Jack White: Ainda muito a produzir em favor da música
Resenha - Blunderbuss - Jack White
Por Junior Frascá
Postado em 06 de maio de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Jack White sempre foi um músico inquieto e desbravador, sem impor limites a sua musicalidade, seja no WHITE STRIPES, no THE DEAD WEATHER, no THE RACONTEURS ou em qualquer outro dos projetos que já participou. E eis que agora o guitarrista e vocalista americano lança-se em carreira solo, trazendo um disco conciso, simples e criativo, com uma emaranhado das principais influências que marcaram sua trajetória musical até aqui.
Com canções que transitam entre o rock típico dos anos 70 e 80, o blues e algo de música folk, dentre outras infuências, Jack apresenta um trabalho bem cru e imprevisível, que leva o ouvinte a uma interessante viagem musical, e que deverá agradar em cheio seus fãs.
Como dito, tudo aqui é muito simples e direto, desde a estrutura das músicas passando pela arte gráfica integrante do encarte do disco e pela gravação do material, propositalmente crua. Mas mesmo assim, as composições são muito bem estruturadas, com harmonias variadas e que exalam toda a criatividade de Jack.
A trinca de abertura do disco já mostra que Jack não estava de brincadeira, com os excelentes arranjos de piano de "Missing Pieces", as guitarras afiadas de "Sixteen Saltines" (a melhor do trabalho) e a levada blues de "Freedom at 21", mostrando que a homogeneidade não é o forte do material, mas sim uma marcante variedade. E o disco segue apresentando grandes momentos, como em "Hypocritical Kiss" (com arranjos surpreendentes e uma levada hipnótica), "Weep Themselves to Sleep" (com linhas vocais e pianos bem interessantes) e "Hip (Eponymous) Poor Boy" (com claras influências de BEATLES). Porém, nem tudo são flores, pois há canções um pouco confusas e cansativas, como "On and On and On", e a chorosa faixa título, que embora tenha arranjos fortes, não convence.
Mas o grande destaque do material é a linha lírica abordada, tratando de temas fortes e introspectivos, e na maioria das vezes com uma forte carga melancólica e com doses extras de dramaticidade, e parecem retratar uma fase tormentosa da vida do músico.
Portanto, "Blunderbuss" nos traz um Jack White em plena forma, e mostrando que ainda tem muito a produzir em favor da música, deixando de lado qualquer rótulo ou limite. Se você ainda não conhece o trabalho do cara, eis aqui uma grande oportunidade, pois o disco acaba de ser lançado no mercado nacional e, embora por uma grande gravadora, com um preço bem atrativo.
Blunderbuss – Jack White
(2012 – Sony Music - Nacional)
Track List:
Missing Pieces
Sixteen Saltines
Freedom at 21
Love Interruption
Blunderbuss
Hypocritical Kiss
Weep Themselves to Sleep
I’m Shakin’
Trash Tongue Talker
Hip (Eponymous) Poor Boy
I Guess I Should Go to Sleep
On and On and On
Take Me With You When You Go
Outras resenhas de Blunderbuss - Jack White
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Mötley Crüe realiza trollagem com Extreme em último show de tour conjunta
Site indica que Pantera fará turnê latino-americana em 2027
Por que Lobão foi expulso da Blitz às vésperas do estouro, segundo o próprio
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Eddie Kramer contou o que o Kiss negou por anos sobre o disco ao vivo "Alive!"
O filme dos anos 90 que fez Dave Mustaine dar boas risadas
O desconhecido conjunto brasileiro que Beatles gostou tanto que resolveu espiar o ensaio
"O futebol é como uma religião", diz Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day
Telefone sem fio: o que liga febre dos bebês reborn com "Born Again" do Black Sabbath?

Os 16 artistas que que todo mundo deveria ouvir, segundo Bob Dylan
A música nua e crua dos anos sessenta que mudou a vida de Jack White
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



