Astafix: Thrash capaz de surpreender o mais cético fã

Resenha - End Ever - Astafix

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Por Marcos Garcia
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Ser criativo em meio ao marasmo e aos clichês musicais é algo não lá muito fácil, já que o mercado musical anda abarrotado, e haja Darwinismo para poder eliminar os que não se adaptam às condições cada vez mais exigentes de um público tão ávido por inovações ou, no mínimo, por bandas que ostentem personalidades fortes e cujos trabalhos sejam diferentes do que já anda por aí. E aí entra o desafio de muitos.
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O ASTAFIX é um quarteto com uma musicalidade ríspida e agressiva, em um Thrash Metal moderno, com nuances groove e Hardcore nova-iorquino interessantes, e que tem em seu CD de estreia, ‘End Ever’, a convicção que encarou o desafio de fazer um trabalho digno de menção honrosa, e se saiu muito bem.

A musicalidade da banda é muito intensa e bruta, ora rápida, ora mais cadente, e que não joga fora de forma algumas melodias e harmonias bem feitas, que em momento algum deixa o trabalho da banda sem agressividade.

A arte do CD como um todo é muito boa e profissional, em um ótimo trabalho de Gustavo Sazes, com uma diagramação alinhavada com o conteúdo azedo das letras. A gravação, mixagem e masterização foram feitas no Norcal Studios, em SP, sob os cuidados de Brendan Duffey e Adriano Daga, deixaram a sonoridade que vem dos falantes bem intensa, com um clima denso permeando o disco em todas as faixas, mas sem deixar que os instrumentos fiquem embolados ou sumidos sob a massa sonora da banda. Outro ponto que abrilhanta o CD são as participações especiais de Andreas Kisser (solo de guitarra em ‘Red Streets’), Giu Daga (solo de guitarra em ‘the 13th Knot’), Paul X (Baixo em ‘Cipher’ e ‘the 13th Knot’), Demian Tiguez (solo de guitarra em ‘Seven’ e ‘Drown Your World’), Brendan Duffey (solo de guitarra em ‘Dead Forever’ e ‘The Havoc Clutch’), Sanches (baixo em ‘Desordem e Retrocesso’), Shark (vocais em ‘The Havok Clutch’) e do pessoal da banda CHIPSET ZERO (backing vocals em ‘End Forever’).

Quanto às músicas em si, é difícil destacar uma ou outra música, mas não se podem deixar de falar da veloz e rasgada ‘Red Streets’, com bumbos alucinantes, ótimas guitarras e ótimas harmonias; a cadenciada e intensa ‘Cipher’, com vocais abusivamente agressivos, características presentes em ‘False Eyes’, onde mais uma vez, a bateria se destaca bastante; a pancada à lá HCNY (ou seja, Hardcore de Nova York) ‘The 13th Knot’, com os vocais urrados mostrando serviço e grande solo de guitarra; a climática e densa ‘Seven’, bem arrastada; ‘The Havoc Clutch’, cativante e cheia de variações rítmicas bem postadas, e despejando agressividade; a curta e completamente HC ‘Desordem e Retrocesso’; e ‘Desert Eyes’, que começa climática, mas que vira uma bordoada bem dada a partir de seu meio.

Um disco que vai marcar época, e que mostra uma banda de bastante potencial, capaz de surpreender o mais cético fã.

Podem por fé nisso!

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End Ever – Astafix
(2009 – Independente – Nacional)

01. Red Streets
02. Cipher
03. False News
04. Dead Forever
05. Drown Your World
06. The 13th Knot
07. End Ever
08. Seven
09. The Havoc Clutch
10. Black Blood Blight
11. Desordem e Retrocesso
12. Desert Eyes

Formação:
Wally – Vocais e guitarras
Paulo Schroeber – Guitarras
Ayka – Baixo e vocais
Adriano Daga – Bateria

Contatos:
http://www.astafix.com
http://www.myspace.com/astafix
https://www.facebook.com/pages/ASTAFIX/153895818016613
http://twitter.com/#!/astafix
http://www.youtube.com/astafixvid
http://metalmedia.com.br/astafix/index.php

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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