Soilwork: Em 2002, a caminho do extremo, melódico e moderno
Resenha - Chainheart Machine - Soilwork
Por Vitor Franceschini
Postado em 19 de junho de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A Shinigami Records, sabiamente, acaba de lançar este petardo em solo nacional. Trata-se do segundo álbum dos suecos do Soilwork, lançado em 2000, quando a banda era pouco conhecida por aqui. Tanto que apenas três dos atuais integrantes do grupo gravaram "The Chainheart Machine", Bjorn ‘Speed’ Strid (vocal), Ola Flink (baixo) e Peter Wichers (guitarra).
Confesso que conheci a banda a partir de "Natural Born Chaos" (2002), quando o estilo praticado pelo grupo na época, o Melodic Death Metal estava despontando para ser uma das tendências do Metal mundial. Mesmo assim o som do grupo estava encaminhado para o que é hoje, ou seja, Metal extremo, melódico e moderno.
O interessante é notar que a banda sempre soou técnica mesmo fazendo um som mais fincado nas raízes do estilo. Influências de At The Gates são latentes, assim como de Metal tradicional. Os riffs são muito bem elaborados, diretos e sem os efeitos de hoje em dia. Fãs de Gates Of Ishtar e In Flames (fase "Whoracle") irão se deleitar. A bateria é variada, veloz e cheia de pedais duplos, enquanto o baixo é mais reto. Os vocais rasgados típicos do estilo dão um ar mais grotesco e menos acessível às composições, mesmo com as belas camas de teclados.
É fato que a sonoridade do grupo soava mais homogênea, porém a pegada Thrash Metal apresentada atinge gostos que vão do mais radical a mais mente aberta. É importante salientar que as guitarras se sobressaem aqui, principalmente nos solos que possuem feeling e ótimas melodias.
Meus destaques vão para a faixa título que tem uma quebrada de tirar o fôlego, além de ótimos solos, Millionflame com seu fantástico e agressivo instrumental, além da trinca Spirits Of The Sun, Machinegun Majesty, que possuem quebradas insanas e técnica admirável dos músicos e Room No 99. O disco ainda conta com Machinegun Majesty e Neon Rebels, ambas ao vivo, como bônus.
"The Chainheart Machine" me mostrou um Soilwork diferente e que me surpreendeu. Produzido por Fredrik Nordström e pela banda no Fredman Studio, o trabalho vem com uma nova capa e merece atenção, principalmente de quem conhece a banda somente dos três últimos álbuns em diante.
Outras resenhas de Chainheart Machine - Soilwork
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Skid Row anuncia versão remasterizada de coletânea, que será lançada em novembro
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
Usina da capa de "Animals", do Pink Floyd, se tornará espaço para shows
O grupo pop que Ian Gillan considera muito bom em fazer música comercial
Mark Knopfler e os três guitarristas que moldaram seu estilo inconfundível de tocar
Vivian Campbell relembra teste para entrar na banda de Dio; "Eles estavam chapados"
Paulo Ricardo e Seu Jorge ganham aval da família de Marvin Gaye para versão de clássico
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
As melhores músicas do rock progressivo com mais de 30 minutos, segundo a Loudwire
King Diamond relança "Halloween" para o Halloween
Devin Townsend cuida de um jardim para pagar o seu aluguel
A obscura e "desafiadora" música do Rush que Neil Peart adorava "tanto ouvir quanto tocar"
A triste constatação de Erasmo Carlos sobre o rock brasileiro

Vocalista do Soilwork relembra o guitarrista David Andersson, falecido há quatro anos
Soilwork relembra turnê com Krisiun e diz que músicos brasileiros foram "super legais"
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



