Bruce Dickinson: "Tattooed Millionaire", sua estreia solo
Resenha - Tattooed Millionaire - Bruce Dickinson
Por Ivan Carlos Miranda
Postado em 25 de outubro de 2013
Após sete anos como vocalista da banda de HEAVY METAL britânica IRON MAIDEN, BRUCE DICKINSON decide que é hora de experimentar algo diferente, e emprega todo seu talento e criatividade em um novo trabalho. Com uma pegada HARD ROCK e músicas muito diferentes dos grandes clássicos que o consagraram, é lançado em maio de 1990, TATTOOED MILLIONAIRE, primeiro álbum de sua carreira solo.
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A gênesis da obra se deu quando DICKINSON, com a ajuda do guitarrista e velho amigo, JANICK GERS (ex-WHITE SPIRIT) gravou, no ano de 1989, "BRING YOUR DAUGHTER... TO THE SLAUGHTER", canção que fez parte da trilha sonora do filme "A NIGTMARE ON ELM STREET 5... THE DREAM CHILD" e posteriormente do álbum "NO PRAYER FOR THE DYING" do IRON MAIDEN. FABIO DEL RIO (bateria) e ANDY CARR (baixo) completam a banda. TATTOOED MILLIONAIRE, embora não figure entre os melhores álbuns de BRUCE DICKINSON, posições ocupadas por "ACCIDENT OF BIRTH" e "CHEMICAL WEDDING", faz-se indispensável pela interpretação perfeita de DICKINSON e pela qualidade de suas canções. Esse é sem dúvida um registro do vocalista em seu auge em agressividade, "cantando com as entranhas". Entre os anos de 1989 a 1992 o timbre de sua voz foi incomparável. Isso pode ser notado também nos álbuns do IRON MAIDEN no mesmo período.
A parceria DICKINSON e GERS deu tão certo em TATTOOED MILLIONAIRE, que quando ADRIAN SMITH decidiu deixar o IRON MAIDEN em 1989, DICKINSON o convidou para ser o novo guitarrista, cargo que ocupa até hoje, resistindo até mesmo à tempestades como a saída de DICKINSON em 1993, a era BLAZE e o retorno de ADRIAN SMITH e DICKINSON em 1999, quando ninguém imaginava que ele continuaria na banda. A prova de que a dupla sempre funcionou muito bem, esta no memorável DIVE! DIVE! LIVE!, um show com uma performance alucinante de GERS. Entre as composições inéditas de TATTOOED MILLIONAIRE, encontra-se um cover, "ALL THE YOUNG DUDES" de DAVID BOWIE.
Destaques do álbum: SON OF A GUN, TATTOOED MILLIONAIRE, BORN IN '58, ALL THE YOUNG DUDES e GYPSY ROAD.
Tracklist:
1 - SON OF A GUN - Uma música muito bem composta, vocal agressivo e pesado, alternados entre trechos suaves, em que pode-se ouvir somente bateria e voz, e outros mais poderosos em que a banda toda explode. Destaque para o momento que antecede o solo. Uma de minhas favoritas nesse álbum.
2 - TATTOOED MILLIONAIRE - Uma levada simples, mas empolgante. O refrão, com os vocais oitavados de BRUCE, é simplesmente perfeito e fica gravado na mente... Fantástica!
3 - BORN IN '58 - Uma canção intimista, com uma levada envolvente e suave, muito agradável. O drive leve e preciso da guitarra, aumenta de intensidade gradualmente, atingindo seu ápice no refrão, que é simplesmente maravilhoso. A letra dessa canção é uma referência de BRUCE a sua própria origem. Minha preferida nesse álbum.
4 - HELL ON WHEELS - Uma música em que se pode sentir toda a agressividade do vocal e o peso da banda. Um solo curto porém excelente. Destaque para a dupla JANICK GERS E BRUCE DICKINSON nos últimos trinta segundos da cansão. Muito legal.
5 - GYPSY ROAD- Uma cansão um tanto quanto melancólica, que fala sobre simplicidade e sonhos, o oposto da ostentação encontrada na letra de TATTOOED MILLIONAIRE. Belíssimas, letra e música.
6 - DIVE! DIVE! DIVE! - Mais um registro de um timbre vocal e uma agressividade que não se encontra mais em BRUCE... Algo que de algum modo surge e desaparece. Interpretação destruidora!!!
7 - ALL THE YOUNG DUDES - Uma versão que se integrou muito bem ao álbum. Muito legal! As guitarras dobradas harmonizam perfeitamente com refrão, criando uma atmosfera de certa nostalgia.
8 - LICKIN' THE GUN - Nessa canção percebe-se o bom entrosamento da banda, principalmente entre guitarra e baixo. Destaque para o vocal levado ao extremo.
9 - ZULU LULU - Letra e música descontraídas. Uma faixa não muito expressiva, embora não seja descartável.
10 - NO LIES - Qualquer letra que comece com uma frase dessa: "No lies, no angels, no heaven..." só poderia ser genial. Uma crítica vai para o intervalo de dois minutos em que pouca coisa acontece na música, e que segue até uma pausa completa dos instrumentos e retorna com o refrão, que é fantástico.
Um abraço a todos, viva o Metal!!!
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