Accept: Fechando a trinca com chave-de-ouro
Resenha - Blind Rage - Accept
Por Vitor Franceschini
Postado em 20 de janeiro de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Blind Rage" fecha a trinca de ferro iniciada por "Blood Of The Nations" (2010) e, posteriormente, "Stalingrad: Brothers in Death" (2012). Álbuns que marcaram o retorno triunfal do Accept, tendo como frontman o carismático Mark Tornillo, uma escolha mais do que acertada.
Impressiona a qualidade destes três trabalhos e como a banda conseguiu manter suas características moldadas no início dos anos 80 quando lançou os clássicos "Restless and Wild" (1982), "Balls To The Wall" (1983) e "Metal Heart" (1985). Aliás, única trinca que talvez supere esta atual.
"Blind Rage" tem como diferencial de seus antecessores a pegada mais agressiva e uma maior variação de ritmos. A essência se mantém, mostrando uma banda tinindo e composições de alto calibre, todas com a marca registrada do Accept: riffs a esmo e refrãos em coro.
Como já ficou comprovado nos dois álbuns anteriores, Mark Tornillo é um ótimo vocalista e, apesar da semelhança com o timbre do saudoso Udo Dirkschneider, o norte-americano parece mais ser versátil. Aliás, Tornillo é mais um caso de vocalista que se encaixou perfeitamente e faz com que quase toda saudade do baixinho Udo se vá.
Stampede, Dying Breed, Fall of The Empire (um dos riffs mais pesados da banda), 200 Years e seus riffs cavalgados típicos do Accept, além de Final Journey, podem ser os destaques de "Blind Rage" nessa tortuosa missão de destacar algo em um álbum como este.
A versão nacional traz ainda um DVD bônus gravado em Santiago, no Chile, durante a turnê de "Stalingrad". A apresentação é memorável, direta, sem muito papo com a galera. O repertório mescla clássicos como Breaker, Monsterman, Fast As Shark, Metal Heart, Balls to The Walls com sons mais novos como Hellfire e a já clássica Stalingrad. Com uma captação profissional o DVD acaba se tornando um bônus de luxo.
Se o Accept resolvesse encerrar a carreira após "Blind Rage" teria sido no auge de sua capacidade de compor e muito mais digno do que quando a banda encerrou as atividades da última vez com o mediano "Predator" (1996). O melhor disso tudo é que a banda não parece estar interessada nisso e vai muito bem, obrigado.
http://www.acceptworldwide.com/
https://www.facebook.com/accepttheband
Outras resenhas de Blind Rage - Accept
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
O melhor álbum solo de cada membro do Guns N' Roses, segundo o Loudwire
A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
A surpreendente melhor faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
Jeff Loomis conta como honrará o legado de Warrel Dane na nova formação do Nevermore
A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
Nevermore divulga documentário que mostra performance da nova formação
Left To Die retornará ao Brasil em setembro tocando clássicos do Death
As 5 bandas de rock progressivo mais estranhas de todos os tempos, segundo a Loudwire
Foo Fighters disponibiliza preview de 11 novas faixas em site oficial
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
A música do Metallica que deveria ter solo do Kirk, mas ele não apareceu e Cliff resolveu
Suzi Quatro: a importância da linda baixista para o rock
Site About.com elege os 5 melhores álbuns do Black Sabbath
A música que Nando Reis fez a letra, mas Samuel Rosa achou muito ruim

Accept: Perfeição e competência sempre!
O hit do Accept que "criou o thrash metal", segundo Wolf Hoffmann
Ex-vocalista do Accept diz que Udo é seu único amigo no núcleo que envolve a banda
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



