Deadlock: Brutalidade para ouvir de mente aberta
Resenha - Wolves - Deadlock
Por José Antonio Alves
Postado em 09 de março de 2012
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É indiscutível o fato de que a Alemanha é um dos maiores celeiros de bandas de metal, em qualquer uma das suas mais variadas vertentes. Não demorou muito para surgirem algumas bandas de um estilo que é mais vastamente explorado nos Estados Unidos, o Metalcore. Caliban, Heaven Shall Burn e o DEADLOCK despontam como algumas das melhores vindas das terras germânicas. "Wolves" é o terceiro trabalho do DEADLOCK e passa por elementos do melodic death metal, incorporando aspectos do metalcore.
Formado em 1997 como uma banda de death metal pelo vocalista Johannes Prem, o guitarrista Sebastian Reichl e o baterista Tobias Graf, chegaram a lançar um vinil auto-intitulado em 1999, mas o primeiro trabalho da banda foi lançado no ano de 2002, e contava com uso de teclados e a adição de vocais limpos da vocalista Sabine Weninger.
Em "Wolves" de 2007, a formula é mesclar death metal com metalcore, ritmos eletrônicos e uma boa combinação entre vocais guturais e limpos. A demonstração disso aparece na faixa "We All Shall Bleed", que soa brutal, com bons riffs e melodia, assim como na ótima "Code Of Honor". A maioria das músicas possuem fórmulas similares, com versos cantados em guturais contrastando com vocais limpos, o que pode até soar enjoativo, mas não no caso do Deadlock.
Esta diversificação nos elementos musicais torna a experiência de audição interessante no que se refere aos elementos eletrônicos. Claro, alguns irão torcer o nariz para isso, pois combinar elementos da música eletrônica com metal soa no mínimo "diferente", mas não dá tempo de "apreciar" tais ritmos, visto que logo a banda já emenda uma boa pegada de bateria, ou um riff matador.
"Loser´s Ballet" é uma das faixas diferenciadas do álbum, com inicio mais tranqüilo e bons arranjos um pouco mais sinfônicos, que logo avança para algo mais destruidor. "End Begins" apresenta bom solo e é um dos destaques no que se refere à atuação vocal. Considero a faixa "Dark Cell" como a melhor do álbum, chega a ser grudenta e com seus bons riffs elevam o nível do trabalho.
"As Words To Bullets" é a mais metalcore de todas no CD, com velocidade e boa levada, e para fechar o álbum, algo menos brutal e que exalta mais uma vez o lado harmonioso dos vocais: a faixa "To Where The Skies Are Blue".
A fórmula usada pelo Deadlock é interessante, eu diria que o bom balanceamento feito pela banda nos diversos elementos empregados fazem deste trabalho um dos melhores da carreira da banda, deixando de lado a discussão deathcore, metalcore, e afins, é um álbum para ouvir de mente aberta e desfrutar da brutalidade empregada.
Faixas:
1. World Domination
2. We Shall All Bleed
3. Code Of Honor
4. Losers' Ballet
5. Dark Cell
6. Grown Of Creation
7. End Begins 4:35
8. As Words To Bullets
9. Praeludium II
10. Bloodpact
11. To Where The Skies Are Blue
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Ex-guitarrista do Scorpions, Uli Jon Roth se apresentará em São Paulo em janeiro
A música do Led que parece fantasia, mas nasceu de uma bronca de Robert Plant com a polícia
Nicko McBrain critica voz atual de Axl Rose e revela tentativa frustrada de reconciliação
Regis Tadeu aponta o grande erro que Tony Iommi cometeu em seu novo álbum solo
Jorn Lande explica por que prefere Black Sabbath com Dio
Motionless in White se apresentará no Brasil em março de 2027
Como Kurt Cobain foi a causa do som ruim de um álbum do Black Sabbath
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"
Ida de John Bush para o Anthrax foi como uma "bomba atômica", diz guitarrista do Armored Saint
A faixa de "Reign in Blood" que Tom Araya não é muito fã
Sete músicas inesperadas em álbuns de metal que deram muito certo, segundo a Ultimate Guitar
A faixa de "Reign in Blood" que é a preferida do baterista Dave Lombardo
Lista: vocalistas que mudaram a história de suas bandas para sempre
A canção que salvou o Aerosmith, apesar deles não acreditarem no potencial dela
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Ringo Starr dos Beatles

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



