Geezer Butler revela porque o Kiss foi "banido" de abrir show para o Black Sabbath
Por André Garcia
Postado em 13 de junho de 2024
Na década de 70 shows de abertura se tornaram parte da tradição do rock — uma espécie de rito de passagem onde artistas consagrados abriam espaço para bandas novas que pediam passagem.
O Kiss levava a sério essa tradição, e usou seu show de abertura para compartilhar seus holofotes com futuros gigantes: de Guns N' Roses a Rush, passando por Judas Priest, AC/DC e Van Halen.
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Em 1975, antes de chegar ao estrelato com "Alive!" e "Destroyer", o quarteto mascarado abriu shows para o Black Sabbath, em turnê pelos Estados Unidos. Em recente entrevista para a Rock Cellar o baixista Geezer Butler confessou por que eles decidiram nunca mais tornar a chamar o Kiss para abrir seus shows.
"O Kiss foi a primeira banda que usou produção de palco. Até então bandas como o Black Sabbath simplesmente subiam ao palco, plugavam os instrumentos e tocavam. O Kiss foi o primeiro a usar pirotecnia, algo nunca antes visto. Era um choque aquilo. E olha que eles estavam abrindo para a gente! Eles nem sequer eram a atração principal."
"Eu fui assistir eles. Era todas aquelas chamas saindo do palco e tudo mais; eu pensava: 'Meu Deus, o que está acontecendo aqui?' [...] Quando eu assistia eles nem ouvia a música; ficava simplesmente maravilhado com a produção do palco."
"Era dureza tocar depois deles: a gente ficava parecendo uma banda sem graça, sem efeitos especiais e nem nada, enquanto o pessoal ainda estava de boca aberta com o Kiss. [Depois daquilo] nos certificamos de que o Kiss jamais tornasse a abrir nosso show novamente", concluiu.
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