Ghost: novo álbum define o som da banda

Resenha - Infestissumam - Ghost

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Por Guilherme Niehues
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O site Horns Up traz em primeira mão um review do novo álbum da banda Ghost. Lembrando que esta é a nossa opinião sobre o álbum e somente nossa.

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Confira abaixo o que achamos do novo álbum:

Ghost é uma banda que ganhou bastante destaque na mídia não só pela música, que até então se demonstrava única e acessível a grande massa, mas também devido ao seu teor artístico em shows e por nunca revelar a identidade de seus integrantes. Com o novo álbum a caminho, Infestissumam, a banda demonstra que realmente deve ser elogiada por sua música.

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O típico som da banda ainda é encontrado neste novo play, porém com alguns elementos a mais que demonstram toda a versatilidade e criatividade da banda. Mas, a grande diferença que é encontrada do seu álbum de estreia Opus Eponymous é a linha de vocal utilizada.

O álbum abre com a faixa título do álbum, uma abertura que traz coros e um instrumental mais alegre, se comparado com a abertura do disco anterior, Deus Culpa.

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A próxima música denominada, Per Aspera Ad Inferi demonstra a marca registrada da banda, o típico som que remete aos anos 70, onde a inovação realmente fica por conta da utilização dos teclados em todo o conjunto, criando uma faixa digna para abrir a bolacha.

Secular Haze, já conhecida pelo grande público, por ser o primeiro single a ser liberado pela banda retrata um som mais soturno, especialmente em sua abertura, além de saber hipnotizar o ouvinte não apenas no refrão, mas sim em toda a música.

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A música Jigolo Har Megiddo traz uma boa abertura, que provavelmente muitos se perguntarão: "eu já ouvi algo parecido em algum lugar!", o ponto forte da música é o solo cheio de feeling, porém no mais, não retrata nenhuma inovação, se comparado às duas faixas anteriores.

Ghuleh / Zombie Queen, é o play mais longo da bolacha. E, aqui percebemos a primeira grande balada da banda e também um dos pontos fortes do novo álbum. Em meados dos três minutos, a música lenta e cadenciada passa a ser executada de uma forma mais Ghost de ser. Essa música facilmente entraria em um play de uma festa de 15 anos, tanto por sua parte mais lenta quanto pela parte mais animada.

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A faixa Year Zero, traz algo de novo logo de inicio, um coro rápido vociferando algumas palavras, entre elas Satanás e Lúcifer, para logo entrar a voz de Papa Emeritus II.
Uma nova badalada é encontrada na faixa Body and Blood, que segue a mesma linha da Ghuleh, sendo mais cadenciada e lenta do que as demais.

As últimas faixas do álbum, Idolatrine, Depth of Satan's Eyes e Monstrance Clock retratam o som do Ghost sem maiores avanços e segue a mesma linha das faixas já apresentadas no enredo do álbum.

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Em um resumo bastante simples, o Ghost continua a executar o som que lhe trouxe ao estrelato, um heavy metal com pegadas dos anos 70 e liricamente falando, o tema satanismo está em alta. Mas, talvez para a grande massa, a grande decepção seja que todas as músicas se assemelham de uma forma ou outra e não trazem uma grande novidade ao público.

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De qualquer forma, vale ressaltar que ainda se trata de um álbum que vale a pena ser ouvido e manter por perto, afinal, hoje em dia não são todas as bandas que executam um som parecido deste.


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