Brutal Morticínio: Grande aproximação de sua identidade própria

Resenha - Obsessores Espíritos das Florestas Austrais - Brutal Morticínio

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Por Vitor Franceschini
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Se analisarmos rapidamente este segundo trabalho dos gaúchos do Brutal Morticínio a definição seria a seguinte: uma evolução natural e uma grande aproximação de sua identidade própria. Afinal, a banda mantém os elementos do primeiro disco "Despertar dos Chacais... O Outono dos Povos" (2008), mas adiciona mais personalidade à sua música.

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Outro fator preponderante em "Obsessores Espíritos das Florestas Austrais" é o fato de a banda estar investindo ainda mais no Black Metal visceral, deixando outras influências de lado. Além do mais, o novo álbum mostra mais versatilidade em questão rítmica e de melodia.

Mantendo a essência ríspida nos riffs e variando no andamento das composições, o Brutal Morticínio consegue despertar vários sentimentos com seu som extremo e obscuro. Letras inteligentes que resistem ao cristianismo e mostram a essência pagã dos povos nativos da América são mais um atrativo.

Incluindo passagens em algumas quebradas e elementos acústicos na dose certa (sem nenhum exagero, a conta gotas, aliás), a banda se sai bem em praticamente todas as composições. De qualquer forma Não Darei a Outra Face, a melancólica Evocando os Espíritos Obsessores das Florestas Austrais e a melódica Vingança Ancestral chamam bastante atenção, além de uma das duas bônus Estúpido e Podre Homem Branco Cristão.

Os vocais cantados em português bem inteligíveis e a ideia de traduzir as letras para o inglês no encarte são louváveis. "Obsessores Espíritos das Florestas Austrais" ainda conta com uma produção que se encaixa perfeitamente à sonoridade proposta. Mais um clássico do Metal negro brasileiro.

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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