Ghost: uma mistura ainda muito maior de influências

Resenha - Infestissumam - Ghost

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Por Junior Frascá
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Um dos maiores fenômenos da música pesada nos últimos tempos, o GHOST (que agora usa o nome GHOST B.C.) conseguiu uma ascensão meteórica, sendo inclusive aclamado por diversos músicos já consagrados do estilo. E assim, muita expectativa foi criada sobre esse seu segundo disco, sucessor do excelente "Opus Eponymous", e que agora acaba de ser lançado no mercado nacional.

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Para se analisar "Infestissumam", uma coisa é primordial: precisamos deixar de lado todos os preconceitos e tradicionalismos presentes na cena metálica, para que possamos analisar apenas a qualidade musical do que nos é apresentado, pois aqui há uma mistura ainda muito maior de influências, inclusive de música pop e outros estilos, que certamente não agradam a maioria dos fãs do rock em geral.

Assim, embora tenha mantido algumas das característica de seu primeiro disco, a banda perdeu um pouco de sua essência nessa nova empreitada, que é um trabalho bem menos sombrio e desafiador que o anterior, deixando um pouco de lado aquele clima dark e assustador, além do peso do disco anterior. Todavia, as músicas continuam diretas, retro e de fácil assimilação (em especial pelo timbre vocal agradável do proclamado Papa Emertus II), porém de uma certa forma até um pouco ingênua em alguns momentos.

No lugar do peso, a banda investiu mais em seu aspecto teatral e melódico, e principalmente ainda mais arranjos épicos que lembram canções religiosas, só que aqui em homenagem ao cramulhão (ouça a faixa título, por exemplo, que abre o disco, e o início de "Ghuleh/Zombie Queen" e comprove).

Mas não que o disco seja ruim, pois, por óbvio, há ainda vários momentos de destaque, em especial nas faixas mais pesadas e diretas, como "Per Aspera Ad Inferi" e "Secular Haze"; na viajada "Ghuleh/Zombie Queen"; e na experimental "Year Zero" (que inclusive tem um clipe bem polêmico, em que supostamente são reveladas as identidades dos membros da banda), que poderiam facilmente estar em "Opus". Contudo, não é um disco tão impactante como seu debut, sem dúvida, embora seja um bom álbum.

A versão nacional do disco vem em um belo paper sleeve, mas que peca por não conter encarte, e muito menos a letra das faixas, uma pena.

Portanto, fica claro em "Infestissumam" a fórmula "mágica" encontrada pelo GHOST para o sucesso se desgastou um pouco, e precisa ser revista para os próximos passos da banda no futuro, mas mesmo assim certamente irá manter a banda em uma crescente de popularidade mundo afora, pois ainda é um som diferenciado e sem igual na fase atual da música.

Infestissumam – Ghost B.C.
(2013 - Nacional)

1. Infestissumam
2. Per Aspera Ad Inferi
3. Secular Haze
4. Jigolo Har Megiddo
5. Ghuleh / Zombie Queen
6. Year Zero
7. Body and Blood
8. Idolatrine
9. Depth of Satan s Eyes
10. Monstrance Clock


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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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