais explorado, como no refrão estilo "gospel-funk" de Don’t Know What It Means.
Em termos de variação melódica e de estilos nas músicas esse álbum está bem acima dos outros. A faixa-título, Let Me Get By, é diferente de tudo o que o TTB lançou até agora, com um riff no órgão bem marcante no início, juntamente com o solo de Derek no melhor estilo soul. O refrão é tão pegajoso quanto o de Anyhow, deve funcionar muito bem ao vivo.
Como havia dito, esse álbum trouxe muitas inovações por parte do som do TTB, a primeira delas, que acabei não mencionando, é que temos Susan pela primeira vez solando em uma música (que foi Don’t Know What It Means); e temos também a primeira vez em que o backin’ vocal Mike Mattison (que também gravou parte da música Made Up Mind como principal) assume inteiramente os vocais de uma música, como foi na excelente (e cheia de jams) Crying Over You/Swamp Raga for Hozapfel, Lefebvre, Flute and Harmonium e Right on Time (com sua levada mais cabaret). O detalhe é que essas músicas foram compostas por Mike, que sempre teve uma grande contribuição no trabalho do TTB nos álbuns anteriores.
No final da audição, acho que a palavra que melhor descreve o Let Me Get By (2016) é "independência". O TTB se desprendeu de qualquer corrente que pudesse estar segurando-os. A banda teve total liberdade musical para compor e gravar da forma que achou melhor o seu álbum, sem exigências de gravadoras ou fãs "diehard". O resultado foi essa obra diversificada e agradável aos ouvidos. Ao som de In Every Heart, depois de um brilhante solo no slide, por Derek, paro para contemplar o álbum como um todo e imagino o que ainda vem daqui para frente por eles. Assim como do Revelator (2011) para o Made Up Mind (2013) tive várias surpresas, elas aumentaram agora com esse novo álbum.
1.Anyhow
2.Laugh About It
3.Don’t Know What It Means
4.Right on Time
5.Let Me Get By
6.Just as Strange
7.Crying Over You/Swamp Raga for Hozapfel, Lefebvre, Flute and Harmonium
8.Hear Me
9.I Want More
10.In Every Heart
Outras resenhas de Let Me Get By - Tedeschi Trucks Band
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