Sixx A.M.: Um novo caminho para a banda
Resenha - Modern Vintage - Sixx A.M.
Por Jean Forrer
Postado em 10 de outubro de 2014
Para lançar oficialmente seu terceiro e mais maduro álbum de estúdio, 'Modern Vintage', o Sixx A.M. se apresentou ao vivo pela primeira vez nos últimos 5 anos. No show que aconteceu nesta terça-feira (07), em Los Angeles, o grupo também anunciou sua primeira turnê como headliner. Como o próprio nome sugere, a ideia do disco é resgatar as influências oriundas principalmente dos anos 70 e dar a elas uma leitura moderna, e o primeiro single do álbum, 'Gotta Get It Right', já o faz. Lançada em agosto, a música escancara a influência de Queen logo na introdução. Pode parecer ambicioso o projeto conceitual de tentar resgatar o espírito dos anos 70 em um disco moderno, mas o Sixx A.M. o fez com naturalidade.
O fato de 'Modern Vintage' ser o primeiro disco da banda gravado por um baterista de verdade (Jeff Fabb, do Black Label Society), e não com baterias programadas, foi importante para que o álbum soasse da forma como Nikki Sixx, DJ Ashba e James Michael ambicionavam. "Foi a primeira vez que sentimos que era importante capturar aquela vibração de grande álbum, e trazer um baterista para gravar ao vivo realmente fez uma grande diferença. Ele trouxe a todo álbum e às músicas um respiro, um ar fresco", disse Ashba em entrevista ao Blabbermouth.
E por falar em Ashba, 'Stars', a primeira faixa do disco, começa com um riff de guitarra enérgico bem característico dele. A música também chama atenção pela linha vocal de personalidade e pelo refrão forte e marcante. 'Relief' é outra faixa onde a guitarra de Ashba se destaca e soa 'pra frente', como em um show ao vivo.
O cover da música 'Drive', da banda new wave do final dos anos 70, The Cars, deve surpreender os fãs. Com uma introdução lenta de piano, que serve de cama para a letra melancólica, a versão do Sixx A.M. para a canção clássica ajuda a cumprir a promessa de um disco que viaja pelo tempo misturando o novo com o velho.
Depois de lançar dois àlbuns que serviram como trilha sonora para livros cuja a inspiração eram temas pesados (o vício em drogas de Nikki Sixx e o conceito de bullying), músicas como 'Give Me a Love', 'Get Ya Some' and 'Miracle', que passeiam pelo hard rock, blues e funk, fazem de 'Modern Vintage' um disco mais "pra cima" e merecem ser destacadas. "Sentimos como se em 'The Heroin Diaries' e 'This is Gonna Hurt' nós tivéssemos exposto várias feridas e falado sobre como nos curarmos delas, mas sem ter tido a chance de realmente comemorar. Por isso acho que esse álbum é uma espécie de celebração", explicou Nikki Sixx à Revolver Magazine.
É possível que os fãs mais radicais de Mötley Crüe e Guns N' Roses repudiem o álbum por conta do lado 'Modern' que abre um novo caminho para o Sixx A.M., com a mistura de rock progressivo, hard rock e música eletrônica, mas a proposta de resgatar e dar nova roupagem ao 'Vintage' foi cumprida em cada uma das canções com uma liberdade criativa admirável. Vale ouvir de mente aberta.
(Por Mariana Schittini)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Como o grunge mudou o cenário do heavy metal nos anos 1990, segundo Dave Mustaine
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
O álbum que mudou a vida de Simone Simons (Epica)
O motivo pelo qual o fenomenal Angus Young do AC/DC odiava a banda Ramones
O último e decisivo grande sinal de esgotamento do Skank, segundo Samuel Rosa
O hit de Raul Seixas que ele fez aos 12 anos e Paulo Coelho desdenhou e se arrependeu


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



