Eletrolíticos: Lado A, o primeiro disco da banda
Resenha - Lado A - Eletrolíticos
Por Rafael Popini
Postado em 07 de novembro de 2014
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
- É pra viagem? - Sim, é pra viagem.
O primeiro álbum do quinteto catarinense Eletrolíticos é um retrospecto eletrizante, um criativo passeio pela psicodelia sessentista concomitante com dois dos principais estilos da década de setenta, o hard rock e o funk. A excursão musical não estaciona aí, este é eminentemente um álbum para a estrada, em que o southern e o blues estão no volante durante toda a jornada. O nível de inspiração, composição e execução é admirável, chegando-se a um álbum multívio e eloquente, que certamente os conduzirá à consolidação. Não há de se falar em saudosismo, tampouco reprodução dos anos dourados do rock, o trajeto passa por outro desafio bem diferente, mesclar o melhor das influências assumidas e conduzi-las com esmero a um som autêntico. Bon voyage!
O Lado A começa acelerado com a música "For the Road", um desabafo autobiográfico da vida na estrada. O vocal urge como num balcão de country bar estivesse aguardando o seu próximo shot, enquanto os encaixes propiciados pelo instrumental seguram a onda. Rouba a cena ao final o solo de guitarra, um contagiante "keep rockin", puro malte-rock da melhor qualidade.
"Quando a canção chegar...", chega de surpresa. O seu início engana com o trem apitando distantemente e subitamente dá-se lugar a um sorteio implacavelmente balanceado de melodias funkiadas, pausas, solos, todos cheios de exuberância, permitindo à banda uma chance de mostrar suas habilidades num jamming insano.
É fácil aceitar a terceira música do álbum. "Aceita" é cuidadosamente agradável aos ouvidos e se presta àquela sensação singalong. Um rock em linha reta, que adiciona calor e uma dimensão mais suave ao trabalho, e que conta um fantástico duelo melódico entre vocal e guitarras.
A próxima é bem movimentada. Enquanto o vocal roda a veneno e o wah-wah come à solta, o bassline e a batera demonstram o quanto a interação entre a banda está na vanguarda. "Não sei se penso bem" é pura combustão com um final um tanto psicodélico.
"As cortinas" escurecem a estrada até então percorrida, trazendo o lado escuro da obra. Neo-psicodélica, com uma fusão do jazz e do blues-rock. Uma música bem densa, sem pressa e introspectiva, conta com vocais amenos, criando uma atmosfera sombria até então inexplorada. Um destaque.
"Dispersão" fecha a obra, propositadamente para o fim da estrada e pro começo de noite. Quem sabe é aquela pra levar pra casa e curtir "cheek to cheek". Uma primorosa interação de melodia, consistência e criatividade.
Agora, resta aguardar ansiosamente pelo "Lado B".
Track-list:
For the road
Quando a canção chegar...
Aceita
Não sei se penso bem
As cortinas
Dispersão
Escute aqui:
https://soundcloud.com/eletroliticos/sets/lado-a
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Especialista em ópera provoca fãs do Nightwish e coloca Tarja acima de Floor no canto lírico
Fernando Ribeiro cita Bolsonaro e Trump como exemplos de afastamento de Deus
As 10 bandas geniais que o metal esqueceu e não valorizou, segundo youtuber
Alissa White-Gluz descreve esforço "desafiador" de cantar no Dragonforce
5 clássicos do rock nacional que passam de 7 minutos de duração
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
A banda gigante do rock que Ritchie Blackmore disse que nunca conseguiu gostar
O músico que voltou do fundo do poço para salvar o Red Hot Chili Peppers
Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
Classic Rock: os 50 maiores álbuns de rock progressivo
Fotos de Infância: Arch Enemy
Rush: a música absurdamente difícil que eles gravaram num único take


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



