Belchior: Uma nova fase do Black Metal
Resenha - Belchior - Belchior
Por Pedro Hewitt
Postado em 19 de dezembro de 2015
Por vezes, há os que nascem dotados de talentos musicais diversificados, seja na habilidade de cantar, tocar algum instrumento, já outros, não. Dentre os que nascem com as competências citadas, há aqueles que sabem tocar, de um jeito X ou de outro Y vários instrumentos ou cantar de diversas maneiras. Antonio de Mello (Belchior), versátil músico residente dos EUA (Porém é brasileiro) é mais um exemplo dentre esses multi-instrumentistas que desenrolam perfeitamente que chegam a dispensar uma banda de 4 ou 5 membros. Dentre hordas como a Belchior, que, por qualquer motivo que seja, acabam tocando e gravando todos os instrumentos do álbum mais facilmente do que com um conjunto, também ressalto que há aqueles que fazem tudo isso de uma só vez, ou seja, ao vivo.
Trilhando caminhos áureos de grandes velharias de Darkthrone e Celtic Frost (Apenas exemplos rápidos, há muitos que observei no decorrer das faixas), quando estavam no auge do cenário exterior, tendo algumas pegadas próprias, Belchior Horda faz um som que é 100% de Raw Black Metal.
Com uma produção impecável (100% a cargo de Antonio), o debut pela qual foi recentemente lançado no Brasil possui riffs interessantes e objetivos, uma técnica que surpreende qualquer apreciador da música extrema (Apesar de ser one-man-band), 8 faixas (Sendo duas delas retiradas da demo de 2007) despejadas e organizadas da melhor maneira possível, enquanto a cozinha reta dá o tom com algumas pequenas quebradas interessantes e meteóricas, possuindo teclados para mudar um pouco do padrão pela qual ouvimos normalmente. As letras abordam temas que geram curiosidade só por ler os títulos, deixando uma marca de empolgação a cada minuto que se passa.
Uma das peculiaridades especiais que reparo desde a primeira faixa é como Belchior consegue cantar de maneira suja e bem feita e tornar os instrumentos bem fora do comum em certos momentos. Destaque para as faixas ‘Kingdom Of The Midnight Arts’ (Pelo fato da duração de 13 minutos ter algo fora do padrão Black Metal, o lado mais classic e mais diferente dos instrumentais tradicionais), ‘A Life With No Light: Unholy Ghost’, ‘Enthroned By Hell’s Fire’ (Faixa que com certeza seria ideal para algum filme de terror, só a entrada arrepia, tendo até um solo pra diferenciar mais uma vez), ‘…Cold Winds Are Calling Me…’ (Surpreendente. Possui até um video polêmico nas redes sociais onde há um suposto ritual real). A dinâmica e energia do disco faz com que o ouvinte se prenda durante toda a audição, mesmo com algumas das faixas de duração um pouco extensa.
Faixa 7 e 8 não foram re-gravadas, continuaram na mesma gravação da demo, mas que merecem uma mixagem mais profissional em um futuro material.
As demais faixas estão tão intensas que por vezes é difícil dizer qual a melhor. Em ‘A Life With No Light: The Olden Days’, com um ritmo irresistível que faz ser impossível impedir a cabeça balançar, Belchior alterna em riffs um pouco arrastados, com uma bateria nem lenta e nem rápida, com um fundo que parece ser retirado de algum galpão, que fez com a voz ficasse ecoasse de forma sensata e simples, me lembrando até de umas pegadas de DSBM por volta dos 3 minutos. Não bastava ter um som bem destacado, precisa ter um cover da lenda Mystifier, ‘Beelzebuth’ na faixa 3.
Um único ponto negativo é que no encarte além de está o mais simples possível, há apenas uma foto com um efeito tenebroso, infos de faixas (Como já tinha na contracapa poderia ter botado nem que seja 3 letras) e infos de gravações/detalhes a mais, porém isso não vem ao caso quando se trata de sons como os que ouvirá/ouviram. Arte desenvolvida por Brutal Disorder, onde proporcionou exatamente o que se trata todo material.
A identidade da Belchior Horda representa uma nova fase do Black Metal, diferenciando-se de muitos projetos, lidando a um molde de harmonia, deixando uma marca característica épica que merece um outro material o quanto antes para continuação.
Belchior: Guitarras, baixo, keyboards, vocais, baterias e produção em geral
1 . A Life With No Light: The Olden Days
2 . Kingdom Of The Midnight Arts
3 . Beelzebuth (Mystifier cover)
4 . A Life With No Light: Unholy Ghost
5 . Enthroned By Hell’s Fire
6 . …Cold Winds Are Calling Me…
7 . Orgy In The House Of Your God*
8 . I Despise Jesus Christ*
Contato:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Iron Maiden se manifesta sobre apagão em show de Paris
Queen + Adam Lambert acabou? O próprio vocalista responde
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
O clássico que quase foi para o lixo por ser "pop" e parecer música de parque de diversões
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
A melhor banda de rock de todos os tempos, segundo o ator Pedro Pascal
As 20 músicas mais subestimadas do Iron Maiden, em lista da Classic Rock
Brian May, do Queen, revela qual o seu solo de guitarra favorito
A música dos Beatles que Keith Richards considera a melhor; "Eu estava lá, e foi lindo"
Quem é o maior baterista do mundo? Ringo Starr não tem dúvidas sobre a resposta


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



