Neil Young: A Letter Home, o "disco da cabine"

Resenha - A letter home - Neil Young

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Por Flávio Siqueira
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Quem ouvir o mais novo álbum do bom e velho Neil Young, a Letter Home, lançado este ano, pode acabar achando estranha a qualidade da gravação. Não que seja uma gravação ruim, é apenas, digamos, diferente. O álbum foi produzido pelo ex-White Stripes, Jack White, e gravado em seu estúdio, Third Man Records, em Nashville. A Letter Home foi gravado numa cabine analógica de 1947, proporcionando uma sonoridade "vintage". Experiência inusitada em tempos nos quais toda uma parafernália tecnológica mexe e remexe trilhas e mais trilhas de gravações.

Em uma primeira audição, temos a impressão de que estamos ouvindo um disco de vinil. Aquele "chiado" também nos remete aos tempos crus de captação sonora, é como se Young tivesse reencarnado Robert Johnson para guiá-lo em A Letter Home. Contudo, o disco peca em único detalhe: é monótono. Excessivamente monótono. Nesse álbum, Young soa como um Roy Harper afetado. Longe das guitarras envenenadas de álbuns anteriores, temos em A Letter Home a sonoridade folk em uma estrutura mais simples e original, mas com o problema da monotonia.

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Mas apesar disso, Young é sempre Young. Se o álbum não agrada pelas músicas, vale pela experiência. Também não deixa de ser um bom álbum para ouvir tomando uma cerveja no meio de um churrasco num sábado ensolarado. Talvez entre no rol dos trabalhos mais lembrados dele. Pink Floyd tem o disco da vaca, Pearl Jam tem o disco do abacate, e Young tem o disco da cabine.

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Sobre Flávio Siqueira

Nascido e criado em Brasília, aos 14 anos pegou emprestado um "The Best of" do Pink Floyd. O choque foi tão grande que resolveu aprender guitarra somente para executar o solo de "Time". De lá pra cá vem estudando guitarra e apreciando bandas de stoner, grunge e rock progressivo, além de muito blues e algumas coisas de jazz e música erudita. Atualmente toca guitarra numa banda que mescla influências de stoner, grunge e uma pitada de rock psicodélico.

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