Hippie Hunter: Muita competência criativa em debut
Resenha - Hippie in Box - Hippie Hunter
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 30 de janeiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O enorme sucesso de nomes como KRISIUN e CHAOS SYNOPSIS, sobretudo no exterior, prova que o death metal é o gênero de maior representatividade no Brasil. Com o intuito de construir uma carreira nos mesmos moldes internacionais, os paulistas do HIPPIE HUNTER entraram em estúdio, cerca de três anos atrás, para gravar o álbum "Hippie in Box". Embora deixe muitos aspectos técnicos em aberto, o trabalho do quarteto sorocabano, de pouco menos de quarenta minutos, evidencia muita agressividade e mostra que pode ir muito longe ainda.
Em atividade desde 2001, Felipe Parra (vocal e baixo), Fabio Altafim (guitarra), Marcus Alves (guitarra) e Fernando Anselmo (bateria) possuem uma carreira meteórica. A banda, que foi batizada com o curioso nome de HIPPIE HUNTER, gravou apenas uma demo, em 2004, antes de entrar em estúdio para formatar o seu primeiro full-length. A inexperiência do quarteto de Sorocaba (SP) em estúdio é, provavelmente, a principal culpada pela crueza sonora e claramente involuntária do "novo" material. Porém, não é a sonoridade caseira e abafada de "Hippie in Box" que apenas contorna o death metal extremo do conjunto. O quarteto paulista evidencia uma performance qualificada e muita competência criativa em todas as faixas do debut. O disco é capaz de impressionar pelo seu profissionalismo, mesmo que o grupo tente passar uma imagem um pouco caricata de si mesmo, sobretudo por conta do nome e da capa do álbum.
O death metal extremo de Felipe Parra & Cia. remete imediatamente ao trabalho do KRISIUN. Embora a faixa de abertura, intitulada "Born to Kick Your Ass", não possua uma bateria executada em alta velocidade, os arranjos de guitarra e a performance do vocalista corroboram com a teoria. O trabalho do HIPPIE HUNTER possui uma série de quebras de ritmo e toda a intensidade necessária para que o death metal seja moldado da melhor maneira possível. As músicas "L.P.S. (Leprous Poets Society)" e "The Phantom of the Mosh" mostram muitíssimo bem como a proposta do quarteto sorocabano é coesa e se distancia da mesmice que impera no gênero. O repertório do HIPPIE HUNTER foi muito bem pensado e lapidado com esmero, o que é fácil de perceber também na interessante "Carta ao Capa", uma das três faixas cantadas em português do repertório.
Por mais que o death metal do HIPPIE HUNTER seja repleto de quebradas rítmicas, as faixas de "Hippie in Box" quase que não ultrapassam a marca dos três minutos. A virtude de Felipe Parra & Cia. é justamente essa – atingir um bom índice de complexidade sonora ao mesmo tempo em que tudo é executado do modo mais direto mais possível. Embora o disco perca um pouco do seu impacto da metade para o final, principalmente por conta do trabalho em estúdio, que soa ainda mais desgastado e apenas razoável, o álbum encerra com um interessantíssimo cover. A música "Princesa do Prazer", do DORSAL ALTÂNTICA, complementa de maneira ímpar uma obra que mostrou eficiência e consistência, apesar de certos deslizes técnicos cometidos em estúdio. O HIPPIE HUNTER está no caminho certo, mesmo que "Hippie in Box" prove apenas uma pequena parte disso. A expectativa é pelo que ainda está por vir.
Site:
http://www.myspace.com/hippiehunter
Track-list:
01. Born to Kick Your Ass
02. L.P.S. (Leprous Poets Society)
03. The Damnation of a Chinese Taxi Driver
04. Burp of Pazuzu
05. The Phantom of the Mosh
06. The Orthodontist Cop
07. Carta ao Papa
08. Diabolin
09. A Resposta (Carta ao Papa 2)
10. Dirty (with Anger)
11. Hippie Hunters
12. Princesa do Prazer
13. Hippie’s Funeral March
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Chuck Billy, do Testament, corta os cabelos compridos e mostra novo visual
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Chuck Billy (Testament) lembra de quando tentou ser vocalista do Sepultura
A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
A música do Queen que Brian May quase proibiu de ser usada em propaganda; "Eu gosto de dinheiro"
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Rachel Bolan reafirma que o Skid Row nunca se reunirá com Sebastian Bach
Confessori traz um trabalho moderno, técnico e ambicioso em seu álbum solo de estreia
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
Scott Ian considera AC/DC com Bon Scott "a melhor banda de todos os tempos"
Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
David Gilmour surpreende ao responder se concordaria com show de hologramas do Pink Floyd
Primórdios: O Rock Brasileiro da década de 50
A música do Guns N' Roses com que Slash nunca se sentiu confortável: "Muito perturbadora"

A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Gladenfold aposta no Power Metal em "Soulbound"
Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



