Queen: análise faixa a faixa do álbum Jazz, de 1978
Resenha - Jazz - Queen
Por Adriano Luiz da Fonseca
Postado em 07 de maio de 2012
Depois do estrondoso sucesso do álbum "News of the World" que lhes rendeu 4 discos de platina nos EUA e 2 no Reino Unido, estava na hora dos rapazes se enfurnarem em um estúdio para dar início ao que seria seu sétimo disco. Por questões relacionadas aos altos impostos em sua terra natal, o grupo seguiu para Montreux na Suíça onde acontecia o tradicional festival de Jazz. A capa inclusive foi baseada em uma pintura feita no muro de Berlim. A produção ficou a cargo de Thomas Baker, que havia ficado de fora nos álbuns anteriores – a banda havia optado por se auto-produzir. Lançado em novembro de 78, o LP trazia um pôster onde várias gatas nuas se preparavam para uma corrida de bicicleta – não sei se isso ajudou o disco a vender mais, mas que é bacana, é...
Lado A
1. Mustapha - (Mercury) – O Queen sempre foi conhecido por suas extravagâncias musicais. Nesta canção, Mercury canta em Inglês, Árabe, Persa e palavras inventadas. O ritmo árabe parece ser trilha sonora de um filme do Ali Babá. Foi lançado como single na Alemanha, Iugoslávia, Espanha e Bolívia. Salaam alaykum...
2. Fat Bottomed Girls (May) – Um Rockão de arena que o Queen sabia fazer muito bem, se tornou obrigatório nos shows da banda, fazendo uma dobradinha com outra canção do álbum.
3. Jealousy (Mercury) – Uma balada gostosa, onde May utiliza cordas de piano nos trastes da guitarra para produzir o efeito de uma cítara.
4. Bicycle Race (Mercury) – Com uma letra divertida essa canção juntamente com Fat Bottomed Girls se tornou fichinha fácil nos concertos do grupo entre 78 e 82.
5. If You Can Beat Them (Deacon) – A primeira contribuição de Deacon é um Hard Rock onde May executa um solo de dois minutos sendo um dos mais longos na carreira da banda.
6. Let Me Entertain You (Mercury) – O riff matador era um convite ao banging (opa!!!). O Queen mostrava que já estava em sintonia com o som que dominaria a década seguinte.
Lado B
1 – Dead On Time (May) – Nem bem se recuperou da pauleira anterior, o ouvinte teria que por seus ouvidos e pescoço (Opa, de novo!!!) a prova. Não seria exagero dizer que essa canção seria a precursora do Speed Metal. Durante a execução da mesma parece que em alguns momentos quem está cantando é o próprio James Hetfield (Hit the Lights!!!)
2 – In Only Seven Days (Deacon) – Desta vez, Deacon nos brinda com uma balada ao estilo "Spread Your Wings", do álbum anterior. O baixista aparece ainda tocando guitarra acústica e elétrica.
3 – Dreamer’s Ball (May) – Essa canção que foi feita como um tributo a Elvis Presley, morto no ano anterior – lembra aquelas músicas dos anos trinta, com uso de metais e tudo mais, sendo que nos concertos ao vivo, esses "metais" eram imitados com a boca por Mercury e May.
4 – Fun It (Taylor) – O baterista contribui com esse balanço disco funk, com direito a bateria eletrônica e que pode ser visto com uma precursora de "Another One Bites the Dust".
5 – Leaving Home Ain’t Easy (May) – Uma balada cantada por May e que conta com alguns efeitos nos vocais.
6 – Don’t Stop Me Now (Mercury) – Uma das mais famosas canções do Queen e que entrou para o Top 10 no Reino Unido. Já foi até vinheta de propaganda no Brasil.
7 – More Of That Jazz (Taylor) – Taylor fecha o álbum com uma letra ácida criticando a sociedade pelo desrespeito ao Rock. Alcançando altas notas com sua voz, a canção ainda faz colagens de trechos das outras músicas do álbum.
Após o lançamento do álbum, o Queen sairia em turnê pela Europa, Estados Unidos e Canadá, e utilizaria o material gravado nos shows da Europa para lançar o duplo ao vivo Live Killers no ano seguinte. Apesar de obter críticas desfavoráveis nas revistas Creem e Rolling Stones, Jazz alcançou a 6ª posição na Billboard 200 e alguns de seus singles obtiveram boa posição nos charts. Vai entender esses críticos...!!!
Outras resenhas de Jazz - Queen
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