Montrose: "a resposta americana para o Led Zeppelin"

Resenha - Montrose - Montrose

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Por Paulo Severo da Costa
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Descrito pela imprensa dos anos 70 como "a resposta americana para o LED ZEPPELIN", tendo apresentado ao mundo o red rocker SAMMY HAGAR e sendo posteriormente regravado pelo IRON, L.A. GUNS e CHICKENFOOT, o MONTROSE, infelizmente, seguiu no trem da história sem atingir o status do primeiro panteão do hard setentista. A exemplo do BUDGIE e do TRAPEZE, o combo limitou-se a apreciação de fãs- ao menos fora dos EUA- mais "arqueólogos" do gênero- ainda que tenham construído riffs tão consistentes quanto o de seus colegas mais famosos.
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Exagero? Escutando atentamente aos dois primeiros registros- "Montrose' (1973) e "Paper Money" (1974)- fica claro que o caldeirão entre JOHNNY WINTER, NAZARETH e STONES que criou a teia sonora de RONNIE MONTROSE e companhia, foi processado, e deu o empurrão necessário tanto para o hard californiano vindouro de VAN HALEN e MÖTLEY CRÜE quanto para a arena de BOSTON e FOREIGNER ; ao mesmo tempo, credenciais curriculares já foram conferidas por gente insuspeita como LEMMY , DAVID COVERDALE e SLASH. Conferindo o debut homônimo, fica fácil perceber que os deuses não podem estar errados.

Munido de uma Les Paul e com a produção do infalível TED TEMPLEMAN – que produziu, entre outros clássicos o debut do VAN HALEN, cinco anos depois - RONNIE MONTROSE marca o território, deixando claro que a coisa toda gira, essencialmente, em torno de seus riffs. Despotismos a parte, "Rock The Nation" mostra qual foi a escola de SAMMY HAGAR em termos de estrutura composicional- o que ficaria evidenciados em todos os seus trabalhos solo futuros: guitarra incandescente, uma dose balanceada de boogie e vocal abrasivo. "Bad Motor Scotter" tem aquele fundo inconfundível de blues-rock ao estilo do FREE –mas tocado na velocidade ao cubo comparado a banda de PAUL RODGERS.

Regravada pelo IRON MAIDEN, "Space Station #5" quebra a quinta marcha em seus minutos iniciais e mostra um riff que evoca- não há como não dizer- a "Comunication Breakdown", ainda que na sequência a faixa mude novamente a rotina, emoldurada por pequenos trechos que flertam com o space-rock. Se "I Don´t want it" transporta o ouvinte de imediato aos texanos do ZZ TOP, o cover de "Good Rocking Tonight" teve os acordes inciais tomados de empréstimo em "Last Nite" do STROKES trinta anos depois. Para fechar, o hino absoluto¨"Rock Candy", primeiro escalão de jam sessions, nos remete à levada típica do AEROSMITH dos memoráveis tempos- leia-se os anos 70.

Nos anos seguintes, a personalidade irascível de MONTROSE acabou levando a dissolução da banda que, entre as inúmeras voltas, acabou tendo seu núcleo desintegrado com a morte do guitarrista em 2012- de qualquer modo, o "estrago" já havia sido feito e o legado deixado. Clássico absoluto!

Track List:
1. "Rock the Nation"
2. "Bad Motor Scooter"
3. "Space Station #5"
4. "I Don't Want It"
5. "Good Rockin' Tonight"
6. "Rock Candy"
7. "One Thing on My Mind"
8. "Make It Last"

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: joaopsevero@bol.com.br.

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