O artista que Bob Dylan e Neil Young concordam ter escrito as melhores canções
Por Bruce William
Postado em 10 de dezembro de 2025
A relação entre Bob Dylan e Neil Young sempre rendeu leituras curiosas em quem gosta de rastrear árvores genealógicas do folk e do rock. Um influenciou gerações, o outro construiu uma carreira que nunca pareceu pedir licença para ninguém, e ainda assim os dois acabam se encontrando num ponto bem específico: o respeito por certos compositores acima de qualquer disputa de estilo.
E isso diz bastante sobre o que eles valorizam numa canção. Não é nem questão de técnica ou sequer a produção mais refinada do estúdio, mas a capacidade de contar uma história com fraseado simples e melodia que gruda sem esforço. Quando os dois elogiam alguém com esse perfil, o comentário costuma carregar peso histórico.

O nome que junta essas duas pontas é o de Gordon Lightfoot, canadense responsável por clássicos como "If You Could Read My Mind", "Sundown" e "The Wreck of the Edmund Fitzgerald". A obra dele atravessou os anos 60 e 70 com um tipo de escrita que equilibra imagem, emoção e narrativa sem parecer pré-calculada, pontua a Far Out, que fez a correlação entre os três.
Dylan, que sempre teve um faro particular para letristas, resumiu essa admiração com a seguinte afirmação: "Não consigo pensar em nenhuma música do Gordon Lightfoot de que eu não goste. Toda vez que ouço uma música dele, é como se eu quisesse que ela durasse para sempre... Lightfoot foi um mentor por um bom tempo. Acho que provavelmente ainda é."
Já Neil Young reforçou esse mesmo peso quando Lightfoot faleceu, em maio de 2023: "Gordon foi um grande artista canadense. Um compositor sem paralelo. Suas melodias e palavras foram uma inspiração para todos os compositores que ouviram sua música, e continuarão sendo através dos tempos."
O interessante é que esse consenso entre Dylan e Young não surge apenas por patriotismo musical de vizinhos do norte. Ele aparece porque Lightfoot oferece exatamente o tipo de canção que os dois, cada um à sua maneira, sempre respeitaram: melodias claras, imagens fortes e uma escrita que não precisa de efeitos para cortar fundo.
Se a ideia é procurar um eixo comum entre dois artistas tão independentes e, às vezes, tão distantes em temperamento, esse ponto passa por Lightfoot e por esse jeito de compor que não tenta provar nada para ninguém - apenas entrega canções tão bem resolvidas que fazem sentido tanto para o rigor de Dylan quanto para a liberdade de Young, e é difícil não entender por que os dois colocaram o canadense nesse patamar.
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