Astafix: Thrash Metal bastante contemporâneo e pesado

Resenha - End Ever - Astafix

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Pierre Cortes
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Formado em 2009, este quarteto já conseguiu algumas façanhas logo no início de carreira. Vamos a elas. Lançam o primeiro álbum no mesmo ano da formação; conseguem boa receptividade do público e da mídia especializada; em 2010 gravam o primeiro clipe e já realizam a tour de divulgação do debut em alguns locais no Brasil, Chile e Argentina. Nada mal para quem está começando, não é mesmo?

Max Cavalera: triste ver uma banda tão importante virar uma merdaGuitarristas: você consegue identificar todos nesta imagem?

Wally, o guitarrista/vocalista, veio do CPM 22, grupo bastante conhecido e que praticava um Hardcore melódico. Já no ASTAFIX, a proposta sonora é um pouco diferente. Eles apostam em um Thrash Metal bastante contemporâneo, que não necessariamente é rápido, mas absurdamente pesado.

Com um total de 12 músicas e pouco mais de 40 minutos de duração, "End Ever" é um ótimo trabalho. E não falo apenas da sonoridade, mas também da arte gráfica que já chama a atenção dos apreciadores da música pesada. Belíssima ilustração.

Apesar da cozinha instrumental estar bastante alinhada, o impacto maior se dá com os ótimos riffs de guitarra e com a agressividade da voz, item fundamental para uma banda que soa de maneira brutal. O ouvinte pode conferir faixas como "Red Streets", uma excelente abertura, com riffs pesados, rápidos e cheios de energia e contando também com a presença de Andreas Kisser; "Dead Forever" tem uma bateria que é bastante forte e um baixão super pesado e audível; "Seven", a melhor do álbum, tem uma pegada diferente das outras canções e me lembrou muito as boas bandas de Doom Metal, especialmente pela lentidão e obscuridade das bases de guitarra.

Além da presença de Andreas, "End Ever" traz uma série de outros convidados de peso como Paul X do MONSTER e Demian Tiguez do SYMBOLS. Sem dúvida alguma, o ASTAFIX realiza um trabalho de estreia marcante e de muito peso para o cenário da música pesada. Confira, tire suas conclusões e, mais do que tudo, observe esta banda. Vão dar muito o que falar.

Banda: Astafix
País de Origem: Brasil
Título do álbum: End Ever
Ano: 2009
Estilo: Thrash Metal
Gravadora: Independente

Line-up:

Wally - Vocal/Guitarra
Paulo Schroeber - Guitarra
Ayka - Baixo/Vocal
Adriano Daga - Bateria

Faixas:

1. Red Streets
2. Cipher
3. False Eyes
4. Dead Forever
5. Drown Your World
6. The 13TH Knot
7. End Ever
8. Seven
9. The Havoc Clutch
10. Black Blood Blight
11. Desordem e Retrocesso
12. Desert Eyes


Outras resenhas de End Ever - Astafix

Astafix: Sonoridade focada no Thrash Metal modernoAstafix: A nova banda de Wally em nada lembra o CPM22Astafix: Thrash capaz de surpreender o mais cético fãAstafix: Honesto, sincero e definitivamente acima da médiaAstafix: ex-CPM 22 em linha musical muito mais interessante




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Astafix"


Max Cavalera: triste ver uma banda tão importante virar uma merdaMax Cavalera
Triste ver uma banda tão importante virar uma merda

Guitarristas: você consegue identificar todos nesta imagem?Guitarristas
Você consegue identificar todos nesta imagem?

New York Times: os 100 melhores covers de todos os temposNew York Times
Os 100 melhores covers de todos os tempos

Led Zeppelin: a inspiração por trás de "Kashmir"Separados no nascimento: Robert Plant e Patrícia PillarDavid Bowie: Petição para Deus pede cancelamento da morteIndependência: os dez melhores discos solo de estreia

Sobre Pierre Cortes

Pierre Cortes, paulistano, bacharelado em Publicidade e em Cinema, amante da fotografia e escrita, apreciador do Heavy Metal e todas as suas subdivisões desde o início dos anos 80, colaborador do Whiplash.Net desde 2011, Twitter - @pierrecortes.

Mais matérias de Pierre Cortes no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336