Porcupine Tree: Belo disco, mesmo sem o brilhantismo de outrora
Resenha - Incident - Porcupine Tree
Por Marcos Aurélio
Postado em 14 de setembro de 2014
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Desde o aclamado In Absentia todos lançamentos do PORCUPINE TREE vem sendo muito esperados por seus fãs, apesar de algumas discordancias a banda conseguiu agradar a maioria com os discos seguintes. Porém, parece que na época de seu lançamento a ousadia do projeto décimo disco de estúdio da banda "The Incident" deixou os fãs ainda mais ansiosos.
Porcupine Tree - Mais Novidades
"The Incident" é um disco conceitual que tem como tema principal como acidentes afetam as pessoas em geral, o disco é composto por praticamente uma só música que é dividida em outras 14 seções quais vão se interligando dando a impressão de ser uma única longa música de 55 minutos.
Como era de se esperar a maioria dos elementos que marcaram o som da banda recentemente estão presentes no disco: os pesados e diretos riffs de guitarra, longas passagens instrumentais tanto quanto as mais intricadas e pesadas quanto as mais etéreas recheadas de teclados, além de toda a sensibilidade pop com algumas baladas repletas de belas melodias.
A duração das faixas variam desde a pequenos interlúdios com pouco mais de um minuto até a canções mais longas como peça central do disco Time Flies com seus quase 12 minutos. Certos momentos do disco a banda soa meio perdida e desinspirada, principalmente nas faixas mais curtas, mas é nas faixas mais longas que a banda mostra todo o seu potencial e qualidade.
Algumas faixas podem ser destacadas individualmente, como: "Drawing the Line" com seu refrão grudente e clima bem para cima, a já mencionada "Time Flies" que lembra bastante a fase "Animals" do PINK FLOYD (aposto que foi a intenção), o contraste de "Octane Twisted" (que dá nome ao disco ao vivo da turnê do álbum) que vai de momentos mais calmos até a quebradeira instrumental e a bela balada que encerra o disco, "I Drive the Hearse". Apesar desses destaques, a maioria das vezes não se percebe que as faixas estão passando o que torna a audição do disco bastante agradável.
Para a alegria dos fãs além do disco principal The Incident ainda trás um segundo disco, na duração de um EP, sem relação direta ao conceito das letras do primeiro disco e nem entre si. As faixas desse segundo disco mantém o bom nível do álbum, principalmente a bem estranha "Bonnie the Cat".
Talvez a audácia da banda de lançar um disco conceitual composto de só uma música pode ter assustado e desapontado alguns fãs mas não pode-se deixar de elogiar uma banda que mesmo com mais de 20 anos de carreira continua sempre experimentando sem repetir uma mesma fórmula na exaustão. Um belo disco, mesmo sem o brilhantismo de outrora ainda é uma audição muito recompensadora.
Disco 1: 55:08
1. The Incident
I. Occam's Razor (1:55)
II. The Blind House (5:47)
III. Great Expectations (1:26)
IV. Kneel and Disconnect (2:03)
V. Drawing the Line (4:43)
VI. The Incident (5:20)
VII. Your Unpleasant Family (1:48)
VIII. The Yellow Windows of the Evening Train (2:00)
IX. Time Flies (11:40)
X. Degree Zero of Liberty (1:45)
XI. Octane Twisted (5:03)
XII. The Séance (2:39)
XIII. Circle of Manias (2:18)
XIV. I Drive the Hearse (6:41)
Disco 2: 20:34
1. Flicker (3:42)
2. Bonnie the Cat (5:45)
3. Black Dahlia (3:40)
4. Remember Me Lover (7:28)
Tempo total: 75:42
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas
Justin Hawkins (The Darkness) volta a defender críticas feitas a Yungblud
A banda que mistura Black Sabbath com afrobeat que não sai do ouvido de André Barcinski
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Como Charlie Benante conseguiu sua vaga no Anthrax, segundo Scott Ian
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


