Aerosmith: 30 anos de "Rock In A Hard Place"

Resenha - Rock In A Hard Place - Aerosmith

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Por Igor Miranda, Fonte: Van do Halen
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A história de “Rock In A Hard Place”, sétimo álbum de estúdio do Aerosmith, começa bem antes de seu lançamento, que se deu há exatos 30 anos. Durante uma pausa nas gravações do antecessor “Night In The Ruts”, em 1979, Joe Perry acabou se envolvendo num conflito violento com os colegas de banda e suas esposas. O abuso de drogas e o desgaste emocional acabaram intensificando os problemas e as partes de guitarra de Perry foram completadas por outros guitarristas, incluindo Jimmy Crespo, que foi anunciado posteriormente como o novo guitarrista do grupo.
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Aerosmith – “Rock In A Hard Place”
Lançado em 1° de agosto de 1982

A popularidade, a criatividade e o relacionamento pessoal entre os integrantes do Aerosmith vinham em baixa desde “Draw The Line”, lançado em 1977. Steven Tyler estava tão mal que chegou a sofrer um colapso durante uma apresentação em 1980. Após sofrer, também, um acidente de motocicleta no mesmo ano, finalmente o quinteto – agora com Crespo – iniciava as gravações daquele que se tornaria o patinho feio da discografia do conjunto.

“Rock In A Hard Place” representa o momento mais crítico da carreira dos bad boys de Boston. A baixa de Perry anos antes foi sucedida pela saída de Brad Whitford durante as gravações do registro, revelando grande frustração com o progresso pífio que as sessões no estúdio tinham, muito por conta de Steven Tyler, viciado em heroína. Seu substituto, Rick Dufay, assumiu a guitarra rítmica de todo o play – com exceção do single “Lightning Strikes”.

O estado fragilizado do Aerosmith é evidenciado nesse registro. Alguns momentos não soam inspirados como outrora e, notavelmente, a voz de Tyler não está em seu melhor estado – nem mesmo com os prováveis cuidados feitos em estúdio. Torna-se impossível compará-lo com os momentos de auge do grupo na metade da década de 1970 ou no fim dos anos 1980, já com Perry e Whitford de volta.

(Áudio do infame show da turnê de “Rock In A Hard Place”, em que Steven Tyler sofreu um colapso)

Mas há diversas ressalvas a serem feitas em relação ao fracasso do álbum. Não é justo colocá-lo como patinho feio se os seus antecessores, “Draw The Line” e “Night In The Ruts”, e até mesmo seu sucessor, “Done With Mirrors”, são menos inspirados. Além da ausência dos dois guitarristas originais, o que facilita a crítica infundada, este play não possui um single de impacto, também enfraquecendo seu peso comercial e até introdutório – já que muitos passam a conhecer um álbum por seu single.

Há grandes momentos em “Rock In A Hard Place”. A abertura com “Jailbait” é impactante e relembra os bons tempos de Aerosmith. A proposta rocker/insana foi mantida em “Bitch’s Brew” e “Bolivian Ragamuffin”, mas é um pouco mais rara no geral. As blueseiras “Cry Me A River” tem boa performance de Jimmy Crespo, enquanto o fechamento “Push Comes To Shove” é um dos poucos bons momentos vocais de Steven Tyler. E “Joanie’s Butterfly” é a melhor faixa por aqui, na minha opinião. Seu início calmo é sucedido por um Hardão em sequência e boa apresentação de todo o conjunto, revelando forte entrosamento instrumental.

É impossível endeusar “Rock In A Hard Place”. Não é o melhor momento do Aerosmith. No entanto, não está nem perto de ser o pior. Jimmy Crespo e Rick Dufay merecem créditos por conseguirem manter a essência Blues/Hard do quinteto – logo, não adianta culpá-los pelo fracasso. A cozinha de Tom Hamilton e Joey Kramer também trabalha muito bem. O problema, por aqui, tem nome: Steven Tyler, vocalista e principal compositor, estava debilitado.

Sob um olhar positivo, a recepção ruim de “Rock In A Hard Place” teve seus pontos positivos. Joe Perry e Brad Whitford retornaram ao grupo para registrar o fraco “Done With Mirrors” e Steven Tyler passou por uma reabilitação que resultou no grandioso “Permanent Vacation”, em 1987. O resto é história.

Steven Tyler (vocals)
Jimmy Crespo (guitarra)
Rick Dufay (guitarra)
Tom Hamilton (baixo)
Joey Kramer (bateria)

Músicos adicionais:
Brad Whitford (guitarra em 2)
Paul Harris (piano em 10)
John Turi (saxofone m 8)
Reinhard Straub (violino em 7)
John Lievano (violão em 7)
Jack Douglas (percussão)

01. Jailbait
02. Lightning Strikes
03. Bitch’s Brew
04. Bolivian Ragamuffin
05. Cry Me a River (cover)
06. Prelude to Joanie
07. Joanie’s Butterfly
08. Rock in a Hard Place (Cheshire Cat)
09. Jig Is Up
10. Push Comes to Shove

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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