Van Halen: Banda surpreendeu e está afiadíssima

Resenha - A Different Kind of Truth - Van Halen

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Por Ricardo Seelig
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Confesso que eu estava desconfiado com o tão falado – e aguardado - novo álbum do Van Halen, o primeiro de inéditas desde "Van Halen III" (1998) e que marca o retorno de David Lee Roth à banda após 28 anos – o último trabalho com Diamond Dave foi o multiplatinado "1984" (1984). Porém, ao ouvir as treze faixas de "A Different Kind of Truth" diversas vezes, uma certeza fica clara: a banda surpreendeu e está afiadíssima, com a faca nos dentes!
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Muitos fãs têm reclamado que algumas músicas são mera reciclagem de material antigo e inacabado presente em demos e bootlegs que os fanáticos die hards – e somente eles – já conheciam. O primeiro single, “Tattoo”, por exemplo, veio de uma demo de 1976. O próprio Eddie Van Halen já cansou de declarar que tem um “armário” repleto de composições inéditas que dariam para encher meia dúzia de discos. Sinceramente, isso pouco importa. Não quero saber se Eddie e David sentaram e compuseram material novo para o play, até porque eu – e acredito que a maioria de vocês – nem sabia desse reaproveitamento de material antes de trechos das faixas inéditas pintarem por aí, certo?

O que realmente interessa é se o álbum é bom ou não, e, para ser bem claro, "A Differente Kind of Truth" é um grande disco. As novas composições não soam requentadas, muito pelo contrário: o frescor é o sentimento predominante aqui. Tudo remete aos primeiros anos da carreira da banda, de bolachas como "Van Halen" (1978), "Van Halen II" (1979), "Women and Children First" (1980) e "Fair Warning" (1981). Estão ali a guitarra faiscante e imprevisível de Eddie, o timbre característico da bateria de Alex e os vocais únicos de David. O baixo, agora a cargo de Wolfgang Van Halen, filho do guitarrista, era motivo de discussão entre os mais apaixonados, que não se conformavam com o fato de Michael Anthony ter sido dispensado da banda. Porém, o membro mais novo da dinastia Van Halen prova que tem sangue real nas veias e toca da maneira excelente, calando a boca dos críticos. E, em relação aos backing vocals, marca registrada de Anthony, devo dizer que, sinceramente, eles não fazem falta.

"A Different King of Truth" dá uma geral na primeira fase da banda, extraindo o melhor que o grupo produziu entre 1978 e 1984. Há canções sacanas e com um apelo descaradamente pop como “Tattoo”, pauladas certeiras na linha da clássica “Ain't Talkin' 'Bout Love” como “China Town” e “Bullethead”, o hard rock com a marca registrada da banda em “She's the Woman” e “The Trouble With Never”, composições que parecem vir direto da fase com Sammy Hagar – ouça “You and Your Blues” e comprove. E, claro, somos brindados com os solos de Eddie, um músico genial que sempre usou a sua técnica para tornar o conjunto mais forte.

Enfim, o quarteto entrega exatamente aquilo que os fãs estavam esperando, e é isso que surpreende, porque o material novo é muito consistente. Não há no disco nenhuma música dispensável, algo bastante comum hoje em dia, quando a maioria das bandas compõe duas ou três canções marcantes e completa o restante de seus trabalhos com os chamados 'fillers'. Todo o material presente é de alta qualidade, e mostra que o Van Halen parece estar sedento e com apetite após passar diversos anos hibernando.

"A Different Kind of Truth" é um retorno em alto estilo, que traz novamente para a ordem do dia uma das maiores e mais importantes bandas da história do rock. Ninguém esperava que seria tão bom, e por isso mesmo é tão surpreendente.

Faixas:
Tattoo
She's the Woman
You and Your Blues
China Town
Blood and Fire
Bullethead
As Is
Honeybabysweetiedoll
The Trouble With Never
Outta Space
Stay Frosty
Big River
Beats Workin'

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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