Running Wild: "Gates To Purgatory!", o 1º passo do grupo
Resenha - Gates To Purgatory! - Running Wild!
Por Luis Augusto Bueno de Amorim
Postado em 24 de fevereiro de 2012
Para os fãs não é novidade que Rolf resolveu navegar uma vez mais abaixo de sua tremulante Jolly Roger, com a sua banda que possui uma das discografias mais perfeitas dentro do heavy metal. Na carreira do Running Wild há uma verdadeira festa quanto aos membros serem trocados aqui e acolá, porém isso nunca afetou a qualidade dos discos, que são todos excelentes. Que tal lembrarmos da época em que o Running Wild lançou seu primeiro LP?
Gates To Purgatory foi gravado pela Noise Records, e se tornou um clássico supremo para qualquer headbanger até hoje. O disco possuía temáticas ocultistas, sombrias, que só fizeram dele um mito a mais na carreira do Running Wild.
Na altura a formação era: Rolf Kasparek (guitarras e vocais), Gerald "Preacher" Warnecke (guitarra), Stephan Boriss (baixo) e Wolfgang "Hasche" Hagemann (bateria).
Todas as faixas trazem o que há de melhor no Heavy Metal oitentista, algumas soam como speed metal, e outras tem um feeling mais durão e cadenciado.
O álbum vendeu mais de 20 mil cópias em apenas 3 semanas e o legado deles estava apenas no início, pois não era apenas uma banda passageira como tantas outras, era uma banda que entraria na história e influenciaria milhares de outras bandas que surgiriam mais tarde.
Esse disco ainda não tinha a temática pirata adotada mais tarde, e os imbecis religiosos, e a mídia "competente", começaram com suas acusações e seus medos, expondo o grupo como sendo satanistas.
No vinil original as faixas "Satan" e "Walpurgis Night" foram censuradas e só saíram nos singles. Mas no relançamento do álbum em CD mais tarde essas músicas foram incluídas. Esses palhaços nunca conseguiram atrapalhar o Running Wild que vendeu uma tonelada de discos no velho continente, mesmo nessa época em que usavam seus coletes e calça de couro, com "Bullets", "Spikes" e Cruzes invertidas, e fizeram o que realmente queriam fazer, Heavy Metal!
Não importava se os religiosos estavam ou não perdendo jovens fiéis, ou futuras rendas... para o Running Wild, era importante escrever sobre aquilo que o coração falava, sem hipocrisia.
A música toma rumos diferentes no decorrer da carreira, mas sempre por decisão de Rolf, e nunca por pressão de mídia, críticas, ou religiosos falastrões de bairro.
Tracklist:
1. "Victim of States Power" 3:36
2. "Black Demon" 4:25
3. "Preacher" 4:22
4. "Soldiers of Hell" 3:23
5. "Diabolic Force" 4:58
6. "Adrian S.O.S." 2:49
7. "Genghis Khan" 4:11
8. "Prisoner of Our Time" 5:22
9. "Walpurgis Night*" 4:09
10. "Satan*" 5:00
*As faixas 9 e 10 são bônus presentes no relançamento em Cd.
Analisando o Clássico:
O disco começa com "Victim of States Power", que é poderosa ao extremo mesmo! Na minha modesta opinião, é uma das melhores músicas do Running Wild. Wolfgang espanca a sua bateria, de forma maravilhosa, fazendo um som brutalmente contagiante, Rolf e Preacher também trabalham muito bem nas guitarras atingindo um speed metal formidável.
Em "Black Demon" e "Preacher", temos sons cadenciados, mas muito bons, lembrando que a primeira faixa citada tem um refrão daqueles bem grudentos.
"Soldiers Of Hell" é outro destaque do disco, tendo aquela característica das principais bandas da época, onde você para e pensa: " Esse som poderia facilmente ser executado pelo Judas Priest, Saxon, Iron Maiden...", mas com a marca do Running Wild!
Logo em seguida, "Diabolic Force" chega arrebentando tudo!
É outra digna de ser chamada de hino, com riffs espantosos e um solo de guitarra maravilhosamente memorável. Merece ser lembrada como destaque.
Assim que a 5º faixa termina, você poderá ouvir um som de arrepiar até defunto. Chama-se "Adrian S.O.S.", e é outro dos sons mais perfeitos já feitos pelo Running Wild. Ela é direta, violenta, e espetacularmente bem feita.
"Genghis Khan" chega trazendo a parte histórica à tona. É muito bem trabalhada e envolvente.
Para fechar um dos maiores clássicos do metal, vem "Prisoner of Our Time", que foi tocada em quase todos os concertos da banda até o encerramento das atividades. Ela possui riffs marcantes, e um refrão digno de hino. basta ouvir e sentir a força deste som.
As faixas bônus foram colocadas no lançamento em CD, e também são muito boas, lembrando que são da mesma época do restante do disco.
Se você ainda não ouviu este Play, não perca tempo. É indispensável.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Alice in Chains que Kerry King considera uma música incrível
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
O que poderia ter mudado a história do Sepultura, na visão de Max Cavalera
O melhor cantor que surgiu após os anos 1970, segundo Jimmy Page
João Gordo posta foto pesada em que aparece junto dos guitarristas do Slayer
5 músicas de heavy metal que até quem não gosta conhece
Eddie Vedder toma banho de cerveja belga em eliminação americana da Copa
Os 250 melhores álbuns americanos de todos os tempos, segundo a UCR
Os cinco guitarristas favoritos de Dave Mustaine e o motivo de cada escolha
Cancelamento de show do Megadeth revolta fãs em Lisboa
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
Como uma gravadora de sertanejo bancou o disco mais progressivo do Brasil
Accept tem instrumentos e equipamentos roubados em Barcelona
A banda dos anos 1980 que acabou e nunca utilizou nostalgia dos fãs para lucrar
Rolling Stones compartilham memórias de Amy Winehouse
A excelente música dos anos 90 que apareceu em raríssimos shows do Metallica
Como o filme "Ainda Estou Aqui" contradiz a crença que Roberto Carlos era um artista alienado
James Hetfield revela significado das três "Unforgiven" e diz se haverá continuação

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



