Akerbeltz: Aquela sonoridade característica dos anos 80
Resenha - Akerbeltz Coven Rising - Akerbeltz
Por Marcos Garcia
Postado em 30 de janeiro de 2012
Nota: 9 ![]()
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Uma das grandes valias das bandas do Metal Old School, ou seja, daquelas que usam e abusam da sonoridade dos anos 80, é justamente o resgate de uma herança histórica metálica do estilo para as novas e futuras gerações, já que muitas vezes ouvir direto da fonte, sem a devida iniciação pode causar certo desagrado em ouvidos mais acostumados com sonoridades mais modernas em termos de tecnologias de gravação e prensagem. Mas ao mesmo tempo, muitas bandas que optam pelo estilo acabam caindo nos clichês e pontos-comuns aqui e ali, pois não é um caminho muito simples de ser trilhado. É preciso realmente ter isso nas veias, e o AKERBELTZ, banda de Belo Horizonte, tem bastante, já que em seu segundo CD, este ótimo ‘Akerbeltz Coven Rising’, a aquela sonoridade tão característica dos primeiros discos dos anos 80 vem à mente de forma espontânea, bem natural.
A produção visual é bem simples, trabalhada em preto e branco, exceto pelas fotos (estas em tonalidades escuras de preto, branco e cinza), o encarte tem as letras e várias gravuras de cunho satânico, inclusive com um pentagrama à lá HELLHAMMER, mas não se deixem levar pelos olhos, pois o conteúdo sonoro, apoiado por uma gravação bem feita com jeitão daquelas vistas nos LPs da primeira metade dos anos 80 (feita pela própria banda juntamente com Ítalo Laggo), deixando um clima bem cru e direto.
Musicalmente, a banda lança mão de um som mais calcado nas bandas do que poderíamos chamar de ‘proto-Thrash/Speed/Black Metal’ (não, não estou criando mais uma subdivisão no Metal!) que apareceram para o mundo por volta de 1983-84, mais a adrenalina e despojo do Hardcore/Punk/Rock’n’Roll, e isso nos dá uma música bem personalizada, apesar de muita gente querer apontar alguma coisa aqui e ali.
Os destaques não são muito fáceis de encontrar, pois o CD todo é muito bom, mas nas primeiras audições somos levados a bangear impiedosamente ao som da forte ‘Akerbeltz’, com variações das vozes de Warhammer e Belial; da quebra-pescoços ‘The Power Full of Pentagram’, com guitarras bem feitas e bateria bem compassada e trampada; da esporrenta ‘The Cry of the Hawk’, que tem um solo muito legal, com certa pegada ‘Fasteddieana’; na rocker ‘Ave Lucifer’, cuja levada nos trás aquele climão da virada dos 70 para os 80 e agudos ‘Diamondianos’ aqui e ali; de ‘Storm Pandemonium in Torment’, bem empolgante e que leva o ouvinte ao pogo facilmente; na bem variada ‘Apocalyptic Rising’; na esporro-para-tudo-que-é-lado ‘Envenom’, onde do meio até o fim há uma cadenciada no meio da faixa muito bem sacada; e na faixa que encerra o CD, a muito bem feita ‘Sabbatical Rites’, e assim que termina, dá aquela enorme vontade de pôr o CD para tocar mais vezes, enquanto se pega a velha jaqueta ou colete cheio de patches e buttons de bandas e curte a música no volume merecido, acompanhado de uma cerveja bem gelada.
Recomemdadíssimo!
Tracklist:
01. Akerbeltz
02. The Power Full of Pentagram
03. The Cry of the Hawk
04. Ave Lucifer
05. Storm Pandemonium in Torment
06. Second War in Heaven
07. Apocalyptic Rising
08. Envenom
09. Sabbatical Rites
Formação:
Belial – Guitarras e vocal
Warhammer – Baixo e vocal
Misanthropic – Bateria
Contatos:
http://www.reverbnation.com/akerbeltzbrazil
http://www.myspace.com/akerbeltzbra
https://www.facebook.com/pages/Akerbeltz-BRA/195016503856724?sk=info
[email protected]
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