Running Wild: "Gates To Purgatory!", o 1º passo do grupo

Resenha - Gates To Purgatory! - Running Wild!

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Por Luis Augusto Bueno de Amorim
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Para os fãs não é novidade que Rolf resolveu navegar uma vez mais abaixo de sua tremulante Jolly Roger, com a sua banda que possui uma das discografias mais perfeitas dentro do heavy metal. Na carreira do Running Wild há uma verdadeira festa quanto aos membros serem trocados aqui e acolá, porém isso nunca afetou a qualidade dos discos, que são todos excelentes. Que tal lembrarmos da época em que o Running Wild lançou seu primeiro LP?

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Gates To Purgatory foi gravado pela Noise Records, e se tornou um clássico supremo para qualquer headbanger até hoje. O disco possuía temáticas ocultistas, sombrias, que só fizeram dele um mito a mais na carreira do Running Wild.

Na altura a formação era: Rolf Kasparek (guitarras e vocais), Gerald "Preacher" Warnecke (guitarra), Stephan Boriss (baixo) e Wolfgang "Hasche" Hagemann (bateria).

Todas as faixas trazem o que há de melhor no Heavy Metal oitentista, algumas soam como speed metal, e outras tem um feeling mais durão e cadenciado.

O álbum vendeu mais de 20 mil cópias em apenas 3 semanas e o legado deles estava apenas no início, pois não era apenas uma banda passageira como tantas outras, era uma banda que entraria na história e influenciaria milhares de outras bandas que surgiriam mais tarde.

Esse disco ainda não tinha a temática pirata adotada mais tarde, e os imbecis religiosos, e a mídia "competente", começaram com suas acusações e seus medos, expondo o grupo como sendo satanistas.

No vinil original as faixas "Satan" e "Walpurgis Night" foram censuradas e só saíram nos singles. Mas no relançamento do álbum em CD mais tarde essas músicas foram incluídas. Esses palhaços nunca conseguiram atrapalhar o Running Wild que vendeu uma tonelada de discos no velho continente, mesmo nessa época em que usavam seus coletes e calça de couro, com "Bullets", "Spikes" e Cruzes invertidas, e fizeram o que realmente queriam fazer, Heavy Metal!

Não importava se os religiosos estavam ou não perdendo jovens fiéis, ou futuras rendas... para o Running Wild, era importante escrever sobre aquilo que o coração falava, sem hipocrisia.

A música toma rumos diferentes no decorrer da carreira, mas sempre por decisão de Rolf, e nunca por pressão de mídia, críticas, ou religiosos falastrões de bairro.

Tracklist:

1. "Victim of States Power" 3:36
2. "Black Demon" 4:25
3. "Preacher" 4:22
4. "Soldiers of Hell" 3:23
5. "Diabolic Force" 4:58
6. "Adrian S.O.S." 2:49
7. "Genghis Khan" 4:11
8. "Prisoner of Our Time" 5:22
9. "Walpurgis Night*" 4:09
10. "Satan*" 5:00

*As faixas 9 e 10 são bônus presentes no relançamento em Cd.

Analisando o Clássico:

O disco começa com "Victim of States Power", que é poderosa ao extremo mesmo! Na minha modesta opinião, é uma das melhores músicas do Running Wild. Wolfgang espanca a sua bateria, de forma maravilhosa, fazendo um som brutalmente contagiante, Rolf e Preacher também trabalham muito bem nas guitarras atingindo um speed metal formidável.

Em "Black Demon" e "Preacher", temos sons cadenciados, mas muito bons, lembrando que a primeira faixa citada tem um refrão daqueles bem grudentos.

"Soldiers Of Hell" é outro destaque do disco, tendo aquela característica das principais bandas da época, onde você para e pensa: " Esse som poderia facilmente ser executado pelo Judas Priest, Saxon, Iron Maiden...", mas com a marca do Running Wild!

Logo em seguida, "Diabolic Force" chega arrebentando tudo!
É outra digna de ser chamada de hino, com riffs espantosos e um solo de guitarra maravilhosamente memorável. Merece ser lembrada como destaque.

Assim que a 5º faixa termina, você poderá ouvir um som de arrepiar até defunto. Chama-se "Adrian S.O.S.", e é outro dos sons mais perfeitos já feitos pelo Running Wild. Ela é direta, violenta, e espetacularmente bem feita.

"Genghis Khan" chega trazendo a parte histórica à tona. É muito bem trabalhada e envolvente.

Para fechar um dos maiores clássicos do metal, vem "Prisoner of Our Time", que foi tocada em quase todos os concertos da banda até o encerramento das atividades. Ela possui riffs marcantes, e um refrão digno de hino. basta ouvir e sentir a força deste som.

As faixas bônus foram colocadas no lançamento em CD, e também são muito boas, lembrando que são da mesma época do restante do disco.

Se você ainda não ouviu este Play, não perca tempo. É indispensável.

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