Harpago e Decadência: viagem ao início do Heavy e Thrash
Resenha - Futuro Decadente - Harpago e Decadência
Por Willba Dissidente
Postado em 26 de novembro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um dos sonhos mais antigos da humanidade é a viagem no tempo. Não obstante o deslocamento físico no continuo tempo-espaço ainda ser ficção, o Split Cd das duas bandas paulistas HARPAGO e DECADÊNCIA transfere o ouvinte sonoramente para os primórdios do Heavy e do Thrash metal brasileiro. Esta viagem, entretanto, carrega consigo os pontos altos e baixos da jornada.
Do começo ao fim de Futuro Decadente, temos a sensação de que LP's clássicos como SP METAL, ULIMATUM, HEADTHRASHERS e SÃO POWER, para citar alguns, tiveram irmão gêmeo. Em termos objetivos, essa observação significa que o que ouvimos aqui é um som envolvente, dinâmico, empolgante e criativo de Heavy (HARPAGO) e Thrash (DECADÊNCIA) cantando em português; porém mal gravado. Bandas como SELVAGERIA, e outros grupos atuais que seguem a era clássica do som, apresentam discos com sonoridade oitentista, só que com gravação primorosa. O que Futuro Decadênte apresenta, em termos de qualidade de registro, é como Ordem e Progresso do AZUL LIMÃO.
Eis o ponto chave do álbum como um todo e que dividirá opiniões. Os mais saudosistas vão bradar a plenos pulmões que esta é a verdadeira essência do metal brasileiro. Muitos irão discordar. De que lado você está?
Leve em conta na sua audição, que o disco lançado independente, e primeiro de maneira virtual, foi gravado de um único take e em condições precárias.
Com nome inspirado em música instrumental do HARPPIA, já temos uma das grandes influências do HARPAGO. Outros nomes clássicos do metal nacional oitentista, como ASTAROTH, VÊNUS, e SHOCK também não deixam de ter uma cota de participação no que viria a se tornar a sonoridade dos paulistas. Isso não quer dizer que a musicalidade da banda caia na mesmice, pois o HARPAGO soube usar as influência para fazer um som notadamente deles.
A abertura com Nova Ordem Mundial, é incisiva do que podemos esperar do HARPAGO. Música rápida, boas melodias, refrões cativantes e letras críticas. O trabalho de guitarra de Roger é bem apurado, criando ótimos riffs e solos. A cozinha baixo-bateria de Cláudio e Fernando funciona muito bem, 'segurando a onda' e fazendo suas próprias linhas durante os solos, no melhor estilo ÁGUA BRAVA. Os vocais, infelizmente, foram os mais prejudicados pela gravação. Uma outra lástima do disco é a música Gaiola Cerebral, que apresenta o som mais mal tirado de todas as músicas de Futuro Decadente, dificultando sua audição.
Então uma vinheta que parece ter sido extraida tal e qual de um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial, descrevendo os horrores do transporte de humanos para as desumanidades cometidas pelos nazistas, e começa a pancadaria de Campo de Extermínio, faixa de abertura do DECADÊNCIA. Os vocais guturais, que beiram o black metal, sobre uma base predominantemente Thrash metal oitentista que aumenta a intensidade chegando a beirar o Death Metal; eis uma descrição do som do DECADÊNCIA. Ainda que a banda seja paulista é impossivél não pensar que ela bem poderia ter surgido em Belo Horizonte, fazendo par com CHACKAL, MUTILATOR, WITCHHAMMER etc (assim como o RATOS DE PORÃO que teve discos lançados pela gravadora Cogumelo).
Façamos aqui a mesma ressalva que já executamos em relação ao HARPAGO: as influências funcionam a favor do DECADÊNCIA, e não o tornam uma réles cópia. A banda prima por tocar em português o mais brutal possivél, abordando temas como guerra, miséria e injustiça social, logrando êxito em sua empreitada. Os músicos estão nivelados tecnicamente, assim como as composições, que vão agradar em cheio quem curte esse filão do metal. É possivél até se imaginar moshs, rodas e os headbangers mergulhando do palco frenéticamente em músicas como Soldado Vermelho (que é uma das mais pesadas do disco). Novamente, a gravação em um take só atrapalha, ainda mais num estilo que precisa das clássicas "paradinhas brutais".
Ironicamente, o que Futuro Decadente delinea é que as duas bandas paulistas (que coincidentemente são power trios em que o baixista canta), apresentam músicas que tem tudo para as levar a um "Amanhã Promissor". Se há argumentos contrários aos saudosistas que a gravação deveria ter sido melhor, o disco então tem serventia como um ótimo cartão de visita do som dos grupos. Após a audição do slipt cd não há headbanger que não ficará "com a orelha coçando" de ansiedade para curtir todas essas porradas sonoras ao vivo.
HARPAGO
Cláudio - Baixo e voz
Roger - Guitarra
Fernando - Bateria
http://www.youtube.com/ClaudioHarpago/
DECADÊNCIA
Mike Dorsal - baixo/voz
Bruno "Vio-Lence" - guitarra
Vinny - bateria
http://www.facebook.com/Decadencia.Thrash.Metal.SP
[email protected]
Para quem se interessar, o split completo está disponível para download autorizado pelas bandas no link a seguir:
http://www.mediafire.com/?b5z3y0hc0w61siv
DECADÊNCIA & HARPAGO - Futuro Decadente (split)
Ano: 2012 - Independente
Track-list:
1- HARPAGO - Nova Ordem Mundial
2- HARPAGO - Ataque Heavy Metal
3- HARPAGO - Fim da Linha
4- HARPAGO - Gaiola Cerebral
5- DECADÊNCIA - Campo de Extermínio
6- DECADÊNCIA - Dor dos Inocentes
7- DECADÊNCIA - Sociedade Decadente
8- DECADÊNCIA - Soldado Vermelho
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
A música subestimada do Metallica que Lars diz ser um enrosco pra tocar ao vivo
A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Por que Kurt Cobain detestava Phil Collins, Axl Rose e o Grateful Dead
Manowar se manifesta em solidariedade ao guitarrista Ross the Boss
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
O disco clássico que fez Steve Vai começar a tocar guitarra
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
Como Angela Gossow se juntou ao Arch Enemy, de acordo com Michael Amott
Túmulos: alguns dos jazigos mais famosos do Metal nos EUA
Regis Tadeu explica porque o Sepultura jamais atingiria a popularidade do Metallica
A diferença do fãs dos EUA do Capital Inicial e do Ratos de Porão, segundo Yves Passarell


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


