Psychotic Eyes: Influências de Death, Carcass e Arch Enemy

Resenha - I Only Smile Behind The Mask - Psychotic Eyes

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Por Vitor Franceschini
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Muito se disse a respeito deste segundo disco dos paulistanos do Psychotic Eyes soar inovador, portanto discordo plenamente. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, já que a banda investe em uma sonoridade complexa e muito bem desenvolvida, além de beber em fontes como Death, Carcass e Arch Enemy.

Apesar das características próprias, o grupo possui grandes influências (citadas acima), não soando o mais original possível, mas executando seu som de forma competente e coesa. São apenas sete faixas de média duração (6 minutos em média), que não soam cansativas e demonstram grande habilidade dos músicos Dimitri Brandi (vocal/guitarra), Alexandre Tamarossi (bateria) e Douglas Gatuso (Baixo).

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Welcome Fatality, segundo petardo do disco, mostra uma desenvoltura intensa e possui um trabalho de cozinha excepcional, cheia de quebradas e viradas intrincadas. Outro grande destaque é Life. Com belas melodias, a faixa soa ao mesmo tempo complexa e agressiva. A interpretação vocal de Dimitri ficou show, dando ainda mais ênfase à composição.

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A faixa título mostra grande pegada e um trabalho muito bom de guitarras. Talvez seja uma das mais intensas e pesada do trabalho, mostrando que a banda não prioriza somente a técnica. Vale destacar que a velocidade não comparece tanto nas composições, o que dá um ar mais nobre ao disco.

O que realmente me intriga é o fato da banda ser um power trio e investir em um som tão técnico como esse, ponto pros caras. O trabalho foi produzido por J-F Dagenais (guitarrista do Kataklysm) juntamente com a banda. Infelizmente o lançamento foi somente virtual e conta com uma bela capa. Bom trabalho!

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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